Prêmio Eço - Duas entradas

O sempre cooperativo Marcelo Passos me mandou essa pérola de ignorânica escrita por Adolfo Wendpap na Revista Idéias (Curitiba-PR). Reproduzo o texto e os comentários do Marcelo:

"Comércio perde aderência

A microeconômica regional sofre com a concorrência paraguaia. As baixas taxas comerciais cobradas no Paraguai atraem cada vez mais brasileiros ao mundo: La garantía soy yo. Um dos produtos mais visados atualmente são pneus. Muitas vezes por estarem tão sujos de lama quanto os antigos, eles nem entram na cota de importação dos produtos adquiridos no Paraguai."


Festival de besteiras em três linhas!

1) O cara erra no título: afinal utilizar “Comércio perde aderência” para se referir a muamba de pneus é o pior trocadilho que li nos últimos anos.
2) Depois, se refere à “microeconômica regional”. Valei-me meu São Varian!
3) Em seguida se sai com esta: “As baixas taxas comerciais cobradas no Paraguai atraem cada vez mais brasileiros ao mundo: La garantía soy yo”. Repara que o mundo a que ele se refere é, presumo, Ciudad del este, antigamente chamada de Puerto Stroessner. It`s a very small world...
4) Aí o cara erra na concordância: “Um dos produtos mais visados ultimamente são os pneus”. Mas, afinal, que mal há em cometer erros de concordância verbal? Até o presidente se engana com os plurais, não é mesmo?
5) Finalmente, diz que os pneus sujos comprados por brasileiros não entram na cota de importação dos produtos adquiridos por brasileiros no Paraguai. Na certa os fiscais são preconceituosos...


Outro colaborador, que prefere ficar anônimo, me manda esse link. O autor ganhará o prêmio no quesito linguagem empolada. Minha frase predileta?

"O plano também expunha, com o passar do tempo, uma contradição endógena: a sobrevalorização do real liquidava as reservas."

"Contradiçao endógena" é lindo. Sou capaz até de criar um bloco de carnaval com esse nome.

Um comentário:

Vinicius disse...

Leo,

Vale frisar que, ao menos pelo que podemos ver no texto, o autor não sabe que tampouco e tão pouco são expressões distintas.

Trata-se de um analfabeto em várias dimensões!!!

Vinicius Carrasco

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