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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Coisas que eu aprendi nesta semana

"The argument for the primacy of geography is always an argument about trains"

Ótima resenha de livros que eu -infelizmente - não lerei. Vejam só o parágrafo de abertura:
"The first history we write is a history of races. Our tribe’s myth is here, yours is over there, our race is called “the people” and blessed by the gods, and yours, well, not so blessed. Next comes the history of faces: history as the epic acts of bosses and chiefs, pharaohs and emirs, kings and Popes and sultans in conflict, where the past is essentially the chronicle of who wears the crown first and who wears it next. Then comes the history of places, where the ingathering of people and classes in a single city or state makes a historical whole bigger than any one face within it. Modern history is mostly place history, of an ambitious kind: what all the little faces were doing while the big faces were looking at each other."

Econometria Espacial Aplicada por Eduardo Almeida.

Eu ainda não li o recém lançado livro, mas já recomendo. O Eduardo é um ótimo e produtivo economista regional. Além disso, o sumário já indica que ele cobriu todos os pontos importantes.
Capítulo 01O que é Econometria Espacial?
Capítulo 02Dados Espaciais
Capítulo 03Matrizes de Ponderação Espacial
Capítulo 04Análise Exploratória de Dados Espaciais
Capítulo 05Modelando a Dependência Espacial
Capítulo 06Estimando a Dependência Espacial
Capítulo 07Especificando e Testando a Dependência Espacial
Capítulo 08Aplicando os Modelos Espaciais
Capítulo 09Sistema de Equações Simultâneas no Espaço
Capítulo 10Modelos Espaciais para Variável Dependente Limitada
Capítulo 11Modelando a Heterogeneidade Espacial Observável
Capítulo 12Regressão Ponderada Geog

FPM e a estranha distribuição da população dos pequenos municípios brasileiros 2.0

Estou trabalhando em uma versão mais bacana do texto. Eu usei  o teste proposto por McCrary em Manipulation of the running variable in the regression discontinuity design para checar se houve manipulação na população do municípios pequenos no censo de 2010. Os resultados sugerem que isso aconteceu nas 5 primeiras transições de faixa.
Eu também fiz outro histograma  que evidencia a esquisitice. As linhas vermelhas mostram as mudanças de faixa do FPM (dados da I divulgação do Censo 2010):

O grau de civilização do mundo em 1826

A imagem em alta resolução está aqui.

Via Chris Blattman-> Rodrigo Coelho-> Renato Schwambach.

Café com leite na veia e o desemprego

Eu tenho uma tese para essa aberração e  semelhantes. Elas são só o efeito colateral do baixo desemprego atual. Nos momentos de boom, os mais competentes sobem para ocupações mais exigentes e abrem espaço para menos aptos e novatos na base do setor de serviços. Dada a baixa qualificação da mão-de-obra nacional, o problema fica bem grave.  (Eu também tenho notado uma queda na qualidade do atendimento dos restaurantes. Mas isso pode ser apenas porque estou ficando um velho ranzinza.)

Pós X ENABER

Além do tradicional (encontrar os amigos, fazer novos e aprender um tanto), tenho alguns pontos a destacar:A seção com os ex-presidentes Cássio Rolim, Eduardo Haddad, Alexandre Rands discutiu o futuro da Ciência Regional e foi sensacional.A grande novidade em relação aos eventos passados foi a  ênfase em estudos intra-urbanos. A quantidade e a qualidade cresceram bastante. A propósito,  todos os artigos do evento estão  aqui.Eu acho que virei o chato de vários seminários. Como eu já disse, uma das virtudes do evento é reunir as várias gerações. Bacana ver a garotada motivada usando todos os recursos da econometria. Contudo, para a minha tristeza (e, provavelmente, do Carlos Cinelli) continua havendo confusão entre significância substantiva e estatística. Na caça por asteriscos nos resultados de regressão, o pesquisadores esquecem de perguntar aos dados: "E então? Qual o tamanho do efeito?" Você pode ter uma alta significância estatística e a substantiva ser baixa (e vice-ve…

Painel Espacial no R

O Gianfranco Piras, um dos autores da biblioteca do splm, está aqui na Enaber. A biblioteca faz painel, painel espacial, cozinha, passa e faz café. O Rogério Boueri usou o splm em um artigo em andamento no qual Lucas Mation e eu somos coautores.  O treco funciona mesmo. Estou ensaiando para dizer "Grazie mille!" para o Piras.
Falando em R: o C Shikida - aquele que não acredita em divisão do trabalho- manda um link para algo muito bacana mesmo: gráficos no R com cara de XKCD (ou Economist ou até os horrorosos do excel 2003).

Dicas para apresentações no Powerpoint

Estou no X Enaber. É um encontro que eu gosto muito, porque reúne os pesquisadores mais antigos com as novíssimas gerações (além de ser uma ótima oportunidade de reencontrar os amigos da área).
Infelizmente, mesmo entre os novos pesquisadores, eu sigo encontrando os mesmos erros do passado nas apresentações.  (Neste exato instante, o apresentador está lendo um slide com 27 (sic) linhas de texto )
Aproveito, então, para repetir o meus post com dicas de apresentação:

Ainda o Qualis 2012

Os comentários aqui e no facebook reduziram a minha ignorância. A comissão afirma que baseou a sua classificação em:
Combes, Pierre-Philippe e Linnemer, Laurent (2010). Inferring missing citations: A quantitative multi-criteria ranking of all journals in economics, GREQAM, Universités d’Aix-Marseille II et III, Document de Travail 2010-28. Kodrzycki, Yolanda K. e Yu, Pingkang (2006). New approaches to ranking economics journals, Federal Reserve Bank of Boston.  De fato, apesar da minha ótima opinião sobre a Papers in Regional Science, a revista tem baixo impacto.
As revistas  internacionais de fora da área tiveram a sua classificação replicada (com um teto em A2). Pelo que eu entendi isso já acontecia, mas se fazia uma redução de um nível nas revistas não econômicas. Assim, como a tal "América Latina Hoy" é A1 em Ciência Política, virou A2 em Economia.
Aí está o problema. Algumas áreas tiveram "inflação de notas" e distribuíram A1 generosamente. E essa inflação con…