Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Os brasileiros mais pobres são tão pobres quanto os mais pobres do mundo...

...e os ricos brasileiros são tão ricos quanto os mais ricos do mundo. (O dado sobre o pobres- confesso - me surpeendeu). E o brasileiro mediano tem uma renda próxima da dos mais pobres dos EUA (Isso eu já sabia).
Veja o sensacional gráfico abaixo (via Economix; sugiro também a leitura do post):

O gráfico foi tirado de "The Haves and the Have-Nots,” de Branko Milanovic. (Ele é o autor também daquele texto com o Lindert e o Williamson que eu acho duca).

Links diversos

A nova avaliação da CAPES dos cursos de mestrado e doutorado em Economia (ATUALIZAÇÃO: epa, a minha mulher me avisou que a notícia é velha. De qualquer forma, fica o link);Chamada de trabalhos para o Congresso da ABPHE (Obrigado, Pesavento);Ótimos mapas em tempo real do sistemas de compartilhamento de bicicletas mundo afora (inclusive o Rio de Janeiro, mas não se animem muito).Desigualdade e Desenvolvimento na América Latina: ótimo post do Renato Colistete.

Frei Betto teria lugar garantido o inferno

Todo federalismo é bom?

No Forum of Federations eu estranhei que havia gente defendendo que o federalismo fosse ensinado nas escolas. Ora bolas, federalismo não é uma ideologia ou um valor em si. É apenas uma ferramenta. Esse texto do Shikida e do Ari na Revista da AMDE dá uma bela introdução ao tema e destaca o que é "federalismo preservador de mercados".

A Physicist Solves da City

O leitor Ricardo Horta me avisa de um artigo na NYT Magazine sobre o trabalho do físico Geoffrey West e Luís Bettencourt. Eu agradeço o envio do link. O texto é interessante, bem escrito e tal. O problema é que ignora que a literatura sobre Ciência Regional e Urbana já havia chegado antes aos padrões que West teria descoberto.
A vida é assim mesmo. Ciências que se acham superiores entram em território alheio, ignorando o conhecimento já produzido. Os físicos entram no campo da Economia; os economistas, na Ciência Política. Por vezes o resultado é legal, mas muitas vezes trata-se da reinvenção da roda. Pretendo ler o trabalho original para ver em qual categoria ele se encaixa.

Leitura obrigatória sobre Economia Urbana

O número de Agosto 2010 do City Journal está muito bom. Vejam só:
Ed Glaeser -Start-Up City Entrepreneurs are the heroes of New York’s past and the key to its future.Mario Polèse- Why Big Cities Matter More than Ever: Seven reasonsBrandon Fuller e Paul Romer - Cities from Scratch A new path for development
Guy Sorman - Asian Megacities, Free and Unfree: How politics has shaped the growth of Shanghai, Beijing, and SeoulVictor Hanson- The Destiny of Cities: Throughout history, forces both natural and human have made cities rise and fall.

Autopromoção atrasada

Três publicações em que estive envolvido em 2010 e não comentei aqui:
"Mudanças na concentração espacial das ocupações nas atividades manufatureiras do Brasil, 1872-1920" com o Eustáquio Reis foi publicado no livro BOTELHO, T. R. (Org.) ; LEEUWEN, M. H. D. V. (Org.) . Desigualdade social na América do Sul: perspectivas históricas. Belo Horizonte: Veredas e Cenários, 2010. v. 1. 304 p. (Não encontrei o link do livro, nem no site da editora).Quantifying Urban Centrality: A Simple Index Proposal. com os colegas de DIRUR-IPEA Vanessa Nadalin e Rafael Pereira. A Vanessa foi para Denver apresentar o nosso trabalho na North American Regional Science Conference. Ainda teremos que comer uns 38 pedaços de abacaxi na banca da Galeria dos Estados para fechar o trabalho, mas já está bem legal. Colaborei com o comunicado DIRUR "Desigualdade regional recente: uma nota a partir de dados estaduais".
Update: o comunicado têm um gráfico errado. Peço desculpas.

"Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic." Arthur Clarke

A última inovação que me deixou boquiaberto é o Aeroccino. Você coloca o leite frio e aperta um botão. Silêncio. Uns minutos depois você tem a melhor espuma quente possível para capuccinos. Deve ser uma daquelas tecnologias alienígenas que o personagem do David Bowie trouxe (a outra, vocês sabem, é o GPS).

Contra o histórico e o natural

Em um dos comentários do blog do Mão Visível, alguém criticou Cancún porque seria "meio fake". E existem aqueles que acham que qualquer horizonte com montanha e lagoa são melhores do que um conjunto de arranha-céus paulistas.
Eu estou do lado do fake. O que chamam de fake é o resultado colossal do engenho humano e da mistura de influências. Eu concordo com aquele cara que comemorou as realizações da burguesia que "criou maravilhas maiores que as pirâmides do Egito, os aquedutos romanos, as catedrais góticas." Afinal, o que fake em um século (ou milênio) vira histórico em outro e os arquitetos do passado também usavam referências de outros lugares. Vou mais longe e acho Las Vegas uma das maiores criações humanas. Pô, ela tem a sua Torre Eiffel, skyline de Nova Iorque e Veneza (com direito a shopping com canais - de água limpa! - no corredor). Tudo junto, copiado, misturado, brega e no meio do nada.
Mas esperem cinco séculos e Las Vegas será considerada uma obr…

Parabéns pelos 100 anos, prof. Coase

No dia 29 de Dezembro, ele virou um século de existência. É mole? O melhor é que ele está super afiado e lançará em Julho um livro novo: How China Became Capitalist. Aí vai uma entrevista ótima. Trechos:
WN: (...) You have high hopes that the future of economics is in China. What makes you think so?RC: It is obvious. It is the size of Chinese population. A new idea is always accepted only by a small proportion of the population. But a small proportion of the Chinese is a big number.
(...)
RC: I am now 100 years old. At my stage, life requires a constant effort. As I told you many times, do not get old. (...)
Eu coloco o Teorema de Coase e a Teoria das Vantagens Comparativas, como as duas melhores idéias assustadoramente simples e não-triviais (mesmo para gente inteligente) da Ciência Econômica. Aos 20 e poucos anos, em The Nature of the Firm, ele já mostrava a que veio. Ele fez perguntas sensacionais: Por que as firmas existem? Afinal, se o mercado é tão eficiente, por que as firmas …

Eu sou eu e meus preços

Eu ainda estou de férias, viajando. Tenho dado a minha modesta contribuição para a desvalorização do real e para a recuperação da economia norte-americana. (Depois não digam que eu não faço a minha parte!!!).
A viagem está sendo mais intensa do que eu tinha imaginado e não tem sobrado tempo para postar. Mas aí vai uma ponto que me lembro quando estou fora e que o post do Cristiano reforçou. Viajar é um ótimo exercício. De um momento para o outro encaro um novo vetor de preços e preciso alterar a minha cesta de uma hora para a outra. Nos EUA, eu viro um ávido consumidor de fast food; na França, fico metido a gourmet e até bebo vinho (coisa que raramente faço no Brasil). Na Etiópia -aproveitando o efeito Balassa-Samuelson- fui até em uma casa de massagem (terapêutica!!!).
Claro que isso é evidente para todo aluno de Micro I. Mas a viagem faz com que eu me lembre que o que faço no Brasil não é uma rotina, ou um hábito de consumo rígido. É o resultado de um processo de maximização para um…