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Mostrando postagens de 2015

Primeiro com tragédia, depois... vocês sabem

No governo Goulart, o ortodoxo Santiago Dantas - sempre alvo das críticas da esquerda do próprio PTB- caiu tão logo os custos do ajuste fiscal se mostraram. Ele foi sucedido por Carvalho Pinto, um político conservador, com apoio do empresariado, mas que, ao tomar posse, disse que o crescimento seria a prioridade. Não deu certo e a política econômica foi ficando cada vez mais populista.
Mais aqui.

Feliz Natal

Sparks: Christmas Without a Prayer

Meu pai

Ele faleceu na semana passada. Boliviano, filho de sapateiro, fez medicina no que viria a ser a UFRJ e trabalhou até se aposentar no Hospital do Câncer do RJ.
Abaixo, sua ficha de imigração de 1957. (Encontrei o registro no FamilySearch).



Diversos

Diversos

Quem se beneficiou da primeira globalização (1870-1913)?

Em The Wind of Change: Maritime Technology, Trade and Economic Development, Pascali usa  como estratégia de identificação as mudanças assimétricas nos custos de transporte decorrentes da introdução do barco a vapor. Isso é brilhante, mas o resultado é meio previsível: os países que tinham boas instituições foram os beneficiados com a primeira globalização.
Claro que eles ganha uns bons pontos comigo por ter um título que faz referência a uma música ruim dos Scorpions.

Por 1,99 você compra minha magnum opus

Douglass North

Não quero dar uma de hipster, mas as melhores páginas do North estão em dois artigos de começo de carreira:
 Location theory and regional economic growth. The Journal of Political Economy, p. 243-258, 1955.
 Agriculture in regional economic growth. Journal of Farm Economics, v. 41, n. 5, p. 943-951, 1959. Nestes artigos, eles não só criou a Teoria da Base Exportadora, como teve sacadas ótimas sobre a relação entre as características do produto exportado e o desenvolvimento posterior das regiões. (Philipp e eu escrevemos sobre isso aqui.) Essas contribuições de North foram eclipsadas pela sua obra posterior, mais ligada diretamente ao papel da instituições.
Apenas por curiosidade, eu estou com planos de dar um pulo em Duke, ainda durante essas estada nos EUA, para acessar seus arquivos. Ao que parece, tem uma caixa com papéis de sua visita ao Brasil nos anos 1960.

O que faz o historiador econômico?

O desenho está no artigo Economics and the Modern Economic Historian, que sairá no Journal of Economic History. O texto é ótimo e mostra como a História Econômica entrou na moda. Na verdade, seu autor, Ran Abramitzky, é um bem representativo: ele publicou nos melhores journals e é uma das estrelas do departamento de Economia de Stanford. O gráfico abaixo mostra como têm aumentado o número de papers sobre história econômica nos journals top-five de Economia nos último anos:

Diversos

Meu sociólogo favorito, Diego Gambetta, e coautor explicam a razão de tantos terroristas serem formados em engenharia;A Amazon colocou o meu livro por R$1,99 nesta semana de Black Friday;"Why would we take our cues about energy policy, or anything, from a country that clearly hasn’t discovered Curb Your Enthusiasm or Game of Thrones?" Zoação com a Escandinávia;O melhor no final: Por que ninguém me contou do site "Por quê: economês em bom português"?  É um site didaticão (no melhor sentido) para explicar o básico de Economia para o público leigo, feito por alguns dos melhores economistas brasileiros. Vida longa e sucesso!

O prêmio Nobel estava errado

O Angus Deaton publicou estudo em que concluía que a mortalidade dos homens brancos de meia idade teria aumentado nos EUA. O Andrew Gelman estranhou, pegou os mesmos dados e percebeu que o efeito era resultado da forma de agregação das idades. Fazendo os ajustes corretos, descobriu que, na verdade, a taxa de mortalidade das mulheres brancas aumentou e a dos homens, caiu. Aqui ele elabora mais a questão e apresenta o código em R.
Ciência funciona!!! O prêmio Nobel não é argumento, nem garantia de que o ganhador é infalível. Como já dizia o Francis Bacon em Novum Organum (1620): "Dados importam, mané."

O futuro

Desregulamentação bem-sucedida no Texas: energia elétrica gratuita a partir das 21:00;Uber da cozinha. O vizinho prepara o rango e você pega a marmita com ele;Uber da maconha (legal). Reportagem do LA Times;Pillpack: um jeito decente de tomar remédio;Aeroporto de Los Angeles terá terminal só para celebridades;Salmão transgênico foi liberado: ele cresce na metade do tempo (e é estéril).

Amigos ganham prêmios

Meus colegas da Diretoria no Ipea ganharam alguns prêmios nos últimos dias:

Daniel da Mata e Guilherme Resende - ganhadores de um monte de prêmios internacionais de regional science -  são finalistas do prêmio da SBE com o paper de avaliação do Fundo Constitucional do Nordeste;Sergio Gobetti e Rodrigo Orair tiraram primeiro lugar no Tesouro Nacional.Por fim, o Heitor Pellegrina - que não é colega de Ipea  e é super talentoso e gente boa - faturou um dos prêmios para novos pesquisadores lá no North American Regional Science com um trabalho sobre desmatamento na Amazônia. Atualização: O Guilherme Resende ganhou outro prêmio: o do Banco do Nordeste com um trabalho sobre a avaliação do FNE!
Parabéns para todos!

