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Mostrando postagens de Agosto, 2007

Meus 10 livros de Economia nos últimos 10 anos

Seguindo a chamada do Cláudio, aí vai a lista dos 10 livros de Economia que mais me influenciaram nos 10 últimos anos. Sim, a minha lista tem 13 livros e alguns eu li faz mais de uma década, mas não poderia deixá-los de fora.
Brakman, S., H. Garretsen, et al. (2001). An introduction to geographical economics, Cambridge University Press New York.Easterly, W. (2001). The Elusive Quest for Growth: Economists' Adventures and Misadventures in the Tropics, Mit Press.Eggertsson, T. (1990). Economic Behavior and Institutions. Cambridge, Cambridge University.Fogel, R. W. (2004). The escape from hunger and premature death, 1700-2100. Europe, America, and the Third World. Cambridge, Cambridge University Press.Fogel, R. W. and S. L. ENGERMAN (1974). Time on the Cross. Boston, Little, Brown & Co.Furubotn, E. and R. RICHTER (1997). Institutions and Economic Theory: the contribution of the New Institutional Economics. Michigan, Michigan University.Jacobs, J. (1961). The Life and Death of Grea…

Hello, I must be going

Eu volto para a UFPel no próximo domingo. Mas graças à boa vontade dos colegas de departamento e do CNPq, eu voltarei depois de comparecer ao encontro da European Regional Science Association em Paris. Os resumos e diversos papers do evento estão disponíveis por lá, inclusive o que neo-econ Martin Brauch e eu fizemos.
Estou enrolado com os preparativos da volta, preparando o relatório final e outras cositas.Mesmo assim, vou postar diariamente. Enquanto isso, meus leitores podem se divertir com o Groucho Marx:
Hello, I must be going.
I cannot stay,
I came to say
I must be going.
I'm glad I came
but just the same
I must be going.

A Evolução é sub-ótima

Você não tem que acreditar em causos sobre QWERTY ou ter uma apendicite para perceber que a evolução - natural ou social - leva a resultados sub-ótimos. Basta olhar para a evolução do alfabeto (via Alex). Existem várias letras semelhantes: "V" e "U"; L minúsculo e o 1; "J" e "I". Além disso, tem umas que são bem feias. (Eu odeio as letras R e K).
Os caras do blog Stumbling and Mumbling levantaram a mesma questão: o Inglês (ou qualquer outra língua) é obviamente ineficiente e resultado de mecanismos de lock-in. Mas, por favor, não busque por uma solução.

Prêmio Eço, versão políticos

Normalmente, entradas para o Prêmio Eço vindas de políticos são banidas por motivos óbvios. Contudo, abro uma exceção para essa pérola enviada por um leitor (caso deseje ser identificado basta comentar, ok?):
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou hoje que o aumento da carga tributária tenha sido decorrência do aumento de tributos. Segundo ela, o que aumentou foi o PIB e, conseqüentemente, a arrecadação.

Ontem a Receita Federal anunciou que em 2006 a carga tributária bateu novo recorde de 34,23% do PIB.


Pelo visto, a ministra não sabe o que é carga tributária.

Mestrado em economia na PUC-RS

A seleção está aberta. O corpo docente conta com ótimos professores (com ótimos papos*!) e dois ex-orientandos meus foram para lá: o Rodrigo Ávila (que hoje é doutorando na UFRGS) e o Matheus Lisboa (já defendeu, Matheus?). Ambos parecem que foram bem felizes por lá.

* Ainda estou devendo um post filosófico-existencial-econômico sobre as caminhadas filosóficas-existenciais-econômicais com o Mestre Duílio do LPH até a LSE. Caramba, como aprendi nessas manhãs!

É amanhã!

O Marcelo Passos mandou a programação do seminário que o Delfim Netto organiza na USP. O de amanhã está imperdível mesmo:
22/agosto/2007 -- 9h-12h

Desigualdades Regionais, Crescimento e Desenvolvimento



Expositores:

Prof. Dr. Carlos Roberto Azzoni (FEA-USP)

Prof. Dr. Joaquim Josi Martins Guilhoto (FEA-USP)



Debatedores:

Prof. Dr. Paulo Haddad (Ex-Ministro do Planejamento e da Fazenda)

Prof. Dr. Clilio Campolina Diniz (UFMG)





Sala da Congregagco, Pridio FEA-1.

