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Mostrando postagens de 2007

Novidades

- Gostaria de pedir desculpas para meus três leitores e meio por não postar. É quase fim do semestre e eu estou bem ocupado. Então, o blog vai ficar suspenso pr um tempo.
-Ubuntu vai bem. Compiz está rodando que é uma beleza. Penso que nunca mais vou voltar para o Windows.
- Hoje eu vou para o 1er Congreso Latinoamericano de Historia Económica em Montevideo. Minhas expectativas estão bem altas. Vários queridos amigos estarão por lá, apresentando papers. Além disso, eu vou assistir pela primeira vez Roberto Cortés Conde, James Robinson e outros.
- Otávio Damé, meu ex-aluno e ex-bolsista de pesquisa na UFPel, ganhou primeiro lugar no prêmio de monografias da Controladoria Geral da União. Parabéns para ele e seu orientador, André Carraro!
- Até mais!

Minha Experiência com o Ubuntu

Ubuntu está rodando que é uma beleza. Eu gastei umas 4 horas fazendo o back-up do Vista e dos meus documentos. Mas a instalação do Ubuntu levou menos de uma hora.
Em geral, seguindo as dicas do Thinkwiki eu consegui resolver os principais galhos, mas ainda restam algumas pendências:
Hardware: ainda não consegui configurar a placa de vídeo de forma ótima. Assim, eu não pude usar o meu segundo monitor como extensão do dekstop e os efeitos visuais não estão lá grande coisa.
Software: perdi uma hora tentando rodar o R. Que burro... É tão fácil.
O reaplayer plug-in no firefox ainda não funciona.
No geral, mudança está sendo positiva. Eu já esperava que o Ubuntu seria rápido e robusto, mas a melhor surpresa é a facilidade de baixar e instalar e remover programas. No próprio Ubuntu te oferece a lista dos programas disponíveis, sua descrição e a popularidade. É só marcar e pronto! Uma beleza.

Mudando para o Ubuntu

Eu não aguento mais o Vista. Sou um feliz proprietário de um Thinpad T61, mas depois de 3 meses percebi que as coisas só pioraram. O Vista tem um monte de bugs, dá pau e é terrivelmente lento.
Nessa semana, Vinícius, um estudante de graduação computeiro, me convenceu a testar o Ubuntu. E baixei o arquivo iso, queimei o CD-ROM e rodei. Tudo foi muito fácil. Em minutos, sem configurar nada, eu estava com a conexão wifi funcionando e rodando Firefox mais rápido do que nunca. Eu testei o Openoffice e ele abriu um arquivo doc gigante, com controle de alterações sem nenhum problema.
Nesse fim-de-semana, eu vou para o Ubuntu. Para me preparar para esse histórico momento, eu vou imprimi as instruções e baixei os episódios do podcast Going Linux . Esse show é co-apresentado pelo Serge Rey, o super geógrafo econômico. (Atualização: acabei de descobrir que o Serge tem seu próprio podcast sobre a instalação do linux.)
Algum conselho ou sugestão?

Instituições importam. Ou não?

Quais são as causas da Revolução Industrial? É impressionante que o mais importante evento da história humana ainda seja um mistério. Gregory Clark e James "Reversal of Fortune" Robinson adotam lados opostos no debate. Greg tem um bom argumento quando diz que instituições não sao tudo, mas eu acho que ele exagera. Robinson é muito mais convincente.
(Daniel Brook critica o ponto mais fraco de Farewell to Alms: as causas biológicas da Revolução Industrial)

Saudade do que nunca existiu - Rio de Janeiro, 1936

Via blog do candidato ao prêmio Eço, cheguei a esse filme do Rio de Janeiro de 1936:

A cidade até parece uma Paris tropical. Mas as imagens são enganosas. Lembre-se que no Brasil de 1936:
- A renda per capita era um quinto da atual.
-A expectativa de vida era de 36 anos (estimativas para 1940 de Arriaga);
- 57% da população era analfabeta.
-A mortalidade infantil era de 150 por mil crianças. Hoje são 28 óbitos por mil .
Que saber? Eu não sinto saudade nenhuma do Brasil de 1936.

Livre-comércio e o Governo

Kevin O'Rourke é um tremendo historiador econômico. Seus papers com Jeffrey Williamson sobre a história da globalização e o papel das tarifas são essenciais.
Agora ele estuda os determinantes das atitudes individuais em relação ao protecionismo . Em um paper novo, ele e seus coautores mostram que o gasto governamental aumenta o apoio ao livre-comércio.

Via Vox EU.