A "Zona Franca de Manaus" dos Chineses

Em 1964, a China - com medo de guerra - resolveu criar indústrias contra qualquer lógica de localização. Elas deveriam estar em  locais:  “dispersed, hidden, close to the mountains, and when necessary, in caves". Na década de 70, a iniciativa acabou. Surpreendentemente, ao contrário de Manaus, mesmo sem os incentivos, esses locais ainda crescem mais rápido do que outros comparáveis.
Aprendi isso no paper "Industrialization from Scratch: The Persistent Effects of China’s "Third Front Movement"  que vou comentar aqui em Portland no encontro da North American Regional Science.
(A propósito, ainda não vi a clássica figura hipster ou homeless, mas já esbarrei com uns parecidos).

Médico negro ou branco?

O professor da UFES está errado. Tudo mais idêntico (mesma formação e experiência), faz mais sentido preferir um médico negro a um branco. O motivo é simples: estatisticamente, ele ralou mais do que o branco para chegar onde está. Logo, em média, deve ser mais inteligente ou motivado do que os que tiveram um caminho mais fácil.  Além disso, se ele for bem-sucedido na carreira médica, significa que ele é tão bom que conseguiu vencer o preconceito dos pacientes.

Notas:
1) Claro que é um jeito bem estúpido escolher o médico com base na cor, né?
2) Se foi isso mesmo que a matéria conta, o professor não deveria ser demitido. Deveriam debater, mostrar que o cara está errado, apresentar argumentos etc. A universidade é o lugar para falar besteira e ser criticado; não para ser demitido por ter falado besteira.
3) Em termos do Judea Pearl, a associação inversa entre duas características independentes que contribuem para o resultado é gerada por "conditioning on a collider".
4) Sim, u…

Da série: não tenho saudades do passado

No começo do século XIX, a expectativa de vida (aos 5 anos) em Paris era de 44 anos, 5 a menos do que restante da França. E, em 1890, havia uma diferença de 12 anos de expectavida de vida entre os bairros mais pobres e os mais ricos da cidade.
Aprendi isso no texto ótimo de Kesztenbaum & Rosenthal "The democratization of longevity: How the poor became old in Paris, 1870-1940."

(No caso brasileiro, não custa lembrar que a situação era horrível mesmo em 1940.)

G-computation parece mágica

No ótimo curso Logic, Causation, and Probability fui apresentado aos tais do G-methods. É um jeito muito criativo (e meio estranho, devo admitir) de obter inferências causais a partir de dados observacionais. Os métodos foram criados pelo James Robins, de Harvard, e - até onde sei - só o pessoal da Epidemiologia usou..
A mágica está em tratar o contrafactual como se fosse um problema de missing data e assim calcular o efeito do tratamento. (Tá, é mais complicado que isso, mas essa é a intuição)
Aqui vai um texto didaticão que apresenta até o código em R.

Liberação da maconha, grupos de interesse e monopólio

Em Ohio, os investidores que bancaram a campanha pró-liberação incluíram na proposta a garantia de monopólio para os seus 10 "maconhais". Resultado: perderam o referendo.
Aqui na California, os pequenos plantadores já temem que a regulamentação estatal os prejudique. E o Estado? Um advogado especializado em maconha afirma que a regulamentação: "is done to create taxable events at the state level for revenue capture".
Parece até  exemplo tirado de  livro-texto de Escolha Pública!

Top Income Shares and Inequality in Brazil, 1928-2012 por Souza e Medeiros

Quase um século de análise da distribuição de renda no Brasil.O trabalho impressionante do Pedro Souza e do Marcelo Medeiros é - com certeza- um marco na discussão sobre o desigualdade de longo prazo no Brasil.


(O trabalho foi recém-lançado, mas uma versão anterior já havia sido publicada em 2014. Eu comi mosca e não postei).

A polêmica sobre "The Half Has Never Been Told: Slavery and the Making of American Capitalism”

A Economist pediu desculpas pela primeira resenha que fez do livro. Mas agora o Journal of Economic History publicou quatro resenhas sobre  The Half Has Never Been Told e parece que o livro é ruim mesmo: cheio de imprecisões, deturpações, contas malucas e desatualizado.

Wyllys e Bolsonaro: uma relação simbiótica

Se você estiver com muita pressa, pule para esse ponto.

Maduro

Mau-caratismo: Maduro gravou ilegalmente o economista Ricardo Hausmann conversando com um empresário sobre como recuperar a Venezuela pós-chavista. Claro que os chavistas viram nisso uma conspiração internacional. Muito deprimente. O apresentador-  com o tacape na mesa- é bem representativo. O texto do Hausmann sobre o assunto está aqui, com direito a reclamação pelo silêncio da Dilma. Burrice: Maduro vai apertar o controle de preços. A História Econômica ensina:é uma péssima ideia. Desde o Imperador Diocleciano (ano 300), se sabe que não dá certo.

