19/03/12

Novidades

Eu ainda estou atrasado, pagando os débitos acadêmicos e profissionais acumulados.Bem,  para não deixar o blog morrer, aí vão uns links e novidades:

10/03/12

Volta às aulas

Eu perdi a chance de encontrar ontem os amigos no II Encontro Nacional dos Blogueiros de Economia, organizado pelos Shikida e pelo Cristiano. Mas foi uma falta justificada: eu tinha uma sala cheia de alunos da UCB esperando para eu começar - atrasado - o curso de Finanças Públicas.
A Economia da UCB, quer na graduação, quer na pós-graduação, tem uma equipe ótima e eu espero contribuir para o grupo. (Tem algum jeito de dizer isso sem soar como jogador de futebol recém- contratado???)

07/03/12

Avisos

De volta a Brasília, saio do cold turkey internético para alguns avisos:

29/01/12

Uma parada no blog

Caros 17,5 milhões de leitores, o blog ficará alguns meses sem posts novos. Muitos prazos estão se aproximando em velocidade assustadora e preciso de umas duas horas extras por dia nos próximos meses. Optei por uma abstinência temporária: sem blogs, Facebook ou Twitter. Ficarei só com o e-mail. Depois me contem o que aconteceu. Grato e até mais!

26/01/12

A falta de domésticas

"The future is already here — it's just not very evenly distributed", disse o William Gibson. A implicação lógica dessa afirmação é que o passado também está entre nós. As donas de casa que reclamam da falta de domésticas no Brasil ecoam as reclamações de suas semelhantes na Inglaterra do começo do século XX? (O link é de dezembro, mas eu deixei passar.)

24/01/12

Vocativos

O Dom Quixote começa com "Desocupado leitor,...". Eu já pensei em escrever no blog " Caro colega procrastinador,... ".  Já a McCloskey escreve "... oh materialist economist" em Bourgeois Dignity: Why Economics Can't Explain the Modern World. Como eu gosto de dizer que ¨cultura não importa", tomei o vocativo como pessoal. Agora sou obrigado a terminar o livro. (A propósito, eu confesso que abandonei seu livro anterior "The Bourgeois Virtues". Muito bem escrito e erudito, como sempre,  mas muito chato mesmo.)

20/01/12

II Encontro Nacional de Blogueiros de Economia

Cristiano e Shikida aprontam novamente. O primeiro, na FEA-USP, foi super legal. 
Arrasado, eu adianto que muito provavelmente não irei nessa na segunda edição, no IBMEC-Belo Horizonte.
Fica para a próxima!

19/01/12

The Pursuit of Italy: A History of a Land, Its Regions, and Their Peoples - Gilmour, David

Todo país deveria ter um livro assim: um estrangeiro conta para outros estrangeiros como um país se fez. Além disso, ele trata da base histórica para todo o debate Norte-sul e a Terceira Itália e discute a visão que os italianos têm do país e o país real. O contraste da formação da Itália e o Brasil é chocante. Em 1860, apenas 1 em 40 "italianos" falavam a língua e na Sicília havia quem pensasse que os gritos de "Viva L'Italia" se comemoravam uma certa rainha La Talia. Recomendado para quem tem interesse : 1) na história e cultura italianas (uma ótima seção sobre Verdi); 2) desigualdade regional e afins (é um bom complemento ao Putnam "Making Democracy Work").
Não é um livro acadêmico e está cheio de estórias boas. Os trechos mais tragicômicos do livro tratam das façanhas militares italianas. Salvo o Garibaldi, os demais comandantes eram uma piada. O destaque vai para Carlo Pellion, o conde de Persano, comandante da Marinha. Ele conseguiu encalhar- sem explicação- dois navios no espaço de dois anos, sendo que um levava a família real. Contra os austríacos, em 1866, ele ficava embromando, dando desculpas e não saía do porto. Ah, era tão afeito ao mar que nem nadar sabia. Enfim, era o Francesco Schettino da época.

17/01/12

Parodiando a Joan Robinson...

...., eu digo: "...só tem uma coisa pior do que ser sorteado na loteria de commodites: não ter sido sorteado."

16/01/12

Exclaves/enclaves

Imagino que os exclaves gerem bugs imensos nos algoritmos de análise e econometria espacial. Eu mesmo já tive problemas com um dos três exclaves municipais brasileiros.
Se os exclaves subnacionais são só aporrinhação, os internacionais são bem interessantes e têm histórias para contar. Além disso, são ótimos para experimentos naturais que discutam espaço X instituições formais. Vejam o caso da cidade espanhola de Llívia, por exemplo, cercada de França por todos os lados. Ou que tal o fantástico enclave de terceira ordem (um pedaço da Índia, dentro de Bangladesh, dentro da Índia, dentro de Bangladesh) ?
Mais sobre exclaves: aqui, aquiartigo acadêmico  (belo primeiro parágrafo, a propósito).
(Pronto. Arrumei um objetivo na vida:  visitar todos os enclaves/exclasses desse mundo. Ainda não tenho roteiro, nem cronograma. Só sei que o último lugar será o quarto 212 do Hotel Claridges de Londres. Por um dia, em 1945, o quarto virou território iugoslavo.)

15/01/12

Quanta sabedoria!

A síntese de "On Liberty" do John Stuart Mill:
Foto: eu mesmo, na UNB (Novembro 2011).
Outra obra do mesmo autor:
Do meu cuido eu.


14/01/12

Historiadores de todo o mundo, descansai: o Nassif descobriu a causa da revolução industrial

Eu juro que estava aqui quieto no meu canto, fazendo as minhas coisas e tentando ficar focado no trabalho. Porém, o Thales (nos comentários) me avisou que o Nassif respondeu a pergunta fundamental da história econômica:"Por que a Inglaterra?"  Adivinhem?
"...a chama que incendiou o imaginário do país, abriu espaço para o florescimento de manufatu6ras sem fim e, depois, criou o clima adequado para as demais reformas foi o câmbio desvalorizado, barateando os produtos ingleses em relação aos concorrentes."
Só lembrando, ele já atribuiu o sucesso da Coréia do Sul ao contrabando e a industrialização brasileira ao rádio (porque levantou a moral da nação).