Prêmio Eço e as identidades contábeis

Ele, novamente:

"Poupança e identidade contábil

Um dos grandes problemas da análise econômica atual é a confusão de identidade com relações de causalidade. A “identidade” é um conceito contábil. Tem-se uma equação, se aumenta algum indicador de um dos lados, reduz o do outro.

Por exemplo, quando o país tem enormes saldos comerciais, segundo o conceito de identidade ele está “exportando poupança”. País pobre não poderia exportar poupança, mas sim importar. Logo, para conseguir “importar poupança” ele teria que gerar déficits em conta corrente.

Confesso que nunca entendi direito essa identidade. A empresa que exporta acumula recursos que revertem em investimento físico. Na própria China, o excepcional superávit chinês convive com altas taxas de investimento de empresas voltadas para a exportação. Onde, as relações de causalidade?"

Finados e a Ciência Lúgubre

O post de hoje é bem mórbido. Qual é o valor monetário da perda de um ente amado? Ou seja, quanto você teria que receber para voltar à mesma curva de indiferença? Ao invés de perguntar às pessoas, este estudo usou os estudos de Economia de Felicidade para calculá-lo. Os resultados são surpreendentes:

Seu cônjuge tem o maior valor e o seu "preço" supera o do seu pai e mãe somados! Recomendação: cuide bem do seu cônjuge. Ele é mais importante para a sua felicidade do que você pensa.

From Our Own Correspondent

FOOC é o meu programa predileto de rádio. E eu ouço rádio umas 8 horas por dia . Duas vezes por semana, jornalistas da BBC mundo afora contam seus causos de maneira pessoal. Na última semana, Alan Johnston contou seus 114 dias em cativeiro em Gaza. O show tem um podcast e vários programas são acompanhados de transcrições, bem boas para quem quer aprender Inglês. Não esqueça de visitar o site que comemora os 50 anos do show.

Congresso Mundial de Regional Science - Lembrete

Todo mundo lá!
Deadline approaching for the 2008 World Congress of RSAI in Brazil

Submit your paper at www.aber.fea.usp.br/rsai2008

The 8th World Congress of RSAI will be organized by the Brazilian Regional Science Association (ABER – Associação Brasileira de Estudos Regionais) and will be hosted by the Faculty of Economics, Administration and Accounting of the University of São Paulo, Brazil (www.fea.usp.br), on March 17-19, 2008.

It will have the same format as the regular RSA meetings, with regular sessions, R-sessions, panels, etc.

Papers from all fields in regional science are welcome.

Submit your paper at www.aber.fea.usp.br/rsai2008.

RSAI World Congress 2008 Local Organizing Committee

Eu esqueci de avisar...

aos alunos que hoje não darei aula. Mas é por um bom motivo. Estarei na FEE , nas palestras de Alonso e Bandeira, os dois economistas que fizeram os estudos clássicos sobre questões regionais gaúchas. Eles sabem tudo sobre o assunto e admiro muito os trabalhos de análise e geração de dados que ambos fizeram. Aprenderei muito e será um ótimo dia.

Geografia e Desenvolvimento na África

Em um paper que sairá no QJE, Nathan Nunn mostrou o legado do tráfico de escravos no desenvolvimento da África. Agora ele vai um passo além. Com Diego Puga, o brilhante new economic geographer, ele argumenta que a irregularidade do terreno "afforded protection to those being raided during the slave trades. Since the slave trades retarded subsequent economic development, in Africa ruggedness also has had a historical indirect positive effect on income". O título do paper é: "Ruggedness: The Blessing of Bad Geography in Africa". (Caramba, eu adoro a Economia!)

Por que gostamos de cerveja

Porque os caras que não suportavam beber álcool morreram faz tempo. Isso é só uma das coisas que eu aprendi em "The Ghost Map: The Story of London's Most Terrifying Epidemic--and How It Changed Science, Cities, and the Modern World". A logica é a seguinte: água poluída é uma tremenda ameaça à saúde human, logo..
"In a community lacking pure-water supplies, the closest thing to "pure" fluid" was alcohol. Whatever the risks were posed by beer (and later wine) in the early days of agrarian settlements were more than offset by alcohol's antibacterial properties. Dying of cirrhosis of the liver in your forties was better than dying of dysentery in your twenties... To digest large quantities of (alcohol), you need to be able to boost production of enzymes called alcohol dehydrogenases, a trait regulated by a set of genes on chromosome four in human DNA. Many early agrarians lacked that trait, and thus were genetically incapable of "holding their liq…

Prêmio Eço, versão Nobel.