Política industrial na prática

Quem pede maior realismo nos modelos econômicos não percebe que isso pode gerar resultados que recomendam menos- e não mais-  intervenção do governo. Exemplo: política industrial. Inocentemente, dá para criar um monte de situações que justificariam a intervenção do governo. Agora, se você for mais realista e incluir políticos, grupos de interesse, et caterva no modelo, a recomendação será "olha-eu-sei-que-tem-falha-de-mercado-mas-as-de-governo-são-piores".

Holanda acabou com o sistema de patentes em 1869 por motivos ideológicos

(...) "the central reason why the Netherlands abolished patent laws in 1869 was the ideological link between patents and protectionism; patent laws were at odds with the Netherlands’ commitment to free trade."  O resultado? A inovação na Holanda mudou de direção para aquelas áreas em que as patentes eram menos importantes. Aprendi isso aqui:
Moser, Petra. "How Do Patent Laws Influence Innovation? Evidence from Nineteenth-Century World's Fairs." The American Economic Review 95.4 (2005): 1214-1236.


Nunca estive em tão boa companhia!

(Na verdade, estou me sentindo um penetra) O trecho está nos agradecimentos do livro do novo do William Summerhill: Inglorious Revolution: Political Institutions, Sovereign Debt, and Financial Underdevelopment in Imperial Brazil.

Não houve "Reversal of Fortune" no nível subnacional

Os três princípios da Escola de Chicago

Disse o Harberger:
 “First, the world is so complicated, so unfathomably complex, that we need theory to make sense of it,”
“Second, theory is useful only to the extent that it helps us predict outcomes.”
“Third, make sure that market forces work. I liken market forces to wind and tides. It’s at your own peril that you try to defy them.” Vale muito a pena ler o texto, ver as fotos e o vídeo. Ótima a história de como as carinhas achavam que o multiplicador do gasto do governo era 5, até o Harberger estimar e encontrar 1,1 .
(Dica do Thales Zamberlan, doutorando da USP, que está aqui na UCLA)

Chamada de artigos: Revista História e Economia

"A Revista interdisciplinar História e Economia é uma publicação semestral impressa do Instituto de História e Economia. A proposta do Conselho, formado por professores da USP, UFF, Unicamp e outras importantes universidades, quando criou o Instituto, foi resgatar e incentivar uma parte da nossa pesquisa pouco privilegiada nos centros acadêmicos, como a História Comparativa, a História Econômica e a História Política. Receberemos artigos até o dia 30 de novembro de 2015. Os artigos serão publicados no v. 15, 2 º semestre de 2015.Os artigos devem ter no mínimo 20 páginas e ser enviados para o e-mail revistahistoriaeconomia@gmail.comA Revista dedica-se à publicação de trabalhos nas áreas de Economia, História Econômica, História Política e História da África. Publicamos somente textos originais, aceitando em casos especiais, a publicação simultânea em revista estrangeira. Recebemos artigos em português, inglês, espanhol ou francês.
Os artigos poderão ser referentes a quaisquer paíse…

Contra a regra dos 2 desvios

A maior parte das minhas frequentes violações da regra foi causada por falta de auto-controle e procrastinação. Pensando bem- contudo -  eu consigo argumentar que há uma situação em que é defensável violar a regra dos dois desvios.
Em um debate público, apresentar um fato, evento, ou evidência que mostre que o outro lado está errado serve para mostrar aos que acompanham o debate o quão sem-noção é o infrator. Quem disse o absurdo não mudará de opinião, mas perderá a credibilidade.  Apresente o fato e não bata-boca.

Congresso de Economics and Human Biology em Tuebingen, Alemanha

Economics and Human Biology Tuebingen, October 15-16, 2016
Call for papers This two-day workshop focuses on Economics and Human Biology. The conference is devoted to the exploration of the interrelationships between socio-economic processes and human beings as biological organisms. Themes include: The impact of socio-economic processes, such as industrialization, urbanization, agricultural policy, technological change and commercialization and the degree of penetration of the world food system on biological welfare and health outcomes.The effects of government intervention programs, as well as macroeconomic and public health policy on the human organism at either the individual or the population level.Feedback effects from human biological outcomes to economic growth at the national, regional and local levels insofar as healthier individuals invariably lead longer, more creative, and more productive lives, thereby influencing the course of economic development.The complex symbiotic relatio…

"How to Read a Paper " por Trisha Greenhalgh

O livro é voltado para a área de Epidemiologia (o subtítulo é: "the basics of evidence based medicine"). Há um versão preliminar como paper.
Eu o recomendo para todo mundo, inclusive para qualquer um que possua um corpo físico. É sensacional.

