A distribuição da população mundial

Se o mundo fosse dividido em territórios de 10 milhões de pessoas:

Mais aqui.

Porém, para enfatizar a concentração da população mundial vale a pena lembrar outro mapa mais impressionante:

Diversos links ótimos

Fonte dos links: múltiplas. Perdi o controle.

Como questionar pesquisas das quais você não gosta

Minha homenagem (atrasada) ao 7 de setembro, com auxílio do Google Autocomplete

Dúvidas dos estrangeiros sobre os brasileiros:
(Como sou ignorante em futebol, eu não tinha entendido a do "one name".)

Poderia ser pior:

Ou terrivelmente pior:

Fonte: eu mesmo usando o Safari. Não funciona no Chrome. Roubei a ideia daqui.

Quando vierem te falar de desindustrialização, saque dois belos textos:


  • Regis Bonelli e Samuel Pessoa Desindustrialização no Brasil: Um Resumo da Evidência (Olha que eles fizeram o trabalho a pedido da CNI!)

  • "Em suma, a evidência passada não autoriza diagnosticar a existência de um processo de desindustrialização no Brasil. Na verdade, até a década de 1980 a estrutura econômica brasileira impulsionada pela substituição de importações foi viesada em favor da indústria. As perdas de participação observadas em fases específicas do desenvolvimento brasileiro depois daí foram devidas principalmente à instabilidade macroeconômica, à liberalização comercial (que em parte corrigiu um padrão de alocação de recursos que se traduzia em estagnação) e, não menos importante, em mudanças estruturais operando a longo prazo na economia global."

  • Gabriel Squeff Desindustrialização: Luzes e Sombras no Debate Brasileiro (O Gabriel, mesmo simpático às teses kaldorianas, olhou os dados com notável rigor e imparcialidade)

  • "...a redução da indústria como proporção do PIB também decorre de mudanças nos preços relativos e é fruto de um artefato estatístico, o que contradiz a hipótese de desindustrialização prematura. Adicionalmente, dados relativos à produção intraindustrial e à participação (constante) do emprego do setor manufatureiro nas ocupações totais reforçam os argumentos contrários à referida hipótese."


    O que aconteceu com a produtividade no Brasil?

    O mais recente boletim Radar Ipea está todo bacana. São quatro textos curtos, mas que cobrem bem os problemas empíricos e teóricos na estimação da evolução da produtividade.
    (Para os colegas com pegada mais empírica: o Lucas Mation encontrou um erro nos dados de Barro-Lee (2012) sobre educação no Brasil)

    Resumo dos últimos dias

    • Drunkeynesian no Estadão. Parabéns!
    • Schwartsman limado do Valor. Baita absurdo. Azar do Valor.
    • Breaking news: em breve, o ótimo Urban Demographics mudará de sede física. Parabéns e continue bloggando!
    • Jaélio X Waldomiro . (A propósito, apesar de desconfiar de uns nomes, eu não sei quem são).
    • Shikida vai concorrer com a MR University.
    • Ah, o Coase morreu. Todos já disseram tudo sobre suas geniais sacadas. Bem, quase tudo. Esqueceram de comentar que ele, em 1937,  criticou o modelo teia de aranha usando o preço dos leitõezinhos. Brilhante.

    Rouanet, Prestes, Olavo de Carvalho e eu

    Senta que lá vem a estória: era o ano da graça de 2002 ou 2003. Sabe-se lá o porquê, eu fui chamado para um debate sobre Economia da Cultura com o Olavo de Carvalho e o Luis Carlos Prestes Filho na PUC-RS. Eu, admirador do jerry-springer, wilton-franco, jacinto-figueira-júnior, et caterva, aceitei."Vai ser ótimo. Vai rolar um telecatch entre os dois! Jerry! Jerry!"
    Para minha decepção, ambos se trataram muito bem. Gentileza inglesa. Paciência japonesa. (Ou será o contrário?). Nenhum palavrão. Nada de sangue. Nada. Enfim, o clima foi amistoso, quase amoroso.
    Eu vim com o meu papinho de que Lei Rouanet é um horror, porque é regressiva, ineficiente e uma porta aberta para rent-seeking e umseteuns. A solução para incentivar a cultura seria um sistema de vouchers, tal como o proposto por Baumol e Bowen. Para minha surpresa, Olavo e Prestes Filho gostaram da idéia e a noite (era noite?) terminou bem chocha.
    Hoje: nada mudou. Desfiles de moda, o tal fora do eixo, e um monte de outros escândalos são decorrência direta da farra da Lei Rouanet. O mais esquisito é que a mãe do Supla propôs o sistema de vouchers, ao mesmo tempo que defende a tal Lei. Enfim, ao invés de aproveitar a oportunidade para abolir as leis de incentivo à cultura, tudo ficará igual (ou um pouquinho pior).

    Daniel da Mata ganha o Epainos Award 2013

    O Daniel da Mata levou o prêmio de melhor paper de jovem cientista no Congresso da ERSA em Palermo. Parabéns!
    Com a volta do Daniel ao Ipea, o hotspot universal de prêmios Epainos ficará a apenas 20 metros de mim. Afinal, o Guilherme Resende ganhou um Epainos em 2009. Tomara que eu me beneficie do transbordamento do conhecimento.

    Landes, meu vilão favorito

    Só soube nesta semana que o David Landes morreu. Brilhante, escrevia como poucos, erudito, coisa e tal.
    Contudo, eu gosto mais dos historiadores da Revolução Industrial que se opuseram a ele. Gerschenkron, Nick Crafts e McCloskey puderam mostrar a sua genialidade (e veneno) quando brigaram com o Landes.
    Gerschenkron argumentou que cultura e empreendedorismo foram pouco importantes. Crafts mostrou que a Revolução Industrial Inglesa não foi revolução, nem industrial e muito menos inglesa. E a McCloskey.... bem, com McClosey a briga é longa e ela distribuiu pancada para todo lado. Vejam esse trecho dessa resenha de "Riqueza e Pobreza das Nações":
    "Although Landes has taught quantitative methods, he has never troubled to learn them."
    Essa doeu. 
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