Deu no mais importante jornal gaúcho, a Zero Hora:
"Mais um golpe no liberalismo econômico ortodoxo foi dado ontem pela Real Academia Sueca de Ciências"A frase é perfeita para o Prêmio Eço. Começa com um "mais um golpe" como se os suecos tivessem dado o sopapo final na ortodoxia. "Liberalismo econômico ortodoxo" também é uma jóia lapidada por Emir Sader e cia. E, por fim, um erro factual: o Banco Central Sueco, e não a Academia de Ciências, confere o Nobel de Economia.

Via Gustibus, Via Duke of Hazard.

Conferência sobre Desenvolvimento

O clio econ Fabio Pesavento pede para que eu divulgue o seguinte evento:

International Seminar on Development:
updating concepts, assessing practices

Local
: Auditório da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense - Rua Tiradentes, 17, Ingá, Niterói. Telefones: 2629-9735, 2629-9698.
Data: 5 de novembro de 2007

Countries with high levels of inequality and relatively low levels of economic development face the challenge of imagining a development model which is not only socially inclusive but also environmentally responsible.

In fact, available evidence points to a non harmonic relationship between economic growth, social development and responsible environmental practices. As far as the first relationship is concerned, part of the problem seems to derive from the inequality in the distribution of income and wealth, while another part stems from political economic factors that are detrimental to a plainly re-distributive public provision of goods and services. When it comes to th…

Prêmio Eço e o salário mínimo

OK, eu sei que Card & Krueger encontraram evidências de que aumentos do salário mínimo estavam associadas a expansões do emprego. Mas certamente nem mesmo eles defenderiam afirmações como essas:

"http://www.unicamp.br/unicamp/canal_aberto/clipping/abril2004/clipping040415.folha.html


O elevado desemprego enfrentado pelo país pode ser minimizado com um aumento real de 11% no salário mínimo -hoje de R$ 240 por mês-, o que significaria a injeção de cerca de R$ 50 bilhões na massa de rendimento do trabalho no biênio 2004 e 2005.
Claudio Dedecca, professor do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho), da Unicamp, que fez os cálculos, entende que, no curto prazo, a elevação do salário mínimo é a forma mais rápida de o país aumentar os postos de trabalho.
"Com aumento real de 11% no salário mínimo, a população vai consumir mais e, conseqüentemente, isso vai estimular a economia. Essa seria uma política factível de geração de emprego num prazo mais curto", di…

Doing Business 2008

O Brasil ocupa um deprimente 122 o. lugar. Mas o mapinha é muito legal!

Acemoglu e o valor de Hawking

Se você leu qualquer blog de economia nesta semana já sabe que o livro do Daron Acemoglu está disponível on-line. Tenho certeza que suas 1.169 páginas são excelentes e que se tornará o livro texto padrão de crescimento econômico na pós-graduação.
Contudo, eu não posso deixar de pensar no seu Valor de Hawking (VH, como decidi chamá-lo). O VH é calculado da seguinte forma:

VH=número de cópias compradas *(a/b)

a=número de cópias do livro;
b=média de páginas - de fato - lidas e compreendidas.

Por exemplo, o livro do Hawking Uma breve história do tempo vendeu 10 milhões de cópias com 200 páginas, mas o número de páginas compreendidas é alguma coisa perto de 1 (um). Portanto, seu VH= 2.000.000.000, o maior na história. De volta ao livro do Acemoglu: quantos arquivos pdf vão repousar fechados e não lidos nos nossos discos rígidos?

Duílio encontra Deirdre

Eu conheci o professor Duílio Berni faz uns 10 anos e ele ser transformou imediatamente em minha referência intelectual. Não compartilhamos interesses de pesquisa e eu acho que só entendo metade do que ele diz. Mas cada conversa me rende um ano de reflexão e os livros que ele sugeriu viraram a minha cabeça. (O breve período em que ele foi meu vizinho em Londres foi uma das melhores memórias do meu período de pos-doc).
Eu nunca encontrei a Deirdre Mcloskey, mas ela me ensinou como escrever e pesquisar. Seus papers de história econômica são ainda melhores que os de metodologia que a fizeram famosa.
Lendo o blog da Deirdre tive a surpresa de encontrar uma pergunta do Duílio. Ele quer a referência da seguinte frase da Deirdre's :
"Replete of prices and profits, acres and hand, economic science is the most measurable of all social sciences”.
Ótima frase! A Deirdre não respondeu e sugeriu ao Duílio procurar no seus papers on-line . Eu suspeito que existe um probabilidade não nula de …

Os rumores sobre o meu desaparecimento foram exagerados....