Nunca confie em pesquisas de satisfação

Mestre Elio Gaspari diz que falar mal do SUS é "vício irracional", porque os usuários do SUS não o acham tão ruim quanto os que não o usam.
Nem poderia ser diferente, né? Existe um grave problema de viés de seleção. Os clientes da pizzaria batepapo certamente gostam de lá. Ou o público da Família Lima deve achar que eles são audíveis. E assim por diante. Na verdade, o caso do SUS é pior porque seus clientes não tem lá muita alternativa. O próprio Gaspari relata que 53% dos usuários acham o SUS "ruim" ou "péssimo". Ou seja, com um pouquinho mais de renda, os pacientes fugiriam do SUS. Além disso, como confiar no que as pessoas respondem? (Eu mesmo sou campeão de elogiar a comida horrível em restaurantes que abominei e também aperto o botão de "satisfeito" sem qualquer motivo).  O SUS é bom? Sei lá, mas não é perguntando aos clientes que você vai descobrir. Imagino que existam medidas objetivas mais apropriadas: tempo na fila, sobrevida, infecçõe…

Por que um heterodoxo sincero pode defender o ajuste fical?

Esse paper apresenta um mecanismo possível (o velho: "Viu? Eu te disse!"):
"Machieavellian Experimentation" por Xie e Xie Abstract This paper proposes a mechanism in which, instead of intensifying disagreement, polarization of beliefs could eliminate political gridlock: Significant political payoffs from being proven correct by policy experimentation could drive decision makers who disbelieve in the new policy to agree to policy experimentation, since they are confident that the experimentation would fail and increase their political power. We formalize this mechanism in a collective decision making model in the presence of heterogeneous beliefs in which any decision other than the default option requires unanimity. We show that this consideration of political payoffs can eliminate the inefficiency caused by unanimity when beliefs are extremely different, but could also create under-experimentation when beliefs are slightly different. We illustrate the empirical re…

"A Estabilidade Da Desigualdade entre 2006 e 2012: Resultados Adicionais" por Pedro Souza e Marcelo Medeiros

Aqui e a matéria no Valor.
Fofocas:

O Pedro está em Berkeley, trabalhando com Emmanuel Saez e cia.Do pouco que sei sobre o que Pedro e Marcelo estão preparando, já posso antecipar que eles revolucionarão o estudo da evolução da desigualdade no Brasil no século XX. Sim, no século XX.

Você confia nos cientistas?

Nos EUA, 88% e 87% dos cientistas acreditam que os transgênicos são seguros e que o aquecimento global foi causado pelo ser humano. Já no público em geral é mais """cético""": só 37% e 50% creem nas afirmações anteriores, respectivamente.
Como será o perfil de quem acredita ou não nessas afirmações? Meu chute:

Transgênicos são segurosSimNãoAquecimento global
foi causado pelo ser humanoSimCongratulações!
Você é coerente e segue a opinião majoritária
dos cientistas.Incoerente. Aposto que você é "de humanas", não é?NãoIncoerente. Desconfio que você é contra o aborto e a favor da pena de morte.Coerente, mas você é uma raridade. Você desconfia da Ciência e deve usar um daqueles chapéus de alumínio para se proteger das ondas do wifi.

Diversos

Vitor Wilher apresenta em um vídeo curtinho sobre como o R pode facilitar a sua vida. Ele também fez postou um vídeo mais longo com um bate-papo sobre o papel do R no ensino do Economia. (Valeu, Shikida, pela referência!); Bernardo Furtado e Isaque Eberhardt divulgam a primeira versão do modelo de simulação baseado em agentes: A simple spatial economic model: a proposal;Quer publicar nos top five journals? Tente história econômica! (Dica do Pedro Américo);"Que variáveis incluir na regressão?" (Eu acho que já postei esse link do Análise Real, mas ele é tão bom que repito a dose. A propósito, quem tiver interesse nos Directed Acyclic Graphs, recomendo o pacote dagR.

Licões de vida com Franz Ferdinand + Sparks FFS

Estou na fase de achar sentido em letras pop. A colaboração inusitada dos caras do Franz Ferdinand com os coroas malucos do Sparks tem me fornecido muito material.
Tenho sorte com os meus coautores. Nunca briguei e sempre achei que eles trabalharam mais do que eu. De qualquer forma, vou guardar essa música para momentos de frustração:



Já esse trecho de Piss Off pode servir em uma infinidade de situações: desde seminário acadêmicos até à situação política brazuca:
"It's always inexplicable
It's inexplicable
But still they're eager to explain
It's always inapplicable
It's inapplicable
But they'll apply it all the same
It's always irrefutable
It's irrefutable
But still their arguments remain
Get to the point and point to the open door
Get right to the point and there's the door"

"The longevity of famous people from Hammurabi to Einstein" de la Croix and Licandro

Sobre o Nobel 2015

Confesso que nunca li o Angus Deaton.  (Mas The Great Escape estava já no meu carrinho de compras da Amazon. Não é nada, não é nada... não é nada)Hoje é o dia do ano em que alguns caras, geralmente vindos de áreas ainda mais 171, dirão que Economia não é ciência, não há prêmio Nobel de Economia...  e outras chatices.Segura firme, Baumol!

