FPE

Meus colegas Rogério Boueri, Adolfo e Clarissa encararam o desafio de elaborar uma proposta de repartição do FPE.
Veja aqui outros post sobre o FPE aqui no blog.

Vida noturna e violência urbana

Que tal usar o período de fechamento de boites sem alvará Brasil afora  depois da tragédia de Santa Maria para estimar o efeito da vida noturna na violência? (Se não der certo, eu não tenho culpa)

Podres Poderes

Eu já escrevi aqui que o custo de oportunidade de Chávez e Evo não é tão grande assim.   Infelizmente, não existe um Olof Palme local com chances de ser eleito. Venezuela e Bolívia  já tinham instituições ruins e alternavam plutocratas e populistas. E provavelmente continuarão assim.
No mesmo sentido do tweet do Branko Milanovic, aí vai um gráfico que explica boa parte da triste história desses países. 


As Leis Fundamentais da Estupidez

Felizmente, tenho andado bem protegido dos estúpidos nos últimos tempos. Sem querer, contudo, descobri que uma bo'alma traduziu "Leis Fundamentais da Estupidez", do grande historiador econômico italiano Carlo Cipolla.
Em síntese, as leis são:
  1. Sempre e inevitavelmente cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos em circulação;
  2. A probabilidade de uma certa pessoa ser estúpida é independente de qualquer outra característica desta mesma pessoa; 
  3. Uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa um dano a uma outra pessoa ou grupo de pessoas, sem, ao mesmo tempo, obter qualquer vantagem para si ou até mesmo sofrendo uma perda;
  4.  As pessoas não estúpidas subestimam sempre o potencial nocivo das pessoas estúpidas. Em particular, os não estúpidos esquecem constantemente que, em qualquer momento e lugar, e em qualquer circunstância, tratar e/ou associar-se a indivíduos estúpidos demonstra-se infalivelmente um custosíssimo erro;
  5. A pessoa estúpida é o tipo de pessoa mais perigoso que existe.

O erro de Adam Smith e a Yahoo

Um tropeço do Adam Smith foi achar que o trabalho escravo seria intrinsecamente menos eficiente do que o livre. Ele escreveu na riqueza das nações:
A person who can acquire no property, can have no other interest but to eat as much, and to labour as little as possible.
O erro é que o trabalhador livre também quer aproveitar o máximo e trabalhar o mínimo que puder.* Sem supervisão, os assalariados também fazem corpo mole. Foi isso que o pessoal da Yahoo descobriu. Tinha carinha usando o tempo de trabalho para cuidar da sua nova empresa. (O CC escreve também sobre o assunto.)
Sim, eu sei que existem firmas como a Valve, sem hierarquia, patrão, horários, nem nada. Fantástico, mas certamente tudo depende da tecnologia e da função de produção. De qualquer forma, essas empresas são exceção. Para um discussão histórica do tema, ver Marglin "What do bosses do?" e a réplica do Landes "What do bosses really do?"

A propósito: falando em Teoria da Firma, que pena que o Alchian se foi. O Teorema Alchian-Allen é um dos meus favoritos.

*Em sentido análogo, a escravidão com frequência usava incentivos positivos.

"Avaliação Econômica de Projetos Sociais"

Aqui e de graça!  Olha o nível: foi organizado pelo Naércio Menezes Filho e tem textos de Betânia Peixoto, Cristine C. de Xavier Pinto, Lycia Lima, Miguel  Foguel e -not least - Ricardo Paes de Barros.
Ele não substitui o Angrist and Pischke (nem é esse o objetivo), mas é essencial para quem quer aprender o jeito moderno de avaliar projetos.
Ótima dica do grande Sabino Porto!

A crítica aos randomistas e o progresso da Ciência

Saiu mais uma crítica aos randomistas. Nada muito novo; as questão são  - no fundo - as mesmas já levantadas por outros autores.
Uma crítica repetida é: "ah, bons tempos aqueles em que a Economia fazia Grandes Perguntas":
 "The larger questions once asked within the discipline, regarding the effect of alternative economic institutions and policies... for instance, and the impact of political dynamics and processes of social change, have been pushed to the background in favour of such questions as whether bed-nets dipped in insecticide should be distributed free of charge or not, or whether two schoolteachers in the classroom are much better than one."
Existe uma regularidade na ciência: quando mais desenvolvida uma Ciência menos Grandes Perguntas. Os gregos ficavam lá perguntando quais são os elementos básicos, o que é vida, o universo e tudo mais. Um físico ou um médico de hoje passam a vida tentando resolver um minúsculo problema, mas que tem solução.
"O que é preço justo"; "O que é valor?"; "Quais são as leis de distribuição?" foram preocupações iniciais da Economia. Hoje, as perguntas são menores, mas têm resposta.
Enfim, é bobagem criticar os outros por não fazerem Grandes Perguntas. Nada impede que você pergunte "Why nations fail", mas quem pergunta se vale a pena ter 1 ou 2  professores na sala de aula também tem seu valor.

"BNDES e Bancos de Desenvolvimento: Industrial Policy View ou Political View?" Avelino

Uma ótima síntese da literatura empírica recente sobre o BNDES.
Ficou só faltando o livro Capitalismo de Laços e o blog do Mansueto.
PS: Para falar a verdade, os dois links que eu incluí estão fora do escopo do texto, mas são obrigatórios para discutir o assunto.

Blog novo: Economic History Blog: Latin America

Aqui. Está ótimo!
(Eu já tinha linkado um post específico, mas confundi com outro blog

12th International Workshop Spatial Econometrics and Statistics, 17-19 June 2013, Orléans, France

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