Estou de volta. Eu subestimei o tempo e energia necessários para fazer a vida voltar a funcionar no Brasil. De agora em diante, tentarei postar diariamente.
Vamos começar a semana com um post "pra cima". O gênio Scott "Dilbert" Addams escreveu sobre os economistas:
"I studied economics in college. One thing I’ve noticed is that other people who have studied economics tend to think a similar way. Some of the similarity is probably because it takes a certain kind of person to be interested in economics in the first place. But I’m convinced that the study of economics changes brains in a way I can identify after about five minutes of conversation. In particular, I think the study of economics makes you relatively immune to cognitive dissonance.

http://en.wikipedia.org/wiki/Cognitive_dissonance

The primary skill of an economist is identifying all of the explanations for various phenomena. Cognitive dissonance is, at its core, the inability to recognize and accept ot…

Coase Workshop 2008

Eu recomendo mesmo aplicar para o evento (e para a bolsa). Tenho ótimas lembranças do workshop que rolou no RJ muitas luas atrás:
The Ronald Coase Institute
First Asia Workshop on Institutional Analysis
January 5-10, 2008 Singapore

Co-sponsored by the Lee Kuan Yew School of Public Policy/
Asia Competitiveness Institute, National University of Singapore
Apply by September 30, 2007

Attend this inaugural workshop in Asia to
• Learn more about institutional analysis
• Present your current research and receive comments from established scholars
• Become part of a worldwide network of institutional scholars.

Who is eligible?
• Postdoctoral social scientists - early in their careers
• Advanced graduate students - in economics, political science, and other social sciences
• Scholars from developing/transitional countries in Asia are particularly invited to apply.
Participants will be selected on the basis of their research abstracts. Ad…

Prêmio Epainos 2007

O Epainos vai para o melhor trabalho de um jovem pesquisador na ERSA. Ontem, Roberto Picchizzolu, um doutorando na LSE, dividiu o prêmio com Piyapong Jiwattanakulpaisarn. O paper do Roberto é excelente e a discussão, conduzida pelo Philip McCann, foi sensacional. Eu fui sortudo de presenciar tudo e acho que foi a melhor sessão de todo evento.
O abstract é o seguinte:
Entrepreneurial Risk and the Geographical Concentration of Industries: Evidence from the UK Manufacturing Sector.This paper provides an analysis of the effects that conditions of imperfect information and irreversibility of investment exert on location decisions, and subsequently produce some empirical evidence in support of those theoretical results, by looking into the concentration of manufacturing industries in the UK. We analyse the location decision of a firm that has to undertake a non-recoverable investment in order to enter a new market. Localities are characterised by their level of efficiency. The potential entr…

Meus 10 livros de Economia nos últimos 10 anos

Seguindo a chamada do Cláudio, aí vai a lista dos 10 livros de Economia que mais me influenciaram nos 10 últimos anos. Sim, a minha lista tem 13 livros e alguns eu li faz mais de uma década, mas não poderia deixá-los de fora.
Brakman, S., H. Garretsen, et al. (2001). An introduction to geographical economics, Cambridge University Press New York.Easterly, W. (2001). The Elusive Quest for Growth: Economists' Adventures and Misadventures in the Tropics, Mit Press.Eggertsson, T. (1990). Economic Behavior and Institutions. Cambridge, Cambridge University.Fogel, R. W. (2004). The escape from hunger and premature death, 1700-2100. Europe, America, and the Third World. Cambridge, Cambridge University Press.Fogel, R. W. and S. L. ENGERMAN (1974). Time on the Cross. Boston, Little, Brown & Co.Furubotn, E. and R. RICHTER (1997). Institutions and Economic Theory: the contribution of the New Institutional Economics. Michigan, Michigan University.Jacobs, J. (1961). The Life and Death of Grea…

Hello, I must be going

Eu volto para a UFPel no próximo domingo. Mas graças à boa vontade dos colegas de departamento e do CNPq, eu voltarei depois de comparecer ao encontro da European Regional Science Association em Paris. Os resumos e diversos papers do evento estão disponíveis por lá, inclusive o que neo-econ Martin Brauch e eu fizemos.
Estou enrolado com os preparativos da volta, preparando o relatório final e outras cositas.Mesmo assim, vou postar diariamente. Enquanto isso, meus leitores podem se divertir com o Groucho Marx:
Hello, I must be going.
I cannot stay,
I came to say
I must be going.
I'm glad I came
but just the same
I must be going.

A Evolução é sub-ótima

Você não tem que acreditar em causos sobre QWERTY ou ter uma apendicite para perceber que a evolução - natural ou social - leva a resultados sub-ótimos. Basta olhar para a evolução do alfabeto (via Alex). Existem várias letras semelhantes: "V" e "U"; L minúsculo e o 1; "J" e "I". Além disso, tem umas que são bem feias. (Eu odeio as letras R e K).
Os caras do blog Stumbling and Mumbling levantaram a mesma questão: o Inglês (ou qualquer outra língua) é obviamente ineficiente e resultado de mecanismos de lock-in. Mas, por favor, não busque por uma solução.

