XVII JOLATE -Jornadas Latino-Americanas de Teoria Econômica- Brasília - 3-5 novembro

Os meus colegas da UCB organizaram o evento. O Costas Azariades é um dos palestrantes. Vejam a programação:

Sugestões de séries

Minha credencial-hipsterística-moderninha: neste blog eu já recomendava Black Mirror no carnaval de  2013, antes de se modinha.
Aí vão outras recomendações não muito populares:
- Occupied: série norueguesa. Ideia central: russos invadem a Noruega;
- Deutschland 83: um The Americans na Alemanha dividida;
- Nightly Night, série inglesa humor negro com a genial Julia Davis. Ao contrário das outras sugestões, essa não agrada qualquer um.  Ela também fez o bom Hunderby (meio que zoando Downton Abbey).
Sugestões?

"Coffee, Immigrants and Growth in Brazil" por Anna Faria

How does an agricultural commodity affect development? Exporting commodities have generally been thought of as curses. I argue that the late nineteenth century coffee boom in Southeast Brazil triggered a mass European migration and transformed the local economy into a commercial society, both of which contributed to local development. I find that immigration left a local legacy of higher incomes, better public goods provision and higher quality fiscal governance, and that coffee affected development indirectly through its impact on immigration.

Proposta: uma restrição "orçamentária" na regulamentação

A PEC 241 contribuiu para mostrar que - com uma restrição orçamentária rígida - R$1 a mais de gasto público em A significa R$1 a menos em B.
Contudo, o legislador não enfrenta qualquer restrição do furor regulatório. Só ontem, aprovaram 20% de motoristas mulheres de uber em Porto Alegre e, no RJ, discutem a obrigatoriedade do café gratuito nos restaurantes.
Minha proposta é criar uma restrição da seguinte forma: para cada nova regra, uma (ou duas, três....) outra tem que ser abolida. (Ou, para evitar malandragens, talvez a equivalência poderia ser entre o número de atingidos pela regra nova e a extinta)
Dei uma googlada e descobri que a Alemanha estabeleceu exatamente isso em 2015.
Atualização: eu devo ter lido e esqueci, mas o Tabarrok já escreveu sobre isso no ano passado. Nos comentários, avisaram que a Inglaterra segue o princípio: one in, two out. Agradeço ao @RodrigoGConejo pelo aviso. 

Diversos

Prêmio Paulo Haddad

O trabalho feito pelo Júlio Lopes e por mim:
Novas medidas de localização a partir da análise de distância de pontos: um estudo empírico para a indústria de transformação de São Paulo
ganhou o Prêmio Paulo Haddad no encontro da Associação Brasileira de Estudos Regionais.
O Júlio - do Banco do Brasil-  foi meu orientando de mestrado na UCB. Agradecemos aos colegas da Dirur/Ipea pelo apoio nos dados e à Vanessa Nadalin, também membro da banca. (Ela, a propósito, acabou de publicar um paper bacana sobre vacância urbana em SP)

Música ao vivo é uma taxa

Odeio música ao vivo em restaurantes. Se é boa, não consigo apreciar tranquilo enquanto como. Se é ruim, é ruim e atrapalha a ingestão. Ontem tive que mudar de restaurante duas vezes, porque - após entrar- descobri que havia um infeliz tocando "Nada ficou no lugar..." enquanto outros mastigavam.
Afinal, porque diabos isso existe? Eu acho que a maior parte dos consumidores é como eu (talvez não tão mal humorada): optaria pelo silêncio. Claro que existe um parcela do público que realmente gosta de música ao vivo, mas talvez haja outra explicação.
Lá vai: couvert artístico é um "mal", em vez de um bem econômico. Ambos restaurantes que eu desisti (Coco Bambu e Piauíndia) encheriam de qualquer forma no almoço de sábado. Cobrar o couvert artístico é um jeito de impor uma 'taxa de congestionamento" sem aumentar os preços no menu e evitar as filas. Se eu tivesse ficado, meu excedente do consumidor diminuiria, mas eu deixaria uns R$6 a mais na conta. Vou lá outro dia, com menor demanda, e consumirei a mesma comida em paz.
 Essa tese explica o porquê da música ao vivo existir nos horários e dias em que os restaurantes estariam lotados de qualquer forma. Se a razão fosse atrair clientes, eles deveriam oferecer a música nos dias de baixa demanda.
(E porque os restaurantes não aumentam os preços para evitar as filas? Esse é um enigma antigo da Economia. Becker respondeu e tem toda uma literatura sobre o tema)
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