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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

Diversos

Escravidão e taxas de encarceramento nos EUA;R for Data Science;The Long Economic and Political Shadow of History, v 1: livro gratuito com Acemoglu, Mokyr, Easterly, Galor... Como Chetty e Saez tiveram acesso aos dados do imposto de renda nos EUA (Via UrbanDemographics)FAQ de Economia no Reddit. Bem feito, já tem artigos sobre imigração, diferencial de gênero, Comércio Internacional... Garanto que eles têm o melhor banner do Reddit:

Comparar documentos no LaTeX

Tão fácil que até eu consegui fazer. Ele compara dois arquivos LaTeX e cria um novo que gera um pdf bem parecido com aqueles do Word: inclusões e exclusões marcadas em cores diferentes.

Instale o programa latexdiff;Coloque tudo na mesma pasta latexdiff, VersaoAnterior.tex VersaoNova.texNo Windows, crie um arquivo .bat com apenas o seguinte conteúdo:
latexdiff VersaoAnterior.tex VersaoNova.tex > NomeArqComMarcacao.tex

Rode o bat e depois compile o NomeArqComMarcacao.tex no LaTeX. Fica bem bonito e eu não tive qualquer problema. Caso você enfrente algum, sugiro pedir socorro a alguém com menos de 30 anos. 
(Agradeço ao  Philipp Ehrl pela dica) 

A lenda da boa telefonia estatal

Caiu nos meus ouvidos a seguinte narrativa:
"Na primeira metade do sec XX, a telefonia no Brasil era privada e ruim; a estatização a melhorou e a privatização nos anos 90 não fez diferença porque a tecnologia mudou na mesma época. " Tendo vivido os anos 80, eu lembro da desgraça que era esperar anos e pagar milhares de US$ por uma linha. Esqueçamos as evidências anedóticas. Vejamos as taxas de crescimento linhas fixas/ capita uma década antes e uma década depois da estatização. Privado (1947-1956) 4,8% a.a.;Estatal (1957-1967)  4,0 % a.a. Ou seja, mesmo quando o setor privado sofria com regulação ruim e tarifas represadas, o ritmo do crescimento foi maior do que na primeira década estatal. Sim, a telefonia privada era ruim, mas a estatização reduziu o ritmo da expansão na primeira década.
No período estatal como um todo (1947-1998): 5,2% a.a.  Privatização-  1998 e 2002: 16.4%. a.a. (Depois de 2002, o celular entra com força e o dado de telefone fixo fica estável). Em suma: …

Diversos

Pobres querem escola

Só hoje me toquei que o resultado da pesquisa do Colistete é semelhante ao observado por Bursztyn & Coffman (JPE, 2012). Eles conduziram um experimento em que famílias muito pobres estiveram dispostas a pagar para que a frequência de seus filhos à escola seja controlada.
Quer os analfabetos do estado de São Paulo do século XIX, quer os pobres da periferia de Brasília do XXI, todos lutaram para que seus filhos melhorem de vida. Ou seja, não há problema do lado da demanda por educação. Este é o lado bom da história. O lado ruim é que - mais de um século depois - a oferta de educação no Brasil continua sendo um problema.
(A propósito, o Leonardo Bursztyn também merece um perfil em revista. Afinal, não há muitos brasileiros, professores em Chicago, com carreira internacional de DJ e que tenham criado System of a Dilma.)

Colistete e o atraso educacional brasileiro

Ficou ótima a matéria da Revista Piauí com o perfil do Renato Colistete e sobre sua tese de livre-docência (pdf).
Ele é um pesquisador sensacional, gente boa e orientador de 9 entre 10 dos novos pesquisadores em histórica econômica. Já estava no tempo de ele ter reconhecimento de um público mais amplo.
Aproveite e leia o seu blog . Quando a tese estiver on-line, eu aviso.

Local multiplier of industrial employment: Brazilian mesoregions (2000-2010)