Prêmio Eço, versão políticos

Normalmente, entradas para o Prêmio Eço vindas de políticos são banidas por motivos óbvios. Contudo, abro uma exceção para essa pérola enviada por um leitor (caso deseje ser identificado basta comentar, ok?):
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou hoje que o aumento da carga tributária tenha sido decorrência do aumento de tributos. Segundo ela, o que aumentou foi o PIB e, conseqüentemente, a arrecadação.

Ontem a Receita Federal anunciou que em 2006 a carga tributária bateu novo recorde de 34,23% do PIB.


Pelo visto, a ministra não sabe o que é carga tributária.

Mestrado em economia na PUC-RS

A seleção está aberta. O corpo docente conta com ótimos professores (com ótimos papos*!) e dois ex-orientandos meus foram para lá: o Rodrigo Ávila (que hoje é doutorando na UFRGS) e o Matheus Lisboa (já defendeu, Matheus?). Ambos parecem que foram bem felizes por lá.

* Ainda estou devendo um post filosófico-existencial-econômico sobre as caminhadas filosóficas-existenciais-econômicais com o Mestre Duílio do LPH até a LSE. Caramba, como aprendi nessas manhãs!

É amanhã!

O Marcelo Passos mandou a programação do seminário que o Delfim Netto organiza na USP. O de amanhã está imperdível mesmo:
22/agosto/2007 -- 9h-12h

Desigualdades Regionais, Crescimento e Desenvolvimento



Expositores:

Prof. Dr. Carlos Roberto Azzoni (FEA-USP)

Prof. Dr. Joaquim Josi Martins Guilhoto (FEA-USP)



Debatedores:

Prof. Dr. Paulo Haddad (Ex-Ministro do Planejamento e da Fazenda)

Prof. Dr. Clilio Campolina Diniz (UFMG)





Sala da Congregagco, Pridio FEA-1.

Av. Professor Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitaria, Sco Paulo (SP)

Informagues: 3091-5802

1er Congreso Latinoamericano de Historia Económica

Aí vão os resumos dos artigos aprovados na sessão sobre Disparidades Regionais no CLADHE que Moramay Alonso, Eustáquio Reis e eu organizamos. Obrigado! Nos vemos em Montevidéu!
Growth with Inequality: Living Standards in Mexico 1850-1950
Moramay Lopez-Alonso (Rice University)

"This article focuses on trends in the adult heights of various sectors of Mexican society between 1850 and 1950 as a proxy for their biological and material standards of living. The evolution of biological standards of living is an alternative way to assess whether or not economic development after 1850 was beneficial to the population, using a proxy that relies on a basic natural characteristic, adult height. The recruitment records of the Mexican rural and federal militia provide us with information on the secular trends of heights of the Mexican labouring classes, while a database of passport applications allows us to compare the evolution of living standards across social classes. It is argued that the ben…

India

No Brasil, não pensamos muito sobre a India. Sabemos que existe 1,1 bilhão de indianos, mas eu nunca tinha sido apresentado a um deles. Isso muda quando se mora em Londres. A cultura da India está por todos os lados, meus amigos são descendentes de indianos e eu já comi toneladas de curries. É natural ficar interessado pelo país, apesar de ser realmente difícil entendê-lo (e provavelmente nunca conseguirei).
O site que a BBC criou para celebrar a independência da India é um passo inicial para entender o país. E dois artigos recentes da são essenciais para os curiosos sobre as mudanças recentes: The changing values of modern India and Can India close the wealth gap?
Do primeiro artigo eu aprendi que nos anos 60:
"Such was the scarcity in the country that there was a Guest Control Order which meant you could not invite more than fifty people for a meal - at weddings all you got was a thin slice of ice cream."Já o segundo me ensina sobre outsourcing rural:
"Bellary is home t…

Prêmio Eço - Duas entradas

O sempre cooperativo Marcelo Passos me mandou essa pérola de ignorânica escrita por Adolfo Wendpap na Revista Idéias (Curitiba-PR). Reproduzo o texto e os comentários do Marcelo:

"Comércio perde aderência

A microeconômica regional sofre com a concorrência paraguaia. As baixas taxas comerciais cobradas no Paraguai atraem cada vez mais brasileiros ao mundo: La garantía soy yo. Um dos produtos mais visados atualmente são pneus. Muitas vezes por estarem tão sujos de lama quanto os antigos, eles nem entram na cota de importação dos produtos adquiridos no Paraguai."

Festival de besteiras em três linhas!

