Produtividade no Brasil : desempenho e determinantes

Livro essencial para o debate sobre produtividade no Brasil com muitos dos craques da área. Pode ser baixado de graça aqui (pdf).
  • 1 OS DILEMAS E OS DESAFIOS DA PRODUTIVIDADE NO BRASIL/ Fernanda De Negri e Luiz Ricardo Cavalcante
  • 2 DESAFIOS PARA O CÁLCULO DA PRODUTIVIDADE TOTAL DOS FATORES/ Roberto Ellery Jr
  • 3 METODOLOGIAS DE CÁLCULO DA PRODUTIVIDADE TOTAL DOS FATORES E DA PRODUTIVIDADE DA MÃO DE OBRA/ Alexandre Messa
  • 4 PRODUTIVIDADE E ARMADILHA DO LENTO CRESCIMENTO/ Regis Bonelli
  • 5 EVOLUÇÃO RECENTE DOS INDICADORES DE PRODUTIVIDADE NO BRASIL/ Luiz Ricardo Cavalcante e Fernanda De Negri
  • 6 COMPARAÇÕES INTERNACIONAIS DE PRODUTIVIDADE E IMPACTOS  DO AMBIENTE DE NEGÓCIOS/ Lucas Ferreira Mation
  • 7 PRODUTIVIDADE DO TRABALHO E MUDANÇA ESTRUTURAL: UMA COMPARAÇÃO INTERNACIONAL COM BASE NO WORLD: INPUT-OUTPUT DATABASE (WIOD) 1995-2009 / Thiago Miguez e Thiago Moraes
  • 8 PRODUTIVIDADE DO TRABALHO E MUDANÇA ESTRUTURAL NO BRASIL NOS ANOS 2000/ Gabriel Coelho Squeff e Fernanda De Negri
  • 9 INFORMALIDADE, CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE DO TRABALHO NO BRASIL: DESEMPENHO NOS ANOS 2000 E CENÁRIOS CONTRAFACTUAIS/ Gabriel Coelho Squeff e Claudio Roberto Amitrano
  • 10 O DESAFIO DA PRODUTIVIDADE NA VISÃO DAS EMPRESAS/ João Maria de Oliveira e Fernanda De Negri
  • 11 PRODUTIVIDADE DO TRABALHO E HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO/Mauro Oddo Nogueira, Ricardo Infante e Carlos Mussi
  • 12 PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA NO BRASIL/Rogério Edivaldo Freitas
  • 13 EVOLUÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO TRABALHO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DEVIDO A MUDANÇAS TECNOLÓGICAS DA INDÚSTRIA BRASILEIRA (1990-2009) /Luiz Dias Bahia


O Efeito de Longo Prazo das Missões Jesuíticas

Taí um resultado que eu não esperava: os locais com missões de jesuítas na Argentina, Brasil e Paraguai tem - até hoje! - melhores indicadores educacionais.
O trabalho parece muito bem feito (ah, e cita o paper que Irineu e eu fizemos).

O problema de ler pouco

O ex-ministro do Trabalho Antônio Magri disse que só tinha lido dois livros na vida . "Ler muito confunde as ideias", teria dito. Ele estava certo. A leitura realmente deixa o cara confuso. Só que isso é bom, porque nos faz menos cheio de certezas e prontos para julgar melhor.
Tomemos o caso de quem só leu "Formação Econômica do Brasil" do Furtado  e "A Economia Brasileira em Marcha Forçada" do Barros de Castro. Ainda mais se o cara fez uma leitura rasteira, ele sai seguro que crises são oportunidades [bip! bip! Alerta de clichê] e que, via gasto público, é moleza garantir a demanda agregada ou superar o gargalo externo "levando a economia brasileira para outro patamar" (seja lá o que isso queira dizer).
Contudo, quem também leu Suzigan, Peláez, Bonelli, Malan, Fishlow - só para ficar na geração que produziu sobre tais temas nos anos 70 e 80 - aprende que tudo é bem mais complicado do que contam as histórias reconfortantes da bibliografia básica das disciplinas de Economia Brasileira.

