Mais prêmios

- Bernardo Furtado - coordenador da área de Urbana do Ipea (e figura frequente aqui no blog )- acaba de ganhar o II lugar no prêmio da SOF sobre qualidade do gasto público. O trabalho ainda não está no ar, mas eu acho que é o semelhante a Fiscal income inequalities and efficiency que ele apresentará, na próxima semana, na Anpec.
- Falando em Anpec, devo destacar também os dois ganhadores do Haralambos. Ferraz e Finan levaram o de melhor artigo com o ótimo "Electoral Accountability and Corruption: Evidence from the Audits of Local Governments." Sugiro também o artigo anterior da mesma série de papers: Exposing Corrupt Politicians: The Effects of Brazil's Publicly Released Audits on Electoral Outcomes . Já a melhor tese foi para o Rudi Rocha, que contém um artigo que eu já comentei aqui. Ou seja, a cliometria ganhando prêmios!
Parabéns a todos!!!

Teorias contemporâneas de desenvolvimento econômico

Mansueto dá uma ótima panorâmica. Se os alunos do Chris Blattman lessem em português, matariam algumas questões do exame final.
A propósito, aí vai um ótimo post sobre as idéias bem críticas do grande Lant Pritchett em relação aos "randomistas" (ou seja, o pessoal de experimentos aleatórios controlados).

Programa de transferência de renda na Índia

Tomara mesmo que dê certo. Mas vai ser difícil acertar o foco. Afinal, 300 milhões de indianos não tem qualquer documento de identificação. Um brasil e meio de gente. Fico na torcida.
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Tudo o que você queria saber sobre pedágio urbano

... o Renato Morato responde aqui. O trabalho ganhou a terceira colocação no prêmio da Secretaria de Acompanhamento Econômico e é muito informativo. (O Renato, por coincidência, foi meu (ótimo) aluno de Finanças Públicas na graduação da UCB neste semestre). Sugiro ver também os demais premiados.
A introdução do pedágio urbano está no topo da minha lista de mudanças-institucionais-favoritas-que-gerariam-ganhos-de-bem-estar-que-só-não-entram-em-vigor-porque-o-eleitor-não-entende-de-economia. Trata-se de uma lista beeeem longa.

Desafios Federativos: Mecanismos para Solução de Controvérsias

O seminário começa agora no IPEA-BSB e tem transmissão pela Internet. A sessão com Fernando Rezende, Rogério Boueri e Gilmar Mendes começa às 10:00. 

Kuznets e Friedman juntos

Friedman na casa dos vinte anos, Kuznets na dos trinta estudaram cinco ocupações liberais no EUA. O trabalho virou a tese do doutorado do Milton e foi lá que surgiu a ideia de renda permanente. Tem até um capítulo sobre o prêmio locacional! 

Cerveja e instituições ruins

A Economist me conta que a cerveja da Coréia do Norte é melhor do que a da Coréia do Sul. Como pode? A cerveja de Pyongyang tem até comercial!  Isso me pareceu muito estranho, mas me lembrei da Tsintao chinesa, a Paceña boliviana e que as cervejarias estão bombando na África sub-sahariana.
Ao que parece, a cerveja é um sucesso nos lugares com instituições ruins. Por que?
Hipótese que nunca vou testar: quando a água é contaminada, a cerveja faz bem para a saúde. Logo:
Instituições ruins → água ruim →  mercado para cerveja →  cervejarias locais se desenvolvem.
(Vinho, por outro lado, parece precisar de instituições melhores. Talvez o  longo processo de produção exija direitos de propriedade mais seguros.)

Responsabilidade fiscal

Desde a Magna Carta as coisas melhoraram. O mapa super bacana (via Alexandre Rocha) mostra como aumentou o número de países com leis de responsabilidade fiscal nas última décadas.
Claro que a "criatividade" dos nossos governantes é grande e, conforme mostra o Mansueto,  tudo ainda é bem opaco e esquisito. Mas, um dia, chegamos lá.
Atualizando: Oba! Boas novas vindas do TCU! (Via Alexandre Rocha).

Explica essa, Acemoglu!

O primeiro Dia de Ação de Graças foi comemorado um pouco antes da hora. Dos 35 colonos ingleses, 31 estavam mortos um ano depois.
Em termos mais gerais, 80% das sete mil colonos que chegaram à Virgínia entre 1607 e 1624 bateram as botas no primeiro ano de América.
Fonte: Mann, Charles. 1493: Uncovering the New World Columbus Created.

Feliz aniversário, BBC!

90 anos. Sua história é a prova de que a humanidade pode dar certo. Mesmo sem contar os momentos em que a BBC foi essencial para  o século XX, é impressionante ver uma empresa pública em que os políticos e  celebridades apanham e os assuntos mais esotéricos podem ser discutidos.



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