Diversos

Antoninho de Botucatu agora tem seu próprio blog (não sei quem é o autor);Excelente blog do Bernardo Guimarães;Para quem andou isolado, como eu, aviso que o Celso Barros (do clássico blog NPTO) está com coluna na Folha. A primeira coluna rendeu polêmica e resposta no Leis de Oferta (Pô, Vinícius, encurta aí os textos! A regra é clara: réplicas tem que ter-  no máximo - o  tamanho  do texto original + um 5% de tolerância);Guy Franco é sensacional. Prova.;Para reforçar, recomendo novamente o Mercado Popular.

William Baumol, meu voto para o Nobel de Economia de 2015

Caros suecos, ele está com 93 anos! Se não for agora, quando?  Suas pinturas não são lá grande coisa, mas a obra econômica é sensacional.

Judea Pearl

Estou estudando Casuality, o livro do Judea Pearl, para a disciplina "Logic, Causation, and Probability". Dessa vez, eu espero realmente aprender. O cara é brilhante. Leiam só o discurso  "The Art and Science of Cause and Effect" (as ilustrações são ótimas).
Eu só fiquei chateado porque descobri ontem que ele é pai do Daniel Pearl, o jornalista que foi sequestrado e morto no Paquistão. Coitado.

E tem gente achando que criticar a sociedade de consumo é novidade:

'In the ancient world, "men were... forced to labour beacuse they were slaves of others; men are now forced to labour because they are slaves to their own wants" Sir James Steuart, em Inquiry into the Principles of Political Economy, 1767.  Repito:  mil-setecentos-e-antes-da-invenção-da-comida-em-lata. Citação no Allen.

"In England, the proportion of the population who could sign their name rose from about 6 % in 1500 ...

to 53% in 1800". Fonte: Allen, 2009.

Laffer, Cheney e Rumsfeld

A Curva de Laffer existe, mas na mão dos políticos e dos economistas irresponsáveis é um perigo. Eles sempre dizem que estamos à direita do máximo de arrecadação: ou seja, uma redução das alíquotas levaria a um aumento da receita do governo, uma vez que a atividade econômica seria estimulada. É a fantasia atraente supply-sider. (A fantasia simétrica keynesiana é: "se gastarmos mais, o PIB aumenta mais que proporcionalmente e a arrecadação também. Festa!")
O repugnante vídeo abaixo, com o próprio Laffer, Donald Rumsfeld e o Dick Cheney, mostra o nascimento dessa ideia perigosa. (O jantar da trinca deve ter sido concentração de mau caratismo da história, só comparável talvez ao dia em que Nixon jantou sozinho.*)
* A frase original.

Diversos

Apresentador argentino se perde ao comparar o poder de compra do salário mínimo na Argentina e no Brasil. Constrangedor;32% dos sem-teto em Los Angeles teriam nível superior, contra 25% da população em geral. Acho pouco provável. Ou eles entevistaram vários King Size, ou confundiram hipsters com homeless. (via Urban Demographics);Vou ter que apresentar em uma disciplina aqui: "Medieval Universities, Legal Institutions and the Commercial Revolution" de Cantoni e Yuchtman sobre criação de universidades em 1386  na Alemanha. Eu preferiria discutir outro mais divertido: cervejarias e prostíbulos alemãs como placebo no crescimento regional de longo prazo ;Enquanto isso, na área de Humanas da UCLA: The Legacy of Che Guevara.

Diversos

Para manter a sanidade e dar conta das coisas que eu tenho que fazer na UCLA, eu estou tentando não ler sobre o Brasil contemporânea. Mesmo assim, não resisto e tenho que compartilhar alguns links:

Schwartsman e Bernando Guimarães respondem se a crise é importada ou não;  Meu colega Adolfo chama atenção para os problemas fiscas dos estados e municípios. Lembro que o Adolfo, nas nossas conversas de corredor em meados de 2014 (ou mesmo antes?), previu corretamente até o mês da crise;Queria lembrar um post meu de 2013 sobre a a visão hoLLandesa sobre política econômica.

Pare de reclamar da vida e dê uma olhada na expectativa de vida

...na Inglaterra entre os séculos XVI e XVIII. Não só era baixa, como caiu ao longo do tempo.
















Fonte:
Voigtländer, Nico, and Hans-Joachim Voth. "The three horsemen of riches: Plague, war, and urbanization in early modern Europe." The Review of Economic Studies 80.2 (2013): 774-811.
O trabalho é ótimo. Eles mostram que houve - durante certo tempo- uma relação direta entre renda per capita e mortalidade na Europa (mas não na China).
 (Como vocês podem intuir, eu estou fazendo um curso de História Econômica Ocidental aqui na UCLA).