Eu sou eu e os hormônios a que fui exposto

Coisas que se aprende em uma banca de qualificação: a relação entre o tamanho do dedo indicador e o anelar (um marcador da exposição à testosterona no útero materno) influencia tudo: opção sexual, doenças mentais, capacidade matemática e até o-seu-interesse-em-spams-com-serviços-de-alongamento-de-certas-partes-do-corpo-masculino*.
Para aplicações em Economia, a referência no Brasil é a tese do Anderson Mutter Teixeira (que também estava na banca de qualificação): Ensaios em Economia Comportamental: Uma Investigação Experimental para o Marcador Biológico 2D:4D.


* Não é bem isso, mas eu não quero escrever para evitar o risco de desavisados googlarem e caírem neste casto blog.

Por que você está insatisfeito com o seu candidato?

 Hotelling (1929) explica: suponha que os consumidores estão distribuídos ao longo de uma praia e existem dois sorveteiros, cada um em um dos extremos. Aquele que está à esquerda anda um pouco para a direita porque assim ganha consumidores nessa direção e não perde nenhum dos eleitores, digo consumidores, à esquerda. O mesmo acontece com o que iniciou na ponta direita. A situação final são os dois sorveteiros-candidatos localizados bem no meio da praia.
No segundo turno da eleição:
- Os eleitores nos extremos ideológicos, à direita e à esquerda, ficam frustrados por seus candidatos não seguirem a "agenda histórica" do partido (ou seja, tem que andar muito até chegar ao sorvete), mas votam neles de qualquer forma;
- Como qualquer opinião polêmica afastaria o candidato do eleitor mediano, o negócio é não discutir propostas e só atacar o caráter, o passado do outro ou simplesmente mentir descaradamente.
Em quatro anos, como dizem os rótulos de shampoo: "Repita o operação".

How was life? Global well-being since 1820

Sensacional publicação da OCDE com boas notícias para todos*. Para qualquer medida de bem-estar humano, a situação melhorou como nossos antepassados não poderiam imaginar. Vejam o gráfico das expectativas de vida ao nascer.  Isso convence qualquer um e os dados de altura do Baten e cia corroboram os resultados
Na publicação, descobri também a existência do site Clio Infra: reconstructing global inequality.
*Exceto ambientalistas.

Via @ZeRobertoAfonso

Causalidade

Para quando eu tiver tempo sobrando (aka nunca):


Dois eventos

  • "Por que o Brasil cresce pouco?"sensacional  seminário do livro do Marcos Mendes e debate com Marcos Lisboa, Samuel Pessoa e Raul Velloso. No TCU/BSB, dia 6 de outubro;
  • Amanhã, quinta-feira (2 de outubro), em um evento levemente menos high profile, eu vou  apresentar o trabalho “Stature and Immigration in Southern Brazil, 1889-1914″ na FEA-USP.

Quase 10 mandamentos para jornalistas econômicos


1- Não compararás estoque com fluxo;
2-Diferenciarás: milhão de bilhão; bilhão de trilhão;
3- Não compararás faturamento das empresas com PIB de países;
4- Levarás em conta o poder paridade de compra das moedas;
5- Deflacionarás os valores;
6- Não escreverás "maior da história" a cada resultado contábil, sem antes calcular em termos per capita, ou como % do PIB;
7- Saberás que o número de empregos da economia não é fixo. Migrantes não tiram empregos;
8- Não escreverás: "Apesar da queda da inflação, a cesta básica encareceu". Um fato não contradiz o outro;
9- Não lamentarás um aumento de importações;
10 - [Em aberto. Sugestões?]

Analisar POF, PNAD, Censo, Pisa... com o R

Aqui. Bonus: os tutorials desse cara são muito bons.
Obrigado, Lucas Mation (que está em processo de conversão ao R). 
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