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Mostrando postagens de Julho, 2007

Seja sócio da ABER

É um dos poucos clubes que me faz violar a máxima marxista. Seja sócio! É uma boa!
"Colegas

Estamos iniciando o recebimento das anuidades de sócios da RSAI para 2007. Com a anuidade de R$ 40,00 você recebe:
1. Inscrição simultânea na RSAI – Regional Science Association International
2. Assinatura eletrônica da revista Papers in Regional Science (com password)
3. Acesso ao site da RSAI, com password, com informações sobre congressos e publicações no mundo todo
4. Descontos na assinatura de revistas da Blackwell e na taxa de inscrição em congressos da ABER e RSAI
Se você já é sócio, visite www.aber.fea.usp.br, entre na área “A Associação” e siga as instruções para pagamento.
Se você ainda não é sócio, visite www.aber.fea.usp.br, entre na área “A Associação”, preencha a Ficha de Inscrição e siga as instruções. Como vamos efetuar os pagamentos durante o encontro europeu de agosto, em Paris, solicito que façam seus pagamentos até o final de julho.
A ABER – Associação Br…

Os dez mandamentos da econometria

Essa semana eu estou rodando regressões com os determinantes de localização manufatura no Brasil nos anos 20. Os primeiros resultados são bem legais e promisores.
Mas antes de começar qualquer trabalho aplicado, eu acho bem saudável ler os dois papers de Peter Kennedy "Oh no! I got the wrong sign! What should I do? e The Ten Commandments of Applied Econometrics. Se eu os tivesse lido quando era mais jovem, talvez eu tivesse menos pecados na minha ficha. Também recomendo a leitura para pós-graduandos antes de começarem a aplicar a mais recente técnica econométrica super sofisticada.

Andrew Gelman comenta os papers de Kennedy.

Preciso de assistente de pesquisa

Em Setembro volto ao Brasil e não tenho assistente de pesquisa. Preciso de um aluno com as seguintes características:
1) Se já souber R e Python, maravilha, mas qualquer linguagem de programação é bem-vinda. Se não sabe, deseja aprender.
2) Prefere computadores à companhia dos seres humanos (da maioria, ao menos) . Ganha pontos extras se a sua própria mãe já tiver dito "você deve sair um pouco mais e largar essa internet";
3) Conhecimento de inglês básico, suficiente para conseguir (1);
4) Interesse por temas de economia regional/história;
O que tenho a oferecer? Nada, por enquanto. Como estou afastado, eu não tenho como remunerar o bolsista. Mas me comprometo a solicitar bolsas a todas as entidades de fomento.
A propósito, eu tenho tido uma boa sorte com meus bolsistas. Trabalhar com Dante, Davi, Rodrigo, Matheus, Otávio, e Martin foi muito bom e eles se transformaram em co-autores e bons amigos.
Quem se interessar, basta me escrever e conversamos.

O Mistério de Pinsônia

Preciso de uma ajuda. No Atlas do Império do Brazil, de Cândido Mendes, existe a imaginária Província de Pinsônia que ocuparia o Norte do Pará e o Amapá. Alguém sabe alguma coisa sobre isso?

Por que usar R?

Temo que analisar os dados de mortalidade dos iraquianos não é uma razão atraente para usar o R. Mas que tal apresentar os resultados de uma regressão em um gráfico legal como esse?

Aqui.
Via Andrew Gelman (o estatístico, blogger brilhante e usuário apaixonado do R).

Querida, eu interpretei mal os coeficientes

No último sábado, na Spatial Econometrics Conference 2007, James Lesage apresentou um paper mostrando que todo mundo interpretou errado os coeficientes de regressões espaciais. E a diferença pode ser imensa. Foi uma apresentação excelente e se podia quase ouvir a platéia pensando:"Ay caramba, tenho que reescrever tudo...".
Apenas o resumo do paper está disponível on-line. Fiquem ligados.
(Por sorte, não havia regressões espaciais no trabalho(escrito com Martin Brauch) que eu apresentei lá na mesma manhã.)

