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O futuro energético do Brasil

Com base nessa notícia explosiva (desculpas),  meu amigo Mauro Oddo, livre-pensador  e engenheiro, fez a seguinte conta:
"500 litros de gás por dia por vaca;
Rebanho bovino brasileiro = 210 milhões de cabeças; 
Produção diária de gás vacum = 105 milhões de metros cúbicos por dia; 
Produção diária de gás natural no Brasil = 65 milhões de metros cúbicos por dia. 
Ou seja, a Petrobrás não produz em seus campos nem a metade o gás produzido pelas nossas vaquinhas!!!! Tá na hora de criar a Peidobrás!!! É um manancial mais rico que o pré-sal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

"Will Ugly Betty ever find a job in Italy?"

Eu gosto de títulos engraçadinhos, mas esse passou dos limites. (Dica do Urban Demographics.)
De cabeça, meu título engraçadinho predileto na Economia é: Das Human Kapital. Se serve de consolo, em outras áreas os caras perderam completamente a noção e a educação.

PS: Só agora eu vi o sobrenome de um dos autores. Bonus points.

Minha homenagem (atrasada) ao 7 de setembro, com auxílio do Google Autocomplete

Dúvidas dos estrangeiros sobre os brasileiros:
(Como sou ignorante em futebol, eu não tinha entendido a do "one name".)

Poderia ser pior:

Ou terrivelmente pior:

Fonte: eu mesmo usando o Safari. Não funciona no Chrome. Roubei a ideia daqui.

Exclaves/enclaves

Imagino que os exclaves gerem bugs imensos nos algoritmos de análise e econometria espacial. Eu mesmo já tive problemas com um dos três exclaves municipais brasileiros.
Se os exclaves subnacionais são só aporrinhação, os internacionais são bem interessantes e têm histórias para contar. Além disso, são ótimos para experimentos naturais que discutam espaço X instituições formais. Vejam o caso da cidade espanhola de Llívia, por exemplo, cercada de França por todos os lados. Ou que tal o fantástico enclave de terceira ordem (um pedaço da Índia, dentro de Bangladesh, dentro da Índia, dentro de Bangladesh) ?
Mais sobre exclaves: aqui, aqui, artigo acadêmico  (belo primeiro parágrafo, a propósito).
(Pronto. Arrumei um objetivo na vida:  visitar todos os enclaves/exclasses desse mundo. Ainda não tenho roteiro, nem cronograma. Só sei que o último lugar será o quarto 212 do Hotel Claridges de Londres. Por um dia, em 1945, o quarto virou território iugoslavo.)

Uma avaliação do ano

Extremos. Em 2011, fui com o Tyler Cowen no Amigão. Foi também o ano em que o Sérgio Mallandro fez gluglu para mim (gluglu-para-tu...). Um bom ano. Segue uma foto do segundo encontro.




Boas festas para todos.




Sorte, história e o próximo maluco

E se Kim Jong Un for um pouco menos maluco que o pai? Ou um pouco mais? Ou muito mais? Nessas horas, eu sou levado a concordar com o Kahneman no "Thinking, fast and slow" (ainda estou lendo):
"The idea that large historical events are determined by luck is profoundly shocking, although it is demonstrably true."
Como ele escreve, houve um momento em que havia 50% de chances dos pais do Hitler gerarem uma menina e o século XX teria sido  bem diferente.
A história não tem sentido. Tentamos construir uma narrativa depois dos eventos, que ignora por completo o papel do acaso. E só.
A propósito, Kim Jong Un looking at things. (Obrigado ao Drunkeynesian pelo aviso)

Pareto em Cuba?

Quando estive em Cuba*, a coisa que mais me surpreendeu é que até o açúcar do cafezinho vinha em saquinhos da Espanha. Agora o governo permitiu que as cadeias de hotéis comprem direto dos produtores agrícolas locais a preços livres e não mais da agência estatal de distribuição.
OK,.estou chutando, mas imagino que a coisa deve piorar para os cubanos mais pobres (i.e. aqueles que não são do partido ou estão longe do setor turístico). Uma pitada de racionalidade em um hospício econômico pode ter conseqüências perversas.

*Não, não era treinamento. Apenas sol, praia e  mojitos.

Um cartaz verificacionista na UNB

Adorei o "opcional".





Buemba! Bresser é o ganhador definitivo do Prêmio Eço

Para um reset cerebral

Antes de começar uma longa semana, aí vai a genial obra do Latino: "Amigo fura olho". Como é bom música ruim! (Dica do Pedro e da Ligia)

Minha mulher, com sabedoria, me impediu de tomar isso

 

Posted by Picasa

O que é "fetichismo da mercadoria"?

É cismar que a salvação nacional está no subsídio à produção de tablets.

Comunicado à Praça

Eu - que não tenho poder algum para isso - declaro oficialmente falecida a linha de pesquisa sobre Growth Regressions. Esse paper mostra que o acervo de variáveis explicativas chegou ao fim (via Marginal Revolution).
Atualização: se serve de consolo (sem trocadilho), existem trabalhos ainda mais bizarros em outras áreas.

Jornais do século XIX viram lixo em Pelotas

Quem me manda o alerta é a Professora Beatriz Loner:
"Há pouco mais de 15 dias, em fins de abril/inícios de maio, a cidade de Pelotas, que até agora tinha se caracterizado por buscar a preservação da história e da cultura da cidade e do país como um todo, foi palco de uma situação completamente absurda e injustificável: a direção de sua biblioteca pública, que é gerida por uma associação privada, simplesmente enviou para reciclagem, uma parte importante da história da cidade e da região!

