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Mostrando postagens de Setembro, 2009

O imposto sobre a burrice é bem gasto

Alan Turing e outros gênios decodificaram a Enigma, a máquina de código dos nazistas, em Bletchley Park. O trabalho deles foi fundamental para a vitória aliada.
Agora o dinheiro da Loteria britânica vai financiar a recuperação da casa. Cory Doctorow percebeu a ironia: os ignorantes em estatística financiam a preservação da memória dos gênios do passado.

Uma boa razão para continuar no terreno conhecido da Ciência Econômica

Três crianças disputam uma flauta. A criança A diz: "A flauta deve ser minha porque eu sou o único que sei tocar"; B argumenta:"Eu a mereço porque não tenho nenhum outro brinquedo."; C diz: "A flauta deve ser minha porque eu a fiz".
Caramba, só o Amartya Sen para lidar com dilemas impossíveis como esse. Eu, burro que sou, fico com a Economia e evito as questões mais profundas.

"Japoneses preguiçosos e alemães ladrões", Chang mandou bem desta vez

Eu não compro a teoria (da conspiração) do Ha Joon Chang sobre a história econômica. (veja uma síntese e crítica aqui). Mas agora ele acertou (Ou ao menos disse algo em que eu acredito: cultura não importa. Em algum lugar deste blog tem um post sobre o assunto com ótimos comentários do prof Sanson).
Dica do Brad Delong.

De volta do Brasil Meridional

A visita ao RS foi muito bacana. Tive o prazer de rever queridos colegas e ex-alunos.
Na UFPel, foi também um prazer conhecer os seis sobreviventes da primeira turma do mestrado em Economia do PPGOM (os demais já foram abatidos pelas provas). Uma turma motivada, inteligente, dedicada e promissora. Ah, eles têm um blog!
Voltei animado e com edições antigas do livro clássico Roberto Simonsen e um de ensaios do Eugênio Gudin (Valeu, Marcelo). Fiquei só uma noite em POA, na casa da sempre generosa família Porto, e peço desculpas aos demais amigos que não tive tempo de contactar. Fica para uma próxima.

Cliometrica

Número novo da revista francesa. Ainda não li (para variar), mas os artigos parecem muito bacanas (e.g. "Fallacious convergence? Williamson’s real wage comparisons under scrutiny")
Atualização:
Nos comentários, o Renato avisou:
"Oi Leonardo,

Só um aviso: o autor do artigo citado, Svante Prado, ficará vários meses na FEA como pesquisador visitante, a partir de novembro. Ótimo pesquisador.

Abs

Renato "

Apresentação na ENABER e matrizes de transição

Além das tradicionais atividades socio-acadêmicas na ENABER e na ABPHE, conheci alguns leitores do blog. Não, não foi muita gente, mas divertido de qualquer forma. Abraços para vocês!
Segue a apresentação da última sexta.
Monasterio Aber 2009View more presentations from lmonasterio.
A propósito, vejam que bacana a idéia do Andrew Gelman e cia para a representação de matrizes de transição. Bastam 3 linhas no R que tudo fica mais claro.

Café com açúcar

A vida sem café nem açúcar deve ter sido quase tão ruim quanto sem cinema. Bem, Hans-Joachim Voth e Jonathan Hersh calculam que o ganho de bem-estar decorrente da introdução desses dois bens na Europa foi de quase 10%. Segundo os autores, os salários reais antes de 1800 parecem estagnados apenas porque os índices de preço não consideram a introdução dos novos bens. Não sei o que Hobsbawm ou Mokyr diriam sobre a estimativa, mas a técnica utilizada parece ser muito útil, inclusive para estudos contemporâneos. Duas frases jóia que se referem à Inglaterra circa 1700 :
"Half of all spending was on beer and bread, and fully three-quarters of all calories came from these two sources alone."
"The reason why seemingly mundane goods like sugar, coffee and tea made a big difference to living standards is that life was not just “nasty, brutish, and short” at their time of introduction – it was also (in culinary terms) grey, boring, and bland."

Você notaram que eu não coloquei o tag "Humor"?

Via Mankiw

O surgimento dos infográficos

Desenhado por Charles Minard (1869), a espessura da linhas representa o tamanho das tropas de Napoleão na campanha da Rússia de (1812-1813). Mórbido, mas é um belo gráfico.

Aviso à Praça

Para os que amigos que me escreveram (e para os que não escreveram): os "Comunicados da Presidência" são responsabilidade da assessoria do presidente do IPEA. Eles não circulam, nem são apresentados aos técnicos do Instituto. Sabemos dos temas e conteúdos dos "comunicados" ao mesmo tempo que o público em geral.