O Zimbabwe está ruindo

Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica - Programação

O Congresso da ABPHE ocorrerá em setembro, em Sergipe. A programação está on-line e tem muita coisa que parece interessante. Vejamos o que Fábio Pesavento, agora no Gustibus, nos relatará in loco.
(A propósito, eu não entendo por que os trabalhos de História do Pensamento Econômico fazem parte do evento. Deixa para lá.)
Obrigado ao Marcelo Passos, do ótimo Econocrônicas.

Pobreza e Desenvolvimento- Hans Rosling

Ele é o gênio-doido do Gapminder. Sua nova apresentação na TED é ainda mais impressionante. São os 19 minutos que deixam qualquer um mais otimista. Não perca o último minuto!
Melhor frase:
"Meu vizinho conhece 200 tipos de vinho, eu só conheço 2. Mas eu conheço 200 tipos de países enquanto ele só conhece dois: 'Desenvolvidos' e 'Subdesenvolvidos'."
Aproveite que o assunto é gapminder e faça o download da Dollar Street.

Balassa Samuelson e o preço do Big Mac

Saiu um novo índice Big Mac da Economist. Ele é a melhor forma de explicar Poder Paridade de Compra para os alunos. Além disso, ele serve para introduzir o efeito Balassa Samuelson, que eu coloco entre as teorias/efeitos mais interessantes e abrangentes da Economia. Ela explica não só as tendências de longo prazo das taxas de câmbio, mas também porque turistas dos países desenvolvidos viajam atrás de sexo e tratamentos de saúde nos países menos desenvolvidos.
A propósito, está rolando um boom de Big Mac na Europa continental.

Desigualdade de Renda e Colonização

No último número da European Economic Review:

Income inequality and colonialism

Luis Angeles

This paper proposes that colonialism is a major explanation behind today's differences in income inequality across countries. We argue that income inequality has been higher in the colonies where the percentage of European settlers to total population was higher, as long as Europeans remained a minority. The countries where Europeans became the majority of the population did not suffer from high inequality. These initial differences continue to hold today. The empirical evidence we provide strongly supports our thesis.


Uma versão anterior gratuita do artigo está disponível aqui.

Radical Rebelde Revolucionário

O Liberal Libertário Libertino é o único blog não-econ que eu leio. (Bem, na verdade o Alex Castro pensa como um economista, mesmo não sendo um de nós). Ele tem lá as suas manias e taras, no entanto (ou talvez por causa disso) é um tremendo prazer ler o seu blog.
Eu comprei e li o seu primeiro livro de contos e recomendo intensamente. Agora, em novo livro, ele conta suas façanhas nos dois meses que passou em Cuba enquanto pesquisava para a sua tese de doutorado em literatura. Leia trechos aqui. O livro é muito bom mesmo. Não são memórias, nem guia de viagem, nem crônicas. E é tudo isso ao mesmo tempo.
Vai por mim, por 20 pratas é o maior excedente do consumidor que você pode ter.

Por que o jornalismo econômico é tão ruim no Brasil? (cont.)

Seguindo a discussão sobre a qualidade do jornalismo econômico:
Eu acredito na divisão do trabalho e nas vantagens comparativas. Portanto, eu acho que existe papel para a pessoa que transmite o conhecimento científico para o leitor não-especialista. Em um mundo ideal, profissionais especializados traduziriam enquanto os economistas fariam seu trabalho. Se os envolvidos têm diploma de Jornalismo, Economia, Letras ou História, isso não entra em questão.
No mundo real, contudo, os jornalistas econômicos mais célebres são muito ruins e vão além de suas funções de tradutores. Imaginem que absurdo seria se um jornalista científico tivesse suas próprias teses sobre evolução ou teoria da relatividade? Na Economia, contudo, isso é lamentavelmente muito freqüente.
Qual a solução para a situação? Sei lá. Quem sabe soltar exemplares da Economist sobre as principais capitais?