Av. Professor Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitaria, Sco Paulo (SP)

Informagues: 3091-5802

1er Congreso Latinoamericano de Historia Económica

Aí vão os resumos dos artigos aprovados na sessão sobre Disparidades Regionais no CLADHE que Moramay Alonso, Eustáquio Reis e eu organizamos. Obrigado! Nos vemos em Montevidéu!
Growth with Inequality: Living Standards in Mexico 1850-1950
Moramay Lopez-Alonso (Rice University)

"This article focuses on trends in the adult heights of various sectors of Mexican society between 1850 and 1950 as a proxy for their biological and material standards of living. The evolution of biological standards of living is an alternative way to assess whether or not economic development after 1850 was beneficial to the population, using a proxy that relies on a basic natural characteristic, adult height. The recruitment records of the Mexican rural and federal militia provide us with information on the secular trends of heights of the Mexican labouring classes, while a database of passport applications allows us to compare the evolution of living standards across social classes. It is argued that the ben…

India

No Brasil, não pensamos muito sobre a India. Sabemos que existe 1,1 bilhão de indianos, mas eu nunca tinha sido apresentado a um deles. Isso muda quando se mora em Londres. A cultura da India está por todos os lados, meus amigos são descendentes de indianos e eu já comi toneladas de curries. É natural ficar interessado pelo país, apesar de ser realmente difícil entendê-lo (e provavelmente nunca conseguirei).
O site que a BBC criou para celebrar a independência da India é um passo inicial para entender o país. E dois artigos recentes da são essenciais para os curiosos sobre as mudanças recentes: The changing values of modern India and Can India close the wealth gap?
Do primeiro artigo eu aprendi que nos anos 60:
"Such was the scarcity in the country that there was a Guest Control Order which meant you could not invite more than fifty people for a meal - at weddings all you got was a thin slice of ice cream."Já o segundo me ensina sobre outsourcing rural:
"Bellary is home t…

Prêmio Eço - Duas entradas

O sempre cooperativo Marcelo Passos me mandou essa pérola de ignorânica escrita por Adolfo Wendpap na Revista Idéias (Curitiba-PR). Reproduzo o texto e os comentários do Marcelo:

"Comércio perde aderência

A microeconômica regional sofre com a concorrência paraguaia. As baixas taxas comerciais cobradas no Paraguai atraem cada vez mais brasileiros ao mundo: La garantía soy yo. Um dos produtos mais visados atualmente são pneus. Muitas vezes por estarem tão sujos de lama quanto os antigos, eles nem entram na cota de importação dos produtos adquiridos no Paraguai."

Festival de besteiras em três linhas!

1) O cara erra no título: afinal utilizar “Comércio perde aderência” para se referir a muamba de pneus é o pior trocadilho que li nos últimos anos.
2) Depois, se refere à “microeconômica regional”. Valei-me meu São Varian!
3) Em seguida se sai com esta: “As baixas taxas comerciais cobradas no Paraguai atraem cada vez mais brasileiros ao mundo: La garantía soy yo”. …

O não-dia do economista

Hoje eu não comemoro o dia do economista. É provinciano e corporativo celebrar a data só porque foi quando a profissão foi regulamentada no Brasil
Faz tempo que eu já faço campanha pela instituição do 9 de Março, dia da publicação da Riqueza das Nações, como o verdadeiro Dia do Economista, ou o Festivus do Economista. Por enquanto não encontrei seguidores. (Na verdade, nem eu mesmo comemoro. Eu sempre me esqueço).

Nova Geografia Econômica+ Escolha Pública

Juntar as duas abordagens dá samba:

Do rent-seeking and interregional transfers contribute to urban primacy in sub-Saharan Africa?
Kristian Behrens Alain Pholo Bala
We develop an economic geography model in which mobile skilled workers choose
between working in the production sector or becoming part of an unproductive political elite. The elite sets tax rates on skilled and unskilled workers to maximize its own welfare by extracting rents, thereby influencing the spatial allocation of production and changing the available range of consumption goods. We show that such behavior increases the likelihood of agglomeration and of urban primacy. In equilibrium, the elite may tax the unskilled workers but will never tax the skilled workers, and there are rural-urban transfers towards the agglomeration.
The size of the elite and the magnitude of the tax burden that falls on the unskilled is shown to decrease with product differentiation and, via the tax rates, with the expenditure share for manufac…

Altura e Renda

O autor desse artigo entendeu (quase) tudo errado. Ele diz que a causalidade funciona na direção altura->renda. Na verdade, crianças que tiveram acesso a melhor nutrição e saúde também receberam uma melhor educação e acabam sendo mais bem-sucedidos (na média). Altura é só uma variável confounding e não causa sucesso financeiro ou emocional, como o artigo sugere. (OK, eu admito que exista discriminação no mercado de trabalho contra os mais baixos, mas imagino que esses efeitos são pequenos em economias modernas)

PS: Interessado em Antropometria? Então leia tudo do Prof Komlos, Prof Steckel e Prof Fogel.