1) O cara erra no título: afinal utilizar “Comércio perde aderência” para se referir a muamba de pneus é o pior trocadilho que li nos últimos anos.
2) Depois, se refere à “microeconômica regional”. Valei-me meu São Varian!
3) Em seguida se sai com esta: “As baixas taxas comerciais cobradas no Paraguai atraem cada vez mais brasileiros ao mundo: La garantía soy yo”. …

O não-dia do economista

Hoje eu não comemoro o dia do economista. É provinciano e corporativo celebrar a data só porque foi quando a profissão foi regulamentada no Brasil
Faz tempo que eu já faço campanha pela instituição do 9 de Março, dia da publicação da Riqueza das Nações, como o verdadeiro Dia do Economista, ou o Festivus do Economista. Por enquanto não encontrei seguidores. (Na verdade, nem eu mesmo comemoro. Eu sempre me esqueço).

Nova Geografia Econômica+ Escolha Pública

Juntar as duas abordagens dá samba:

Do rent-seeking and interregional transfers contribute to urban primacy in sub-Saharan Africa?
Kristian Behrens Alain Pholo Bala
We develop an economic geography model in which mobile skilled workers choose
between working in the production sector or becoming part of an unproductive political elite. The elite sets tax rates on skilled and unskilled workers to maximize its own welfare by extracting rents, thereby influencing the spatial allocation of production and changing the available range of consumption goods. We show that such behavior increases the likelihood of agglomeration and of urban primacy. In equilibrium, the elite may tax the unskilled workers but will never tax the skilled workers, and there are rural-urban transfers towards the agglomeration.
The size of the elite and the magnitude of the tax burden that falls on the unskilled is shown to decrease with product differentiation and, via the tax rates, with the expenditure share for manufac…

Altura e Renda

O autor desse artigo entendeu (quase) tudo errado. Ele diz que a causalidade funciona na direção altura->renda. Na verdade, crianças que tiveram acesso a melhor nutrição e saúde também receberam uma melhor educação e acabam sendo mais bem-sucedidos (na média). Altura é só uma variável confounding e não causa sucesso financeiro ou emocional, como o artigo sugere. (OK, eu admito que exista discriminação no mercado de trabalho contra os mais baixos, mas imagino que esses efeitos são pequenos em economias modernas)

PS: Interessado em Antropometria? Então leia tudo do Prof Komlos, Prof Steckel e Prof Fogel.

Por que adoro a Economia?

Basta dar uma olhada em alguns títulos dos novos papers do NBER. Lugares exóticos, questões interessantes e todos os temas possíveis. A lista começa com um trabalho de Robert Lucas e terminar com um intitulado: "From "White Christmas" to Sgt. Pepper". Bacana, não?

1. Trade and the Diffusion of the Industrial Revolution
by Robert E. Lucas, Jr. #13286 (EFG)
http://papers.nber.org/papers/W13286

2. Island Matching
by Dale T. Mortensen #13287 (EFG)
http://papers.nber.org/papers/W13287

3. Misallocation and Manufacturing TFP in China and India
by Chang-Tai Hsieh, Peter J. Klenow #13290 (EFG PR)
http://papers.nber.org/papers/W13290


6. Why Don't Inventors Patent?
by Petra Moser #13294 (DAE PR)
http://papers.nber.org/papers/W13294

7. Employment, Innovation, and Productivity: Evidence from Italian Microdata
by Bronwyn H. Hall, Francesca Lotti, Jacques Mairesse #13296 (IO PR LS)
http://papers.nber.org/papers/W13296

9. Many Children Left Behind? Textbooks and Test Scores in Kenya
by P…

Finaças Públicas Regionais no Brasil Imperial

São poucos os posts desse blog que receberam os tags História e Regional ao mesmo tempo. Esse texto do André Villela na Estudos Econômicos é jóia para quem quer estudar finanças públicas regionais no Império. Uma sugestão de pesquisa para algum pesquisador com fôlego é utilizar a Public Choice para explicar o padrão de despesas e receitas por Província:
Distribuição Regional das Receitas e Despesas do Governo Central no II Reinado, 1844-1889Resumo Uma das características mais marcantes da história política brasileira na segunda metade do século XIX foi a centralização de poderes, decisões e recursos econômicos no Rio de Janeiro, sede do governo imperial. Esta primazia do governo imperial sobre os governos provinciais e municipais se manifestava tanto em termos de atribuições quanto dos recursos fiscais de que dispunha. O objetivo do artigo é medir a contribuição relativa das províncias dos chamados Norte e Sul do Império para o total das receitas e despesas do governo central. Os result…

Gregory Clark e a Revolução Industrial

O New York Times resenhou o livro novo do Gregory Clark. Eu li apenas os capítulos que estavam disponíveis on-line e tenho certeza que o restante do livro é excelente.
Contudo, sua tese de que talvez tenha havido um componente genético nas raízes da Revolução Industrial não me convence mesmo. Quando ele apresentou no seminário de História Econômica da LSE, esse ponto foi severamente criticado. O principal motivo de crítica é que as alterações genéticas são lentas demais para explicar mudanças como a Revolução Industrial na Inglaterra. Houve até comentários debochados do tipo:"Se você olhasse meus antepassados, você mudaria de opinião".

