Prêmio Eço, aí vai mais uma entrada

Confissão: tenho uma atração mórbida por ler besteira. Ontem, li isso. Uma grosseria só, mas o que doeu nos meus calejados olhos foi:
Ora, as economias mais pujantes do mundo abandonaram políticas assistencialistas por serem pujantes, e criarem empregos em profusão.

Coçando a cabeça, perguntei nos comentários:"Pela amor de deus, Nassif, onde aconteceu isso?". Resposta:
"É um axioma, Léo"

Dureza, não?

Sociedade Cliométrica Francesa

O site está aqui. A Sociedade apóia o mais novo jornal da área Cliometrica: Journal of Historical Economics and Econometric History.

Review of Regional Studies - Special Issue

A lista de artigos no próximo volume da RRS é bem impressionante. James "Spatial Econometrics Toolbox" LeSage é o editor convidado.
  • Arthur Getis Introduction to the Special Issue
  • Sergio J. Rey and Luc Anselin PySAL: A Python Library of Spatial Analytical Methods
  • Daniel A. Griffith Spatial Structure and Spatial Interaction: 25 Years Later
  • Michael Sonis and Geoffrey J. D. Hewings On the Sraffa-Leontief Model
  • Roberto Patuelli, Simonetta Longhi, Aura Reggiani, Peter Nijkamp and Uwe Blie A Rank-order Test on the Statistical Performance of Neural Network Models Regional Labour Market Forecasts
  • Cem Ertur, Julie Le Gallo and James P. LeSage Local versus Global Convergence in Europe: A Bayesian Spatial Econometric Approach

A interpretação das dummies

Qual é o erro que vários grandes economistas cometeram? Halvorsen and Raymond mostram que Robert Lucas e Zvi Griliches -dentre outros- se equivocaram na interpretação dos coeficientes das dummies em regressões semilog .
Halvorsen, Robert & Palmquist, Raymond, 1980."The Interpretation of Dummy Variables in Semilogarithmic Equations,"American Economic Review, American Economic Association, vol. 70(3), pages 474-75, June.
A interpretação do coeficiente b de uma dummy não é um mudança de b*100 na variável dependente. A interpretação correta é (exp(X)-1)*100. Para pequenos valores de b, não tem problema. Mas a diferença cresce quando o valor absoluto de b se afasta de 0.
Sim, eu acho que já dei esse tropeço. Bom, pelo menos estou em boa companhia.

Launchy

Inicie qualquer programa sem tocar no mouse. Essencial, uma maravilha, e é de graça.

O mundo fica mais rico e...

... anda mais rápido. Em uma década, a velocidade do caminhar aumentou 10%. Isso foi o que mostrou o novo estudo de Robert Levine. Claro, não? Como o custo de oportunidade do tempo fica maior, aumentamos o passo. Vejam a lista das cidades em ordem decrescente:
1) Singapore (Singapore); 10.55

2) Copenhagen (Denmark); 10.82

3) Madrid (Spain); 10.89

4) Guangzhou (China): 10.94

5) Dublin (Ireland); 11.03

6) Curitiba (Brazil); 11.13

7) Berlin (Germany); 11.16

8) New York (US); 12.00

9) Utrecht (Netherlands); 12.04

10) Vienna (Austria); 12.06

11) Warsaw (Poland); 12.07

12) London (United Kingdom); 12.17

13) Zagreb (Croatia); 12.20

14) Prague (Czech Republic); 12.35

15) Wellington (New Zealand); 12.62

16) Paris (France); 12.65

17) Stockholm (Sweden); 12.75

18) Ljubljana (Slovenia); 12.76

19) Tokyo (Japan); 12.83

20) Ottawa (Canada); 13.72

21) Harare (Zimbabwe); 13.92

22) Sofia (Bulgaria); 13.96

23) Taipei (Taiwan): 14.00

24) Cairo (Egypt); 14.18

25) Sana (Yemen); 14.29

26) Bucharest (Romania); 14.36

27) Dubai (United Arab Emirates); 14.64

28) Damascus (Syria); 14.94

29) Amman (Jordan); 15.95

30) Bern (Switzerland); 17.37

31) Manama (Bahrain); 17.69

32) Blantyre (Malawi); 31.60

Por que Nova Iorque não está no topo da lista? No interessante Geography of Time (1998), do mesmo Levine, lembro que houve problema de mensuração devido ao congestionamento nas calçadas. Curiosidade: no prefácio desse livro, Levine conta sua experiência com os atrasos brasileiros quando deu aula na UFF.

O Brasil deve ter uma TV Pública?

Sim. Mas apenas se entrevistador for o Jeremy Paxman (BBC), meu ídolo:

Associação Latino-Americana de Direito e Economia

Vejam o site do XI (!) encontro da Associação Latino-Americana de Direito e Economia. O pessoal do meu ex-blog, o Gustibus, estara lá em peso. Beleza! O programa está disponível aqui.

Link via Gustibus.
O memorando 'secreto' de Wolfowitz (escrito por Ken Rogoff).
Via Greg Mankiw.
Alvaro Vargas Llosa escreve:

"In Latin America, one can speak of a “vegetarian left” and a “carnivorous left.” The vegetarian left is represented by leaders such as Brazilian President Luiz Inácio “Lula” da Silva, Uruguayan President Tabaré Vázquez, and Costa Rican President Oscar Arias. Despite the occasional meaty rhetoric, these leaders have avoided the mistakes of the old left, such as raucous confrontations with the developed world and monetary and fiscal profligacy. They have settled into social-democratic conformity and are proving unwilling to engage in major reform—which is why Brazil’s gross domestic product (GDP) growth is not expected to top 3.6 percent this year—but they signify a positive development in the struggle for modernizing the left.
By contrast, the “carnivorous” left is represented by Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, and Ecuador’s President Rafael Correa. They cling to a Marxist view of society and a Cold War mentality that separates North from South, and they seek to exploit ethnic tensions, particularly in the Andean region. The oil windfall obtained by Hugo Chávez is funding a great deal of this efforts."
Leia todo o artigo aqui. Eu concordo com a visão geral do Vargas Llosa Jr. Entretanto, o que ele esquece é que também existe na América Latina uma direita carnívora e vegetariana também. A escolha é muitas vezes entre um governo ridículo e populista de esquerda; ou uma elegante, plutocrata e corrupto de direita.Bom governo raramente é uma alternativa. Assim, o custo de oportunidade de ter um Evo ou um Chávez no poder é menor do que aparenta à primeira vista. Esse é o longo pesadelo da América Latina.
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