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Mostrando postagens de Junho, 2009

O custo social de Transformers II

Um crítico escreve sobre o filme:
"I mourn the volume of human life being wasted on this thing. If the film makes $100 million this weekend and tickets cost $10 a pop, that’s ten million viewers and a total of twenty-five million hours, not including previews, travel and the time spent earning the wasted money. If the average person lives to be 75, that’s 38 lives."Vamos lá, economistas, nós podemos fazer melhor. Qual é o verdadeiro custo social de Transformers II?
O filme já é considerado o pior da década e que só é perdoável se os roteiristas consumiram mescalina. Outros críticos pensam que Transformers II é tão ruim, vazio e ruidoso que se transformou em arte abstrata. Leia aqui e aqui. (Eu pensava que "Velocidade Máxima" já tinha rompido essa barreira).

As raves medievais

Entre os séculos XIV e XVIII, a surtos de dança apareceram de tempos em tempos na Europa. Descontroladas, as pessoas dançavam por horas e dias até a exaustão. A praga aparecia em uma cidade e se espalhava pelas vilas vizinhas. Mas nos conventos o negócio era bem mais animado. No sul da França em 1627 as freiras:
...often behaved with alarming lewdness: lifting their habits, simulating copulation, and giving their demons names such as Dog’s Dick, Fornication, even Ash-Coloured Pussy.E vejam o que as ôtoridades fizeram para combater o surto de Strasburgo:
the city authorities ensured that the outbreak got out of control by having the dancers gathered together and left to dance in some of the most public spaces in the city .
Imaginem o espetáculo! O autor do artigo publicou este livro sobre o surto de 1518.
Via boingboing.

Temporariamente não disponível

Caros leitores, o curso de ambientação do IPEA tem me ocupado totalmente. Espero que entendam a minha ausência, mas voltarei à blogagem logo, logo. Aí vai uma síntese da minha vida em BSB:
C8H10N4O2
TP
CPE
ACT
DICOD
BID
C8H10N4O2
ENSP
DIRUR
DISET
PPA
SOF
CNCD
SHN
C8H10N4O2
DAS
DIMAC
SGAC
CGOF
CGMTI
C8H10N4O2
CGRU
COSEG
CGP
ASCOM
SCDP
ODM
C8H10N4O2
SAE
SEDH
DIDES
DIRAF
CPE
CGRHU
SQN

Hobsbawm e a cliometria.

Hospedar-se nas casas dos amigos é ler as suas bibliotecas. Jung, o meu paciente e generoso amigo em Brasília, já me repassou o "A Economia de Machado de Assis", umas tantas crônicas do Ferreira Gullar, mas a maior surpresa veio do "Sobre História" do Eric Hobsbawm. No artigo "História e Economia", leio:

"Quem não consegue quantificar, não consegue escrever história". (p. 126)
Não, ele não defende a cliometria, mas apresenta críticas bastante ponderadas. Sua conclusão é:

"... a cliometria pode criticar e modificar a história produzida por outros
meios, mas não pode produzir respostas próprias. " (p.131)
Caramba, isso não é pouco! A Nova História Econômica mostrou entre outras cositas: que a revolução industrial nunca existiu, a escravidão era lucrativa e que as ferrovias não foram tão importantes assim nos EUA.
Eu resisto aos argumentos de autoridade, mas os historiadores marxistas deveriam ouvir o que autor diz (mas nem tudo!) e replicar …

Cozinhar é preciso

IPEA

Conforme previsto, a partir de hoje, estou no IPEA. A agenda do blog continua a mesma. Claro que as opiniôes aqui são minhas (quando eu não copio de outros) e não do IPEA.

Paris

(Foto de Arnaldo Interata em 28 de Abril de 2009)