Salários e Clusters Industriais no Rio Grande do Sul

A Review of Regional Studies publicou meu paper Wages and Industrial Clusters in Rio Grande do Sul (Brazil) (acesso restrito). O abstract é o seguinte:
The purpose of this paper is to test whether the New Economic Geography hypothesis concerning the existence of a spatial wage structure applies to the state of Rio Grande do Sul, Brazil. The first part of the study applies several spatial analysis techniques in order to locate industrial clusters and calculate the market potential of the municipalities studied. The second part uses this information together with demographic data to run wage regressions aimed at capturing the effects of agglomeration and urban economies on individual wages. The results do not falsify the hypothesis that nominal wages, using the proper controls, are higher in municipalities with higher market potential and lower in the economically disadvantaged hinterland of the state.
Se você quiser ler o paper, eu envio uma versão anterior por e-mail.

Prêmio Eço, categoria analfabetismo matemático

Seja sócio da ABER

É um dos poucos clubes que me faz violar a máxima marxista. Seja sócio! É uma boa!
"Colegas

Estamos iniciando o recebimento das anuidades de sócios da RSAI para 2007. Com a anuidade de R$ 40,00 você recebe:
1. Inscrição simultânea na RSAI – Regional Science Association International
2. Assinatura eletrônica da revista Papers in Regional Science (com password)
3. Acesso ao site da RSAI, com password, com informações sobre congressos e publicações no mundo todo
4. Descontos na assinatura de revistas da Blackwell e na taxa de inscrição em congressos da ABER e RSAI
Se você já é sócio, visite www.aber.fea.usp.br, entre na área “A Associação” e siga as instruções para pagamento.
Se você ainda não é sócio, visite www.aber.fea.usp.br, entre na área “A Associação”, preencha a Ficha de Inscrição e siga as instruções. Como vamos efetuar os pagamentos durante o encontro europeu de agosto, em Paris, solicito que façam seus pagamentos até o final de julho.
A ABER – Associação Br…

Os dez mandamentos da econometria

Essa semana eu estou rodando regressões com os determinantes de localização manufatura no Brasil nos anos 20. Os primeiros resultados são bem legais e promisores.
Mas antes de começar qualquer trabalho aplicado, eu acho bem saudável ler os dois papers de Peter Kennedy "Oh no! I got the wrong sign! What should I do? e The Ten Commandments of Applied Econometrics. Se eu os tivesse lido quando era mais jovem, talvez eu tivesse menos pecados na minha ficha. Também recomendo a leitura para pós-graduandos antes de começarem a aplicar a mais recente técnica econométrica super sofisticada.

Andrew Gelman comenta os papers de Kennedy.

Preciso de assistente de pesquisa

Em Setembro volto ao Brasil e não tenho assistente de pesquisa. Preciso de um aluno com as seguintes características:
1) Se já souber R e Python, maravilha, mas qualquer linguagem de programação é bem-vinda. Se não sabe, deseja aprender.
2) Prefere computadores à companhia dos seres humanos (da maioria, ao menos) . Ganha pontos extras se a sua própria mãe já tiver dito "você deve sair um pouco mais e largar essa internet";
3) Conhecimento de inglês básico, suficiente para conseguir (1);
4) Interesse por temas de economia regional/história;
O que tenho a oferecer? Nada, por enquanto. Como estou afastado, eu não tenho como remunerar o bolsista. Mas me comprometo a solicitar bolsas a todas as entidades de fomento.
A propósito, eu tenho tido uma boa sorte com meus bolsistas. Trabalhar com Dante, Davi, Rodrigo, Matheus, Otávio, e Martin foi muito bom e eles se transformaram em co-autores e bons amigos.
Quem se interessar, basta me escrever e conversamos.

O Mistério de Pinsônia

Preciso de uma ajuda. No Atlas do Império do Brazil, de Cândido Mendes, existe a imaginária Província de Pinsônia que ocuparia o Norte do Pará e o Amapá. Alguém sabe alguma coisa sobre isso?

Por que usar R?

Temo que analisar os dados de mortalidade dos iraquianos não é uma razão atraente para usar o R. Mas que tal apresentar os resultados de uma regressão em um gráfico legal como esse?

