Nietzsche, máquinas de escrever e o R: tudo em um só texto

Duas razões para ter conta no Twitter

- Ler os tweets do Branko Milanovic sobre desigualdade mundo afora. Para quem não liga o nome à pessoa, ele é o co-autor do sensacional "Pre-Industrial Inequality";
- E para se divertir no feriado de Natal: Modern Day Seinfeld.

Boas festas!

O primeiro gráfico de linhas da história

Hirschman

Sua morte e a polêmica sobre o desarmamento após a tragédia de Newtown me lembraram de "A Retórica da Intransigência". Basta uma leitura rápida dos comentários para encontrar as três narrativas conservadoras ("perversidade", "futilidade" e "ameaça") e uma das progressistas ("o perigo iminente").
Recomendo fortemente o livro. Está- fácil -  entre os meus 50 25 livros prediletos.



Nate SIlver usa Stata...

mas quer migrar para o R, segundo ele revela nessa conversa com o Hal Varian (19m 30s).

Impunidade no Brasil no século XIX

Veja aqui (p.80-82 da numeração do livro, p.84-86 do arquivo pdf ) o relato do naturalista Tschudi que visitou o Brasil em meados do século XIX. Triste.
Parabéns para a Fundação Seade, por ter colocado essa e outras ótimas publicações históricas na sua biblioteca digital. 

A compra de um canhão é Formação Bruta de Capital Fixo?

N ão era em 1993, mas passou a contar como FBCF no manual de contas nacionais da ONU de 2008 (e o IBGE passou a seguir a orientação). Já  bombas e torpedos são consumo intermediário.
Expenditures on military equipment, including large military weapons systems, are treated as fixed capital formation. Expenditure on durable military goods such as bombs, torpedoes and spare parts are recorded as inventories until used when they are recorded as intermediate consumption and a withdrawal from inventories. 
 (Agradeço ao colega Ernesto Galindo por chamar atenção para a mudança na classificação do IBGE).

Lee J. Alston, M. Melo, B. Mueller, C. Pereira: "Changing Social Contracts: Beliefs and Dissipative Inclusion in Brazil"

Eu conhecia uma versão anterior do artigo e agora saiu como paper do NBER. Vale muito a pena ler:
Social contracts about inequality and redistribution are country-specific. We rely on a model of inequality and redistribution where multiple steady states can emerge in given country. We link the model to the recent literature on beliefs and argue that beliefs are a major determinant of which equilibrium results. We show that changes in beliefs may shift the equilibrium in a country over time. We present evidence that beliefs are typically very stable over time, yet argue that Brazil has recently undergone a dramatic shift in beliefs which we show is associated with a change in the country's social contract in the past thirty years. The transition from one social contract to another has taken place through a process which we call 'dissipative inclusion', where redistribution and social inclusion are effectively achieved but accompanied by distortions, inefficiencies and rent dissipation.
(Eu continuo devendo a leitura do outro texto recente de Alston, Mueller e Harris no último Journal of Economic History.)

Prêmio CNI de Economia

Muitos trabalhos bacanas. Ótimo ver o  pessoal gente boa da  Economia Regional da UFJF e do Cedeplar entre os premiados.
Parabéns também para os colegas da DISET/Ipea (+Donald, da UNB) que levaram também um prêmio. Informação irrelevante, mas interessante: o Bruno Araújo no tempo livre pode ser visto tocando na banda Móveis Coloniais de Acaju (vestindo a camisa do Clash).
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