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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Mais um prêmio!

Agora foi a vez de Alexandre Ywata, Pedro Henrique e toda a equipe da Assessoria de Métodos Quantitativos com o IpeaGeo. Eles ganharam o Prêmio TI & Governo do Anuário TI & Governo 2011. Vale lembrar que além desse prêmio, só nos últimos meses os colegas da assessoria ganharam o Haralambos (com o Daniel Cerqueira) e o segundo lugar na ENABER (Guilherme Resende). Com exceção do Daniel que é no Ipea-RJ e acrescentando o prêmio do Lucas Mation , estão todos a menos de 50 metros da minha sala (distancia euclidiana)! Eu sou um low-high de premiações! ;-) Parabéns a todos pelo reconhecimento do trabalho!

Economia Regional e Urbana: Teoria e Métodos com ênfase no Brasil

Finalmente, o livro impresso chegou às minhas mãos. Eu enviarei um exemplar para os  três primeiros dos meus 3,6 milhões de leitores que colocarem o seu endereço postal nos comentários do blog. A versão digital segue aqui. (A propósito, por favor, me me apontem os erros que - com certeza - o livro tem).

"Como firmas industriais reagem a restrições de infraestrutura? Evidências do racionamento de eletricidade de 2001/02 no Brasil"

Com o artigo, Lucas Mation e Cláudio Ferraz ganharam o prêmio de Economia Industrial da CNI. O Lucas é meu colega na coordenação de desenvolvimento federativo no IPEA e o paper é resultado da dissertação de mestrado na PUC-RJ, orientada pelo Cláudio. Valeu, Lucas!

Um teste da hipótese de Roberto Campos

O Roberto Campos considerava que ciclos de autoritarismo eram necessários durante o processo de desenvolvimento. Foi isso o que aprendi no texto de Jaime Constantini e Maurício Bittancourt (em doc). A lógica seria: Crescimento->Desigualdade->Conflitos->Instabilidade->Baixo crescimento econômico. Para sair do último passo seria necessário um choque autoritário para reduzir os conflitos. Os autores se propõem a testar a hipótese no caso brasilieiro com séries temporais. Eu ficaria mais satisfifeito com algo em painel para o mundo, mas já está bem interessante.

Pareto em Cuba?

Quando estive em Cuba*, a coisa que mais me surpreendeu é que até o açúcar do cafezinho vinha em saquinhos da Espanha. Agora o governo permitiu que as cadeias de hotéis comprem direto dos produtores agrícolas locais a preços livres e não mais da agência estatal de distribuição.
OK,.estou chutando, mas imagino que a coisa deve piorar para os cubanos mais pobres (i.e. aqueles que não são do partido ou estão longe do setor turístico). Uma pitada de racionalidade em um hospício econômico pode ter conseqüências perversas.

*Não, não era treinamento. Apenas sol, praia e  mojitos.

A revolução industrial e o Steven Jobs

Eu conhecia o texto - sublime - do Mokyr (o maior historiador da tecnologia) e Meisenzahl*. Contudo, só o Malcolm Gladwell tem a sacada de usar esse artigo acadêmico para falar sobre o Steve Jobs. Ele merece ser rico e famoso. * A versão pop-não-econométrica do artigo está aqui. Atualização: link corrigido depois de vários dias. Obrigado, Drunkeynesian. ( Como vocês podem imaginar, eu estive na estrada, semi-off-line e deixo os posts programados)

Diversos

No Urban Demographics, o mapa dos clusters da China e a lógica fuzzy;As previsões para 2012 em cartoon;Michael Lewis traça um perfil do Daniel Kahneman . Falando nisso, o William Easterly elogia ao extremo o seu livro novo ;  Alexandre Manoel está escrevendo em um blog sobre o estado de Alagoas . O Alexandre é meu colega de coordenação de federalsimo no IPEA, mas está cedido à prefeitura de Maceió;.Eu não o conheço e ainda não li os seus papers, mas aí vai o site do Leonardo Bursztyn (graduação e mestrado na UNB e doutorado em Harvard). Tudo parece bem interessante.

New Structural Economics e as críticas da Anne Krueger

O economista chefe do World Bank apresenta sua proposta. A Anne Krueger mostra que, como a proposta não tem lá muito de novo, as críticas de sempre seguem valendo:
"What purports to be the “new” part is the assertion that coordination and upgrading of infrastructure should in some way be related to particular industries. It is at this point where a question arises: most economists would accept the view that cost–benefit analysis should be used in the choice of infrastructure projects. If “externalities” and “coordination” are important, are they important for specific industries or for the entire industrial economy? If the former, how are those industries to be identified, and how would the externalties be estimated in cost–benefit analysis? Or would they? If infrastructure is seen to be industry-specific, it is not clear what it is. As with the possible existence of infant industries, it is one thing to believe that there are such industries (perhaps) and quite another to ident…

Familismo na Academia

Um belo estudo sobre o familismo nas universidades italianas. Em resumo: depois da descentralização, nos lugares com baixo civismo, os parentes foram contratados pelos departamentos. A academia brasileira tem todos os problemas possíveis, mas o familismo não parece ser uma deles. Por que? Alguma sugestão? Atualização: respostas possíveis: 1) acadêmico brasileiro não confia nem na família; 2) no Brasil, os retornos de educação são tão grandes e os salários relativamente baixos na universidade que o pai usa sua influência para arrumar um emprego fora da academia. 3) na verdade, somos mais meritocráticos do que pensamos.

A Grande Realocação é a culpada pela Crise de 2008

A intuição de Noah  é a seguinte (via Marginal Revolution): em termos globais, a entrada da China no mundo tornou a mão-de-obra abundante, fazendo que os esforços se voltaram para a realocação física da produção para a Oriente do que na inovação tecnológica. Todo mundo se beneficiou dessa festa e coisa e tal. Com um tanto de Nova Geografia Econômica e umas pitadas de crescimento endógeno surge uma situação em que o core sai perdendo feio.
Eu realmente não sei o quanto dessa tese está certa, nem como testá-la. De qualquer forma, acho que faz bastante sentido.

A participação social pode ser ruim para o planejamento urbano?

Diversos

Rodrik e a Política Industrial

O Dani Rodrik encontra convergência incondicional na produtividade do trabalho na manufatura. Valeu, mas como poderia ser diferente? Com o comércio internacional bombando resultado é mais do que esperado. (A bem da verdade, o próprio Rodrik reconhece isso no artigo).
O mais questionável no trabalho, contudo, é o viés de seleção. O autor afirma que o resultado sugere que a chave da convergência de renda está na capacidade do país fazer a mudança estrututral na direção da manufatura. No entanto, ele só pega a convergência de produtividade dos que desenvolveram a manufatura a ponto de estarem na base de dados. Se a indústria quebra ou nem chega a se desenvolver no país, ela sai da amostra.
Tem um outro trabalho do Rodrik (com McMillan) apresentado no seminário do Banco Mundial (Via Escolhas e Conseqüências) que vai na mesma direção. Um Powerpoint do debatedor aponta as partes mais problemáticas do argumento de Rodrik e cia. Claro que não sei da réplica, mas achei os pontos bem pertinent…