Aqui.
Via Andrew Gelman (o estatístico, blogger brilhante e usuário apaixonado do R).

Querida, eu interpretei mal os coeficientes

No último sábado, na Spatial Econometrics Conference 2007, James Lesage apresentou um paper mostrando que todo mundo interpretou errado os coeficientes de regressões espaciais. E a diferença pode ser imensa. Foi uma apresentação excelente e se podia quase ouvir a platéia pensando:"Ay caramba, tenho que reescrever tudo...".
Apenas o resumo do paper está disponível on-line. Fiquem ligados.
(Por sorte, não havia regressões espaciais no trabalho(escrito com Martin Brauch) que eu apresentei lá na mesma manhã.)

O Zimbabwe está ruindo

Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica - Programação

O Congresso da ABPHE ocorrerá em setembro, em Sergipe. A programação está on-line e tem muita coisa que parece interessante. Vejamos o que Fábio Pesavento, agora no Gustibus, nos relatará in loco.
(A propósito, eu não entendo por que os trabalhos de História do Pensamento Econômico fazem parte do evento. Deixa para lá.)
Obrigado ao Marcelo Passos, do ótimo Econocrônicas.

Pobreza e Desenvolvimento- Hans Rosling

Ele é o gênio-doido do Gapminder. Sua nova apresentação na TED é ainda mais impressionante. São os 19 minutos que deixam qualquer um mais otimista. Não perca o último minuto!
Melhor frase:
"Meu vizinho conhece 200 tipos de vinho, eu só conheço 2. Mas eu conheço 200 tipos de países enquanto ele só conhece dois: 'Desenvolvidos' e 'Subdesenvolvidos'."
Aproveite que o assunto é gapminder e faça o download da Dollar Street.

Balassa Samuelson e o preço do Big Mac

Saiu um novo índice Big Mac da Economist. Ele é a melhor forma de explicar Poder Paridade de Compra para os alunos. Além disso, ele serve para introduzir o efeito Balassa Samuelson, que eu coloco entre as teorias/efeitos mais interessantes e abrangentes da Economia. Ela explica não só as tendências de longo prazo das taxas de câmbio, mas também porque turistas dos países desenvolvidos viajam atrás de sexo e tratamentos de saúde nos países menos desenvolvidos.
A propósito, está rolando um boom de Big Mac na Europa continental.

Desigualdade de Renda e Colonização

No último número da European Economic Review:

Income inequality and colonialism

Luis Angeles

This paper proposes that colonialism is a major explanation behind today's differences in income inequality across countries. We argue that income inequality has been higher in the colonies where the percentage of European settlers to total population was higher, as long as Europeans remained a minority. The countries where Europeans became the majority of the population did not suffer from high inequality. These initial differences continue to hold today. The empirical evidence we provide strongly supports our thesis.


Uma versão anterior gratuita do artigo está disponível aqui.

Radical Rebelde Revolucionário

O Liberal Libertário Libertino é o único blog não-econ que eu leio. (Bem, na verdade o Alex Castro pensa como um economista, mesmo não sendo um de nós). Ele tem lá as suas manias e taras, no entanto (ou talvez por causa disso) é um tremendo prazer ler o seu blog.
Eu comprei e li o seu primeiro livro de contos e recomendo intensamente. Agora, em novo livro, ele conta suas façanhas nos dois meses que passou em Cuba enquanto pesquisava para a sua tese de doutorado em literatura. Leia trechos aqui. O livro é muito bom mesmo. Não são memórias, nem guia de viagem, nem crônicas. E é tudo isso ao mesmo tempo.
Vai por mim, por 20 pratas é o maior excedente do consumidor que você pode ter.

Por que o jornalismo econômico é tão ruim no Brasil? (cont.)

Seguindo a discussão sobre a qualidade do jornalismo econômico:
Eu acredito na divisão do trabalho e nas vantagens comparativas. Portanto, eu acho que existe papel para a pessoa que transmite o conhecimento científico para o leitor não-especialista. Em um mundo ideal, profissionais especializados traduziriam enquanto os economistas fariam seu trabalho. Se os envolvidos têm diploma de Jornalismo, Economia, Letras ou História, isso não entra em questão.
No mundo real, contudo, os jornalistas econômicos mais célebres são muito ruins e vão além de suas funções de tradutores. Imaginem que absurdo seria se um jornalista científico tivesse suas próprias teses sobre evolução ou teoria da relatividade? Na Economia, contudo, isso é lamentavelmente muito freqüente.
Qual a solução para a situação? Sei lá. Quem sabe soltar exemplares da Economist sobre as principais capitais?