Livros, jornais, diários e mais monografias e documentos impressos (não se sabe exatamente o total do que foi descartado, nem quem definiu o que seria jogado fora), mas enfim, o suficiente para encher mais de um caminhão pequeno, foi enviado para recicladores. E só não foi parar no lixo mesmo porque, num episódio rocambolesco e pouco explicado, foi “salvo” por um dono de sebo, que imediatamente o comprou e o pôs a venda como uma mercadoria qualquer. Alguns desses exemplares ainda se encontram em sebos da cidade e podem ser conferidos até pelo twitter de alguns pelotenses. Seguramente, este dono de sebo deve ter ampliado seu patrimônio em muito, devido apenas ao que, pelo alto, se soube que foi descartado.

Entre eles, por exemplo, uma das únicas, senão a única coleção do jornal A Federação do ano de 1904. Vários outros anos inteiros deste jornal também foram literalmente jogados fora, sob a justificativa de “estarem duplicados”. Mas a catástrofe cultural vai muito além, pois todos os jornais encadernados, que eram duplos, e que se encontravam no porão da biblioteca, como os jornais Correio Mercantil, Opinião Pública, Diário Popular, também tiveram o mesmo fim. Estes são alguns dos jornais pelotenses mais importantes do XIX e XX séculos, e ficamos agora reduzidos apenas a sua coleção em uso, e cuja digitalização tem sido protelada por interferência direta da própria diretoria. E o que se fará quando estes jornais, pelo uso, se desmancharem? Chorar, pelo visto.....

O raciocínio simplista e redutor de que “eram duplos” e poderiam ser descartados, não convence ninguém, pois todos podem se perguntar por que não foram trocados com instituições congêneres, ou doados para uma outra instituição do estado, como reza seu estatuto de 1991, que em seu artigo segundo, item b), diz que a biblioteca “poderá permutar livros e objetos com outras instituições que estejam de acordo com as suas finalidades”.Quanto a alguns estarem em mau estado, ora, para quem conhece, sabe que há várias técnicas de recuperação de documentos que poderiam ser tentadas, com um pouco de esforço na busca de financiamento.

Esta mensagem, além de denunciar este fato, pretende provocar alguma reação, por parte não só da comunidade técnica e acadêmica interessada na preservação da história do país, mas dos próprios pelotenses, que até agora estão assistindo esta situação estupefatos, mas em silêncio, um silêncio que pode passar por aprovação e gerar a reincidência deste tipo de atitude."
Eu pensava que crimes como esse não mais acontecessem...Que tristeza.
Foi nesses jornais que o Matheus Lisboa, meu orientando de graduação, se baseou para fazer um índice de preços para o RS entre 1870-1882.

Não mostre para as crianças

A necropsia mostra a origem dos ovos de Páscoa.

Feliz Páscoa (com atraso).

Os preços deves estar loucos

O estrago que um algoritmo automático de fixação de preços mal feito pode causar. (Via BoingBoing)

"Aelita, a rainha de Marte" (1924) ou "Chavez estava quase certo, ou quase errado. Dá no mesmo"

Na verdade, o socialismo salvou Marte!O Janer Cristaldo descobriu essa pérola do cinema soviético:
A história, baseada em um conto de Alexei Tolstoy – não confundir com o Leon - transcorre no alvorecer glorioso do comunismo. A nova doutrina se expande pelo sistema solar e chega a Marte. Los, um engenheiro que vivia em Moscou, sonhava com Aelita, a rainha de Marte. Levado pelo impulso do amor, constrói uma espaçonave e parte para Marte em busca de seus sonhos. Chegando lá, se encontra com Aelita e os dois se apaixonam. O engenheiro russo acaba se envolvendo com o proletariado marciano e funda o partido Socialista Soviético da República de Marte.

O filme, sensacional, está disponível no youtube!

"Hayek, o marxista" ou "Um teste de Rorschach"

Um comentarista do Marginal Revolution apontou para essa bizarrice. Você deve ter pensado:
  1. "He, He, eu já sabia.... os extremos se tocam!";
  2. "Isso é uma conspiração do grande capital internacional globalizado financista e bobo para desmoralizar o marxismo!";
  3. "Isso é uma conspiração do foro de são paulo intervencionista com sovaco cabeludo e fedorento para desmoralizar os austríacos!";
  4. "Maldito algoritmo da Amazon!".

Evolução da renda no Governo Lula: Conclusões definitivas por Reinaldo Gonçalves

Através do ótimo mailing do José Roberto Afonso, fiquei sabendo do péssimo artigo do Reinaldo Gonçalves. Modestamente intitulado, Evolução da renda no Governo Lula: Conclusões definitivas, o autor conclui que o crescimento econômico nos ultimos 8 anos foi fraco em termos históricos e relativos.
Bem, uma coisa é mostrar que não houve nada de excepcional Brasil da era Lula, outra coisa é forçar os dados a confessar o que não aconteceu. O autor compara o crescimento do PIB total no período com outros períodos, presidentes brasileiros e países. Ele esquece das diferenças entre taxas de crescimento demográfico, nível de renda e mercado internacional ao longo do tempo e entre os países.
Em um bizarro ranking de presidentes, o Lula ficaria em 19o lugar. Na liderança estão: Médici (não-preciso-explicar) e o Deodoro (aquele do encilhamento). Com resultados como esses, nem preciso explicar porque esse método é errado.
Eu também sou crítico do governo Lula e pessimista quanto ao futuro da economia brasilieira nos próximos anos. Mas, caramba, não precisa forçar a barra e esquecer tudo que a história e a Teoria Econômica nos ensinaram.

Paper, Tesoura e Pedra

Se você não usa um gerador de números aleatórios (ou um dado), o jogo fica assustador. Hasta la vista, baby.
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