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Tudo que você queria saber sobre "Doença Holandesa" na América Latina

O Albert melhor-aluno-do-Gerschenkron Fishlow e o Edmar Bacha produziram
Recent Commodity Price Boom and Latin American Growth: More than New Bottles for an Old Wine?. O artigo sintetiza o debate, as evidências empíricas, a história recente de países selecionados e toma posição. Fortemente recomendado!

Alguns trechos sobre o Brasil:
... the academic studies that have looked into this question failed to find evidence either for the Dutch Disease of the deindustrialization thesis (See Puga, 2007; Barros and Pereira, 2008; Jank et al., 2008; Nassif, 2008; Souza, 2009; Bonelli and Pessoa, 2010). Non-commodity-related-industries are finding harder than before to maintain their exports growing, but they have plenty of room for expansion in a rapidly growing and still well-protected domestic market.
Academics point to the obvious, beyond the immediate policy-mix issue—Brazil’s low savings rates and persistent government budget deficits. Were savings higher and deficits lower, interest rates could be reduced without risking higher inflation and providing room for a more competitive exchange rate. Without such austerity, however, the country seems condemned to a less-than-par potential GDP growth rate that may lead to increasing discomfort with current macroeconomic policies, and stronger appeal of long-abandoned populist policies.
A conclusão:
For Latin America’s economies the question is if the wine has now finally arrived to maturity-–and can be fully appreciated in the new bottles without provoking inebriation.
(Obrigado ao José Roberto Afonso).

Comentários

oi, Léo:
antes vira o registro, vi o artigo, li, amei, pensei, voltei para ver comentários, não os vi e decidi fazer este. e mais um: hoje eu acho que a ISI foi um erro, pois o problema não era a "primarização", mas a sociedade arcaica. e esta se resolve com provisão de bens públicos (justiça etc) e de mérito (educação etc). sem eles, o que surge é a substituição da economia dual de Lewis (citado por B&F) pela dualidade atual (menos de 60 milhões de empregos formais e mais de 20 milhões de empregos precários). esta é uma das diferenças fundamentais com a intervenção governamental coreana.
DdAB

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