"Seu filho não é nenhum Einstein": primeiros nomes e carreiras científicas

Um pouco por curiosidade e também para aprender a trabalhar com bases grandes de nomes no R, fiz o seguinte exercício:

Contei os brasileiros na base do Lattes (aproximadamente 1,5 milhão de pessoas) que têm nomes de cientistas famosos (coluna Science);Na Rais identificada, busquei os com nível superior (uns 6 milhões) que também tivessem nomes de cientistas (coluna General);As colunas "Share Science" e "Share General" indicam o número de primeiros nomes famosos por milhão no Lattes e na Rais A coluna "ratio" é a razão entre os dois shares. Valores iguais a 1 indicam que os nomes são igualmente represntados em ambas as bases. Valores maiores que 1 indicam que o nome está sobrerepresentado na base do Lattes. Há, por exemplo, 29,5 "Arquimedes" por milhão na base Lattes; e apenas 24,2 na população em geral. Isso resulta na razão de 1,2.
O resultado é que- de fato - existe mesmo mais gente com nome de cientista na base do Lattes do que seria esperad…

Expulsar os muçulmanos não foi uma boa ideia

No dia 22 de setembro de 1609, a Coroa Espanhola decidiu expular 300 mil muçulmanos. O senhores feudais eram contra, porque esses infelizes eram taxados em  até 40%, bem mais que os cristãos. Os mouros foram escoltados para fora do reino levando só o que pudessem carregar.
O resultado? Demorou quase uns 200 anos para a população das localidades mais atingidas se recuperar. O produto per capita se convergiu relativamente mais rápido (em parte porque o denominador - as capita - caiu).
A história está contada no texto de Chaney e Hornbeck: Economic Dynamics in the Malthusian Era:Evidence from the 1609 Spanish Expulsion of the Moriscos. Até quem não curte a econometria gostará da parte histórica do artigo.

Casou tarde? Culpa da Peste Negra

É o que dizem Voigländer e Voigt. Ao matar um terço da população europeia, a Peste fez com que o trabalho das mulheres solteiras fosse demandado, especialmente na criação de animais. Isso postergou o casamento e a taxa de natalidade despencou. Por sua vez, esse mecanismo colaborou para que  saíssemos da armadilha malthusiana.
Alguns dados:
In the Roman Empire, age at first marriage was 12–15 for pagan girls, and somewhat higher for Christian girls. Herlihy (1985) estimates that by 500 ad, the average marriage age for women in Western Europe was 18–19 years. During the Middle Ages, this number may have been slightly higher than in Roman times... European Marriage Pattern, with the age at first marriage postponed to 25 or beyond, only emerged after the Black Death.    Outra coisa: a família nuclear já era dominante na Alta Idade Média. E  gente boa sustenta que ela induziu o nascimento das corporações (no sentido de empresas modernas).

Minha entrevista para o Adolfo em meados 2012

Chamada da RBEE: número especial sobre Economia Regional

Por favor, repassem aos conhecidos. Prazo: 31 de outubro de 2015. Aí vai:   O corpo editorial da Revista Brasileira de Economia de Empresas (RBEE) está organizando uma edição especial desse periódico sobre Economia Regional, a ser publicada no primeiro semestre de 2016. Convidamos todos os interessados a submeterem artigos para essa Edição Especial da RBEE.
A RBEE é uma publicação do Mestrado e Doutorado em Economia da Universidade Católica de Brasília. Atualmente, a RBEE está classificada como B3 no sistema QUALIS-CAPES da área de Economia. Além disso, ela está indexada em algumas das principais bases de dados internacionais, incluindo EBSCO Publishing, EconLit e ProQuest.
As submissões, com identificação completa, informação para contato e afiliação institucional dos autores, devem ser enviadas para o E-mail rbee.regional@gmail.com, com o assunto “Edição Especial RBEE” e especificação da área de submissão no corpo do e-mail. A data limite para submissões é 31 de outubro de 2015. Ao…

"America does not bail out losers"

Por uns cinco segundos, eu me senti o Sebastião Salgado.  "Que sensibilidade artística e social eu tenho! Sou um gênio!"


Aí me toquei. Claro que o publicitário premeditou tudo. Ele sabia que os bancos nos pontos de ônibus em Los Angeles são utilizados pelos sem-teto e supôs, acertadamente, que algum mané metido a artista ia tirar essa foto e compartilhar. Só de raiva, não vou dizer o nome do filme. Em comum com o Sebastião Salgado, eu continuo tendo só a careca e a formação de economista.

Café em pequenas propriedades

Você lembra aquilo que aprendeu na escola: "café era produzido no Brasil em grandes propriedades monocultoras voltadas para exportação"? Não é bem assim. Veja o que descobriu o Colistete em texto recente na RBE sobre o café em SP no começo do século XX :
"...as três regiões especializadas em café estavam entre aquelas com a maior área cultivada com os principais produtos (arroz, milho e feijão) destinados ao mercado doméstico" "pequenas propriedades também apresentaram altos índices de especialização no produto, particularmente nas zonas cafeeiras, indicando que a produção de exportação era atraente para proprietários de todos os tamanhos"  A história econômica do Brasil tem que ser reescrita. Não por motivos ideológicos, mas porque pesquisadores sérios coletam e analisam novos dados.