Por que adoro a Economia?

Basta dar uma olhada em alguns títulos dos novos papers do NBER. Lugares exóticos, questões interessantes e todos os temas possíveis. A lista começa com um trabalho de Robert Lucas e terminar com um intitulado: "From "White Christmas" to Sgt. Pepper". Bacana, não?

1. Trade and the Diffusion of the Industrial Revolution
by Robert E. Lucas, Jr. #13286 (EFG)
http://papers.nber.org/papers/W13286

2. Island Matching
by Dale T. Mortensen #13287 (EFG)
http://papers.nber.org/papers/W13287

3. Misallocation and Manufacturing TFP in China and India
by Chang-Tai Hsieh, Peter J. Klenow #13290 (EFG PR)
http://papers.nber.org/papers/W13290


6. Why Don't Inventors Patent?
by Petra Moser #13294 (DAE PR)
http://papers.nber.org/papers/W13294

7. Employment, Innovation, and Productivity: Evidence from Italian Microdata
by Bronwyn H. Hall, Francesca Lotti, Jacques Mairesse #13296 (IO PR LS)
http://papers.nber.org/papers/W13296

9. Many Children Left Behind? Textbooks and Test Scores in Kenya
by P…

Finaças Públicas Regionais no Brasil Imperial

São poucos os posts desse blog que receberam os tags História e Regional ao mesmo tempo. Esse texto do André Villela na Estudos Econômicos é jóia para quem quer estudar finanças públicas regionais no Império. Uma sugestão de pesquisa para algum pesquisador com fôlego é utilizar a Public Choice para explicar o padrão de despesas e receitas por Província:
Distribuição Regional das Receitas e Despesas do Governo Central no II Reinado, 1844-1889Resumo Uma das características mais marcantes da história política brasileira na segunda metade do século XIX foi a centralização de poderes, decisões e recursos econômicos no Rio de Janeiro, sede do governo imperial. Esta primazia do governo imperial sobre os governos provinciais e municipais se manifestava tanto em termos de atribuições quanto dos recursos fiscais de que dispunha. O objetivo do artigo é medir a contribuição relativa das províncias dos chamados Norte e Sul do Império para o total das receitas e despesas do governo central. Os result…

Gregory Clark e a Revolução Industrial

O New York Times resenhou o livro novo do Gregory Clark. Eu li apenas os capítulos que estavam disponíveis on-line e tenho certeza que o restante do livro é excelente.
Contudo, sua tese de que talvez tenha havido um componente genético nas raízes da Revolução Industrial não me convence mesmo. Quando ele apresentou no seminário de História Econômica da LSE, esse ponto foi severamente criticado. O principal motivo de crítica é que as alterações genéticas são lentas demais para explicar mudanças como a Revolução Industrial na Inglaterra. Houve até comentários debochados do tipo:"Se você olhasse meus antepassados, você mudaria de opinião".

Salários e Clusters Industriais no Rio Grande do Sul

A Review of Regional Studies publicou meu paper Wages and Industrial Clusters in Rio Grande do Sul (Brazil) (acesso restrito). O abstract é o seguinte:
The purpose of this paper is to test whether the New Economic Geography hypothesis concerning the existence of a spatial wage structure applies to the state of Rio Grande do Sul, Brazil. The first part of the study applies several spatial analysis techniques in order to locate industrial clusters and calculate the market potential of the municipalities studied. The second part uses this information together with demographic data to run wage regressions aimed at capturing the effects of agglomeration and urban economies on individual wages. The results do not falsify the hypothesis that nominal wages, using the proper controls, are higher in municipalities with higher market potential and lower in the economically disadvantaged hinterland of the state.
Se você quiser ler o paper, eu envio uma versão anterior por e-mail.

Prêmio Eço, categoria analfabetismo matemático