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Mostrando postagens de Maio, 2013

A criação de municípios

A matéria do O Globo chama atenção para a ameaça de criação de 410 novos municípios no Brasil. A PLC 2008/416 impõe uma restrições quantitativas. Não é mais aquela farra pós-1988 que criou todo o tipo de bizarrice:  municípios com 800 pessoas, uns descontínuos e até enclaves. Mesmo assim, todo cuidado é pouco.
Já há um estudo legal sobre o efeito das emancipações no Brasil mostrando que os efeitos não foram lá essas coisas. Em breve, um novo trabalho estará disponível aqui. Fiquem ligados.
Eu já postei outros links sobre o assunto aqui no blog.

Radiolab: o melhor podcast

Eu ouço muito radio. Trabalho com fones e até na hora de dormir ouço o melhor-pior programa da história: Altayr Vanzon na Rádio Pampa. À sério, eu achava que não havia nada melhor do que as coisas da BBC Radio 4.
E então eu descobri o Radiolab. É sensacional. Ok, às vezes eles são meio americanos no sentido tudo-tem-que-ser-fun,  mas a qualidade e criatividade dos temas, dos entrevistados e - em especial - da edição de som, o fazem o melhor show da terra. (Sim, é melhor do que o American Life).
Os programas são muito diferentes entre si. Há um programa como Cities, mais tradicionalzão,   outro sobre um bebê prematuro específico, outro sobre High Frequency Trading e localização, outro com uma leitura do A Distância da Lua, do Italo Calvino...

Robôs cuidando de idosos: que pena!

Muito triste. Milhões de pobres imigrantes poderiam cuidar dos velhinhos japoneses. Mas o governo japonês não gosta de milhões de pobres imigrantes.
Além da perda de bem-estar dos potenciais milhões de pobres imigrantes, tem outro problema: engenheiros brilhantes ocupados em criar robozinhos e não em inventar outra coisa bacana. Essa distorção na direção do progresso tecnológico nunca é levada em conta. Quem me chamou atenção para isso foi o Lant Pritchett na sua apresentação: Why is the World Such that my Snow Blower is so Cool? (arquivo ppt com  11 megas).
No Brasil de 2050, se tudo der certo (estou otimista hoje), o único jeito será contar com os hermanos vizinhos menos afortunados ou com os irmãos linguísticos da África.  (Não, até 2050 a Google já terá o babel fish e dominar uma língua será irrelevante.)
A propósito, aí vai um poema sobre economia e imigração (em inglês):

Carroças e o efeito Peltzman usado a seu favor

A historinha do Peltzman é conhecida: com carros mais seguros, os carinhas começaram a dirigir mais rápido compensando - parcialmente - a maior segurança. Descobrimos ontem que os carros brazucas são piores do que pensávamos. Vá aqui e veja os assustadores crash tests.  Então, enquanto você não compra um Volvo, lembre-se do Efeito Peltzman e ande devagar, ora bolas! (A propósito, por favor, não  me avisem que eu estou com o farol acesso mesmo ao sol de Brasília. Eu não possuo o gene do automobilismo, mas aprendi que isso é obrigatório em um monte de países e aumenta mesmo a segurança)

Três vagas para bolsistas no Ipea em Brasília

Aí vão duas chamadas públicas para bolsas para projetos em que eu estou envolvido:
Dinâmica espacial dos municípios brasileiros (1970-2010): uma análise markoviana (um graduado em Economia, Estatística, Engenharia ou Matemática); Estimativas dos efeitos das emancipações municipais: análise a partir de regressões de descontinuidade e áreas censitárias (um graduando em Estatística e outro em Estatística, Economia, Engenharia ou Matemática). A bolsas são presenciais. Por favor, divulguem.