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Postagens

Novo site pessoal e visual do blog

Eu decidi ficar fora do Twitter por um mês para me concentrar em terminar uns trabalhos. Como sobrou algum tempo, eu atualizei o visual do blog e criei uma página pessoal (em inglês) no novo Google Sites.
(Usei o dlvr.it para que os post do blog sejam reproduzidos no Twitter automaticamente, sem que eu precise entrar lá para tuitar)
Postagens recentes

Inherited cultural diversity and wages in Brazil por Ehrl e Monasterio

Aqui. Abstract:
Inherited cultural diversity and wages in Brazil This paper estimates the long-term impact of immigration to Rio Grande do Sul/Brazil on contemporary wages. Based on a unique micro-data panel that includes the names of workers, we apply machine learning algorithms to classify surnames and infer each workers’ ancestry in order to calculate the inherited cultural diversity in the workforce by municipality. We address the endogeneity of cultural diversity by using three sets of instruments: distance to settlements created by the government for non Iberian immigrants between 1824-1918, share of street names with foreign surnames and share of foreigners in 1920. Our IV-estimations prove robust to human capital differences, institutions, geography, the spatial sorting of workers based on intrinsic abilities and the diffusion of knowledge through imports. The results clearly indicate that an increase in diversity – exclusively transmitted through the share of workers with non-…

BBC e o tamanho ótimo do Estado

BBC é uma das maiores criações da humanidade. Não dá mole para político e criou programas sensacionais como Desert Island Discs , Peel Sessions e In Our Time. Deve custar caro para o contribuinte, mas - fosse eu eleitor britânico- continuaria a apoiando.
E o Brasil? É óbvio que nosso governo não deveria ter canais públicos. Dois motivos: a) conhecendo a qualidade de nossas instituições, a chance de fazer bobagem tende a 1; b) aqui tem gente sem esgoto. Na Inglaterra, ninguém passa fome ou tem zika porque não há dinheiro público. No Brasil, sim.
Vejam o caso das políticas industriais. Sim, existem uns bons argumentos econômicos que as justificariam. Mas, tal como o protecionismo, é preciso levar em conta as condições efetivas de execução. É o mesmo ponto da Falácia do Unicórnio do Michael Munger.  Sem considerar essas restrições, o sujeito sonha em ter uma Samsung e termina com uma Sete Brasil. (Um artigo acadêmico examina exatamente a relação entre corrupção e picking the winners)
Nã…

Sunames and Ancestry in Brazil

"Agricultura e indústria no Brasil: inovação e competitividade"

Acabou de sair o pdf gratuito do livro escrito por meu colega José Eustáquio Vieira Filho e Albert Fishlow. Este, como todos deveriam saber, é um gigante da história econômica, fundamental na formação do Ipea e primeiro economista a chamar atenção para o aumento da desigualdade durante o milagre econômico. Já escrevi sobre ele aqui no blog.
Ainda não li o livro, mas vejam só quem o prefaciou: José Alexandre Scheinkman; Eliseu Roberto de Andrade Alves e Ozires Silva. Promete muito.

Jornalismo de dados é insuficiente (continuação)

O post anterior rendeu respostas da Tai Nalon e do Sergio Spagnuolo, que trabalham no AosFatos.
Antes de tudo, eu só critico o Aos Fatos só  porque admiro o esforço e  os objetivos do projeto; Tai Nalon, as bases utilizadas no estudo não são as mesmas. Ambas tem como fonte a Rais, mas Stein et al usaram a base da Rais identificada (também chamada de Rais-Migra) que tem os dados completos do indivíduo e do vínculo empregatício. Isso permite seguir o mesmo trabalhador a cada ano. Já o Dieese usou os dados agregados da Rais (de forma irresponsável). O problema não é falta de dados. A Rais identificada é uma base de 70 milhões de observações por ano que permite resolver problemas empíricos bastante complicados. (A propósito, o método de identificação dos terceirizados feito por Stein et al é apropriado, na minha opinião) Sérgio apontou que todo mundo erra, inclusive o Ipea. Ele não precisava citar artigos dos meus colegas de trabalho. Poderia citar os meus erros. Veja aqui aqui duas la…

Jornalismo de dados é insuficiente

O site Aos Fatos checou se terceirizados ganham menos e comparou dois estudos. Um trabalho diz que os terceirizados ganham -24,7%; e o outro, desprezíveis -3%. O problema é que o site escolheu  dois trabalhos com rigor completamente diferente. Um foi feito pelo Dieese e só compara as diferenças entre ocupações tipicamente terceirizadas e as que não são. Isso é tão científico (ou trivial) quanto comparar o salário de pessoas que trabalham de paletó e de uniforme.
O outro estudo escolhido foi o paper de Stein et al . Este é um trabalho cuidadoso, com microdados da RAIS identificada e que usa as melhores técnicas disponíveis para tentar controlar as diferenças entre os indivíduos terceirizados e os que não o são.  O texto do Aos Fatos dá o mesmo status a ambos estudos e faz crer que são duas visões sobre a mesma questão. Não mesmo. Claro que o trabalho de Stein et al não é definitivo, perfeito. Nenhum é, mas ele está em outro patamar de qualidade do que o panfleto - uso o termo conscien…