O concurso de beleza do Keynes

Eu já fiz o experimento em sala de aula. Peça que os alunos escolham um número entre 0-100. Some os valores. Quem acertar a metade da média ganha 1 ponto extra na prova. Se todos fossem perfeitamente racionais (e soubessem disso), eles deveriam escolher 0. O valor da metade da média costuma ser uns 9 ou 10. Na segunda rodada, o valor cai. A partir daí os alunos aprendem e o valor converge para 0 (Na verdade, sempre aparece um espírito de porco que escolhe 100).
O fato de eles não acertarem de primeira diz que os agentes são irracionais? Não, diz apenas que a racionalidade não é perfeita, mas eles acabam pegando o jeito. O concurso de beleza do Keynes pode - vez por outra -  não escolher a mais bela, mas raramente escolhe a menos afortunada pela natureza. Além disso, o fato dos agentes não serem perfeitamente racionais não torna automaticamente a sua teoria alternativa verdadeira. Em outras palavras, por que as pessoas seriam irracionais à sua maneira e só à sua maneira?

O aumento da segregação espacial por raça nos EUA

Os dados dos Censos dos EUA permitiram um estudo super bacana: olhar quem era vizinho de quem. O estudo (resumo aqui) mostra que a segregação racial medida como "qual a probabilidade de se ter um vizinho de outra raça" aumentou em 1880 e 1940.
Trevor Logan, um dos coautores da pesquisa, visitará o Cedeplar (UFMG) em breve. Agradeço ao grande Bernard Lanza, por me avisar sobre tão importante pesquisa.

Crise: dois vídeos e um texto que se complementam

Lisboa, Mansueto e S Pessoa (LMP) debatendo as finanças públicas e me deixando deprimido;Meus colegas Orair e Gobetti sobre a tributação. Eu admiro mesmo o conhecimento de ambos sobre os meandros das finanças públicas brasileiras contemporâneas. Discordo de muita coisa que foi dita (ex: não se importar tanto com a carga tributária, nem com outras distorções recentes), mas eles são - sem dúvida- caras que sabem das coisas e que devem ser ouvidos. (Agora, dureza é a escrotice - essa é a palavra- dos apresentadores do programa.);Post to Roberto Ellery: o texto do Dornbush e Edwards (1999) sobre populismo econômico continua valendo. De que forma eles se complementam? LMP mostram a gravidade do problema fiscal brasileiro e mostram o problema estrutural. Orair e Gobetti mostram o problema de regressividade e tem uma proposta concreta para o ajuste fiscal neste ano. E o Roberto Ellery relembra uma verdade deprimente: existe padrão na loucura. A história é antiga e a América Latina sempre a r…

Safatle e o imposto sobre grandes fortunas

É verdade que a regressividade da carga tributária brasileira é uma distorção grave. Existem várias formas de amenizar o problema, fechando brechas e copiando exemplos de outros países.
O chato é que sempre aparece alguém criativo. O Safatle já tinha dado a ideia de tributar os "22 mil jatinhos e helicópteros" (existem 724). Eu não vou discutir os outros erros da nova coluna conspiratório-professor-gente-boa-de-geografia-de-cursinho  do Safatle. Escolhi um só:
Perguntem quanto teríamos com imposto sobre grandes fortunas (tal estudo o governo brasileiro simplesmente nunca fez, por que será?). De cabeça, eu lembro de dois estudos sobre o IGF e imagino que existam outros. O primeiro é uma nota técnica elaborada pelo Pedro Humberto de Carvalho; outro foi elaborado pela Consultoria do Senado . (O autor - não sei se posso revelar o nome- me passou a memória de cálculo. Ele estimou em R$6 bi a arrecadação com o IGF. Nada perto dos R$100 bi que chutam por aí).
Safatle, não dava par…

Por que o jornalismo econômico é tão ruim? (revisto)

Faz 8 anos, eu escrevi um post que fazia essa pergunta.  Na época, eu chafurdava em nassifologia e estava bastante pessimista com a qualidade geral da imprensa.
De lá para cá,  a situação melhorou. Conforme a política econômica piorava, a qualidade do jornalismo melhorava. Os jornalistas pareceram mais atentos em diferenciar o joio do trigo, mais preparados e passaram a dar mais atenção aos especialistas. E gente super qualificada (na verdade, por vezes, overqualified  para a tarefa*) tiveram bastante espaço na mídia.
A situação ainda está longe da perfeição. Uns ignorantes ainda têm espaço para divulgar teorias econômicas criadas na hora do banho. Às vezes, no clima vamos-ouvir-os-dois-lados (ou, como eu chamo: vamos-ouvir-os-criacionistas),  pegam o louco da praça para entrevistar.  No geral, contudo, o nível aumentou. (Ou então eu apenas mudei a minha dieta de notícias).


* Sim, em um mundo ideal, eles não precisariam gastar o seu precioso tempo para explicar coisas simples ou entr…

Pergunta séria que só revela a minha ignorância sobre macro e internacional.

Por que, em uma país tão fechado como o nosso, a variação dos termos de troca influecia tanto o desempenho econômico?
O coeficiente de abertura do Brasil é o segundo menor do mundo (ganhamos apenas do Sudão). Eu imaginaria que os termos de troca não fossem tão relevantes assim. Tem enigma ou é só pensar na margem? Alguma sugestão de modelo ou é só uma nassífica ignorância minha?

