Mais recentes

Do Ipea para a Enap

Novidade: a partir de hoje, eu saio do cargo de coordenador de avaliação de políticas públicas do Ipea e vou para a Enap. Lá serei o coordenador geral de Ciência de Dados.
A Enap tem uma equipe sensacional e será um prazer (e um desafio!) trabalhar lá.

Skill concentration and persistence in Brazil por Ehrl e Monasterio

Texto novo do Philipp e meu na Regional Studies

"This paper links the past and present regional concentration of skills using the spatial distributions of occupations from the Brazilian censuses of 1872, 1920 and 2010. The data indicate that the concentration of top skills is highly persistent. Multivariate regressions show that regions with a high concentration of industrial and liberal occupations in the past have a high concentration of interpersonal, analytical and cognitive skills today. Moreover, it is observed that skill persistence seems to be positively related to market size. Controlling for natural advantages, the dependence on slave labour and immigration in the past does not undermine the relevance of the historical skill distribution"

Brasil, ame-o e deixe-o

Texto meu sobre as vantagens da emigração para o país de origem.

O Rateio do FPM Vis-à-Vis a Lei Complementar 165/2019 por Rocha e Freitas

Não há distorção brasileira que não possa piorar. Carlos Alexandre Rocha e Paulo Springer, consultores do Senado, mostram que a nova Lei Complementar piorou ainda as maluquices do FPM.

Inaugurando as edições da Consultoria Legislativa do Senado Federal em 2019, apresentamos o presente Boletim Legislativo, que aborda o rateio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), dado pela Lei Complementar nº 165, de 2019. Recentemente foi aprovado e submetido à sanção presidencial o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 549, de 2018, cujo objetivo é resguardar temporariamente as cotas-parte dos municípios cuja população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tenha diminuído entre 2017 e 2018. A nova norma se soma a várias outras proposições, aprovadas, arquivadas ou em tramitação, relacionadas com o FPM – um tema recorrente nos debates parlamentares. O presente trabalho pretende oferecer subsídios para os debates, presentes e futuros, acerca do rateio do FPM. Deseja-se evitar que soluções transitórias, como no caso da lei enfocada, obscureçam a busca por soluções permanentes para os problemas estruturais desse rateio.

"Pesos Regionais: uma proposta para a repartição do FPM" por Guerreiro e Monasterio

Texto novo aqui. Aí vai o resumo:
O presente estudo aplica a metodologia dos pesos regionais de bem-estar social para a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Foram utilizados microdados do Censo de 2010 do IBGE com o fim de efetuar os cálculos dos pesos de bem-estar para os municípios brasileiros a partir de dois métodos: pela renda per capita e pelo EDEI (Renda Equivalente Igualmente Distribuída). Mostra-se que a distribuição do FPM observada não é espacialmente progressiva, enquanto a aqui proposta é mais equitativa, beneficiando os municípios mais pobres e desiguais. Essa aplicação da Economia do Bem-estar ilustra as potenciais aplicações da metodologia de pesos regionais para o desenho e a avaliação de políticas públicas.

Só autopromoção



Será que os eleitores gostam de políticas econômicas ruins?

Os três candidatos que lideram a corrida presidencial- Bolsonaro*, Ciro e Haddad- são populistas. Todos vendem fantasias de crescimento econômico sem ajuste.
Nessas horas, eu penso neste diálogo que a McCloskey narra na Chicado dos anos 1960.  Stigler argumentava que se as pessoas quisessem livre-comércio, elas o teriam. Já Friedman acha que é necessário educar as pessoas sobre o dano que as tarifas causam:




No Brasil, a tragédia do populismo é tão recente que não dá para dizer que as pessoas esqueceram os fatos. Por que as pessoas querem a repetição daquilo que deu tão errado?
Nos meus melhores dias, eu compartilho com o Friedman a fé na educação econômica. Já nos piores, eu fecho com o Stigler e penso que as pessoas gostam de populismo (assim como gostam de tarifas). A lógica é a seguinte: nós gastamos com cinema, música e literatura. Tudo para esquecer a chatice do mundo real. Da mesma forma, pode ser que o eleitor "pague" com maior instabilidade ou renda mais baixa o prazer da ilusão temporária do populismo. Ele se alimenta das fantasias megalomaníacas nacionalistas. Já uma boa política econômica é tão enfadonha quanto a realidade. 
(Claro que eu não tenho ideia do porquê do populismo ter suas idas e vindas, nem a razão de se dar tão bem na América Latina. Essa pergunta vai para os departamentos de Ciência Política ou Antropologia)

* Sim, Guedes é populista quando diz que vai arrecadar um quaquilhão com a venda do patrimônio da união.

O poder da diversidade

- Esta thread do Noah Smith sobre diversidade é ótima;
- O paper do Philipp Ehrl e meu sobre os efeitos de longo prazo da diversidade dos imigrantes no Brasil #AutopromoçãoDeslavada;
- Vejam os sobrenomes dos membros time campeão norte-americano na Olimpíada Mundial de Matemática: Lin, Singhal, Huang, Gu, Ren e Ardeishar. E o time é treinado por Loh e Rudenko.
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Dois podcasts sensacionais

Eu tenho uma dieta de podcasts, mas certos episódios tem que ser comentados.
- O sempre bom This American Life fez um episódio sensacional que inclui a história do economista bósnio Emir Kamenica. Na verdade, o programa é muuuuito mais do que isso. 
- Nos anos 1970, o governo americano teve que encher cavernas com queijo! Lição: não bagunce o sistema de preços.

Largue o Brasil Para-lerdos e vá para o canal do Por quê

O canal do youtube do Por quê é ótimo e o site também. É o melhor serviço de divulgação do que há de melhor da Ciência Econômica. Eu não canso de fazer propaganda do projeto.
Enquanto anarco-capitalistas, marxistas-fofinhos e paranoicos-olavistas apresentam simplificações que subestimam o público, o Por quê discute o mundo real com muito mais profundidade. Em tempos eleitorais, o canal está participando de debates com os assessores dos candidatos. Veja lá!
Um exemplo do ótimo trabalho do "Por quê": uma entrevista com o Sérgio Lazzarini, o autor de Capitalismo de Laços, talvez o livro brasileiro mais importante do séc. XXI.

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