Saudades do Twitter

Vou completar quase um mês de abstinência e sinto falta (em ordem decrescente de saudade):
- Mais do que tudo, sinto falta das geniais frases das geniais - mesmo!- @s que sigo; - Dos links; - Das asneiras proferidas pelas @ dos malucos/canalhas que os amigos abnegados seguem e dão RT. (Em um dia de pacote fiscal, imagino que a animação foi  animado).
- Das tretas. O lado bom é que a procrastinação caiu bastante: não substituí o Twitter por Minesweeper nem por GeoGuessr e consegui encarar algumas tarefas que eu enrolava faz um tempão.

Frequência de pesquisadores no Lattes com nome de cientistas famosos

Apenas para aquecer os dedos e treinar regular expressions, busquei na base do Lattes (1,5 milhão de observações) os pesquisadores com nomes de cientistas famosos. (Sim, eu sei que os pais dos "Edison",  "Thales", "Euclides" nem sempre pensaram nos cientistas).
Só considerei o primeiro nome de cada um. Assim, o economista  Karl Marx de Medeiros , por exemplo, ficou de fora. Vejam o resultado:


















Considerando apenas os 123 mil pesquisadores com doutorado, fica assim:

O próximo passo é criar um indicador (Frequência de Nomes de Cientistas no Lattes/ Frequência de Nomes de Cientistas na População (RAIS)). Postarei aqui os resultados.

Diversos

Uma fábula da improdutividade, por Marcos Mendes - via Irineu;O blog do Judea Pearl sobre causalidade. Com direito a tretas com Rubin e Imbens (veja o ponto #6 aqui). Você viu isso, Análise Real?;"No, we can't" pelo Alexandre Schwartsman. (Que dureza que ele precise entrar nesse debate.  Tá, a gente pode discutir qual a melhor forma de ajuste fiscal, mas é bizarro  alguém achar  que ele não é necessário!).

Harberger, 91 anos, professor em atividade

Sim, ele mesmo, a lenda, dará uma disciplina de tópicos de desenvolvimento econômico aqui na UCLA neste trimestre. (Infelizmente, não sei se vou assistir porque o curso colide com o horário de um dos seminários de história econômica.) Mas é emocionante saber que o senhorzinho continua na ativa.
Suas contribuições são muito importantes. Quando eu ensino Finanças Públicas na graduação, uso uma aula inteira só para convencer os alunos que o Triângulo de Harberger é algo real. Ou seja, mostro que existe um peso-morto para a economia, mesmo que o governo transfira os tributos direto para as famílias. É talvez o ponto que eu mais desejo que os alunos se lembrem de todo o curso.
Harberger publicou, em 1998, uma Letter to a Younger Generation que vale a pena ler. Um trecho já na abertura , contudo, já me deixou deprimido:
"Many of you are too young to remember, but it was not long ago that the policies pursued by many governments in Latin America, and the courses taught in most universi…

Posts do blog voltam ao Twitter; eu (ainda) não

O número de visitas do blog despencou depois que saí do Twitter. Será que por coincidência meus posts pioraram? Ou será que boa parte das visitas vinham de lá?
Bom, vou reativar o link blog->twitter (via twitterfeed) e ver o que acontece.
(Continuo, a duras penas, longe do Twitter.) Ainda no ramo de autopromoção, aviso que a Amazon, sei lá  o porquê, colocou o Manual de sobrevivência na universidade em promoção por R$1,99 só hoje.

Desenvolvimento e moradores de rua

Para acrescentar à lista do Chris Blattman de indicadores práticos  de desenvolvimento*:
"País desenvolvido: tem muita gente que não sabemos se é morador de rua mesmo ou apenas seguidor de um estilo de vida alternativo." Vi vários caras em Los Angeles que realmente eu não tenho certeza. Alguns exemplos aqui (o primeiro é sensacional)
A propósito, aqui os direitos de propriedade dos moradores de rua são respeitados:



* Tenho orgulho de ter contribuído com os indicadores número 1 e 7. Prova.





Espaço importa

THE history of economics has been, among other things, a story of learning to care less about land.
Dos comentários :" Rafael H M Pereira06/09/15 09:15muito bom o artigo! Mas tem um erro feio ai quando ele fala que "The numbers of people living in the central parts of London and New York have never been higher". A densidade de Manhattan era 4 vezes maior do que a de hoje ha um seculo, em 1910. Errou rude. http://urbandemographics.blogspot.co.uk/2014/12/the-rise-and-fall-of-manhattans-density.html"

"Da escravidão ao trabalho livre" de Luiz Aranha Corrêa do Lago

Lançado em 2013, é um tremendo livro. Trata-se da publicação, em português, das partes não técnicas da tese de doutorado que o autor defendeu em Harvard em 1978.
Corrêa do Lago  aplica a hipótese de Domar para entender fim do trabalho escravo nas províncias/estados do Sul e Sudeste do Brasil. Um resumo do argumento econômico da tese está no artigo publicado na RBE em 1988.
Mas não é só isso. O autor acrescentou um Posfácio com uma longa visão da produção recente história econômica sobre o Brasil. Aprendi muito mesmo com esse capítulo extra.
O livro é realmente essencial. Totalmente recomendado.

Colônias de Povoamento Versus Colônias de Exploração: de Heeren a Acemoglu