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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Diversos

Não se fazem mais primeiros parágrafos de papers na Econometrica como antigamente (com direito a nota de rodapé com poesia! );Anúncios antigos ofensivos ou a-prova-de-que-o-mundo-melhorou;Juro que eu já imaginava isso. Todo infeliz que me corrigir dizendo que o certo é "yôga" vai ganhar um link para esse texto;Para fechar o domingo: o genial Charlie Brooker sobre Kadafi (via boingboing).

Eu errei

Eu escrevi aqui que a recessão de 2008 ia ser tão mixuruca que nem chegaria a merecer um nome. Mas quando o grande historiador econômico Nick Crafts se junta aos que a chamam de Grande Recessão, parece que o nome veio para ficar. (Bem, basta saber se a alcunha sobreviver no longo prazo. Afinal, até a década de 30, a "Grande Depressão" se referia à crise de 1873-1896. E A Grande Depressão também já foi chamada de Great Slump) De qualquer forma, sugiro a leitura do texto do Crafts que conclui:
"Two cheers for economists

It can be argued that from the autumn of 2008, economics and economic history had a good crisis. Some of the lessons of the 1930s had been well learned, especially by the Federal Reserve led by Ben Bernanke, a scholar who has made seminal contributions to research on the period. Aggressive policy responses prevented a collapse of the banking system and injected fiscal and monetary stimulus, which limited the downturn. Similar actions in 1930/1 would have av…

The conference handbook - George Stigler

O texto do Stigler é um clássico e circulava bastante no Brasil nos anos 1980, como parte do livro "O Intelectual e o Mercado". A idéia central é que existem apenas uns 32 comentários que podem ser feitos em conferências de economia: "Adam Smith já disse isso", "Existe um problema de identificação" e assim por diante.
Apesar de ter 3 décadas, o texto envelheceu pouco. Eu acrescentaria:
"- Cadê os testes de cointegração?" (Isso foi mais nos anos 90)"- Não há um problema de heterogeneidade espacial?!". "Por que você não usou econometria espacial?" "Queen? Por que você não testou matrizes de contiguidade?""- Tenho dúvidas sobre a validade do teu instrumento"Sugestões? (Quando tiver saco, vou fazer uma lista de comentários que os econ ouvem quando existem socs, pols e geog na platéia).

Premio Eço de Ignoranssa Econômica

Entrevista com o Glaeser

Aqui. Um bom trecho:
"The great urbanist Jane Jacobs was correct about so much in cities, but she got housing prices wrong. She noted that old housing was cheaper than new housing, and so she thought that restricting new development could keep prices down. That’s not how supply and demand works. Abundant supply is the only way to reduce prices in really high-demand areas."Atualização (via Via Mankiw):
The Daily Show
Tags: Daily Show Full Episodes,Political Humor & Satire Blog,The Daily Show on Facebook

Um cluster de cyber-criminosos na Romênia

O lado ruim das externalidades marshallilanas:
“To the extent that some expertise is required, friends and family members of the original entrepreneurs are more likely to have access to those resources than would-be criminals in an isolated location,” says Michael Macy, a Cornell University sociologist who studies social networks. “There may also be local political resources that provide a degree of protection.”
Online thievery as a ticket to the good life spread from the early pioneers to scores of young men, infecting Râmnicu Vâlcea’s social fabric. The con artists were the ones with the nice cars and fancy clothes—the local kids made good. And just as in Silicon Valley, the clustering of operations in one place made it that much easier for more to get started. “There’s a high concentration of people offering the kinds of services you need to build a criminal scheme,” says Gary Dickson, an FBI agent who worked in Bucharest from 2005 to 2010. “If your specialty is auction frauds, you c…

Concurso para professor assistente da UFPel

Aqui vai o edital do concurso e as inscrições estão abertas até o dia 17 de Fevereiro. Mestres e doutorandos são encorajados a concorrer (os pontos do concurso já dizem o perfil do candidato desejado). Na boa, se eu fosse um doutorando não esperaria obter o título para concorrer. Afinal, cedo ou tarde, o festival de vagas abertas nas federais vai acabar (mais cedo do que tarde) e é uma boa já se garantir. (Curiosidade: o concurso é para vaga um dia foi minha.)

Outra coisa: uma vez defendendo o doutorado (ou já tendo o título), o aprovado já passa a professor adjunto com o salário correspondente.

Pre-industrial Inequality por Milanovic, Lindert e Williamson

Economia da Felicidade e o Golpe do Butão

A pesquisa sobre Economia da Felicidade é super bacana. Eu também concordo com as limitações do PIB/capita como medida bem-estar e tudo mais. Por outro lado, o problema desssa literatura é que ela abre as portas para a todo o tipo de picaretagem.
A maior delas é o apoio ao mito do Butão. Em 1972, um reizinho local instituiu o a Felicidade Interna Bruta e todo mundo caiu no conto do Reino da Felicidade. O problema é que o Butão tem um IDH de 0,619, 40% de analfabetos, mortalidade infantil de 45 por mil e o mal hábito de expulsar as minorias.
A propósito, o Moral Maze da BBC está com um debate legal sobre a felicidade como objetivo de política pública. (Corram, porque eles tiram os programas do ar).

Ops! Fiz lambança!

Eu errei uma linha de código no R e pronto! Lá se foi um gráfico errado. No texto "Desigualdade regional recente: uma nota a partir de dados estaduais", o Gráfico 3 deve ser substituído pelo apresentado abaixo:

Envergonhado, peço desculpas aos meus dois milhões de leitores.

Oito anos de Governo Lula

O Luciano Nakabashi, editor do Boletim Economia & Tecnologia da UFPR, tem feito um ótimo trabalho. Agora ele preparou um número especial que, ao que tudo indica, deve estar muito legal. Segue o press-release:
Caro leitor, seguindo uma sugestão do economista Irineu de Carvalho Filho (FMI), que me ajudou na escolha dos nomes e convite aos autores, resolvi organizar este simpósio sobre a política macroeconômica do governo Lula e suas consequências. Para maiores informações, acesse:
http://www.economiaetecnologia.ufpr.br/boletim/indices/volume_especial_2011.html
Depois de oito anos de governo Lula, em que presenciamos uma aparente aceleração do crescimento econômico (permanente ou transitória?), a expansão e consolidação de programas que aliviam a pobreza efetivamente, e uma surpreendente ausência de grandes reviravoltas e transformações em nosso quadro de política econômica, o momento é oportuno para convidar à mesa uma coleção diversa de economistas renomados para discutir o …

Quem mandou não estudar a teoria das vantagens comparativas

Sério, eu até entendo ímpetos protecionistas da mídia quando a economia vai mal. Fica mais difícil compreender quando, mesmo com o desemprego em baixa, vem a chiadeira. Vejam a manchete da Folha:
Estátuas do Cristo e de Nossa Senhora são feitas na China
Queriam o quê? Que fossem feitas aonde? Na Galiléia? Daqui a pouco vão lançar o Pro-souvenir para proteger a estratégica indústria nacional de fitinhas do senhor do bom fim e canetas de Itu.
Já o Globo comemora a criação de selos do Inmetro que "protegerão o produtos nacionais da competição chinesa". Eles escrevem que com isso,
"... o governo não apenas garante mais segurança os consumidores, como também filtra importações de má qualidade que vêm competindo com a produção nacional a preços muitas vezes abaixo do valor de mercado"Ora bolas! É justamente essa a idéia!!!

O Manifesto da Econometria Política

O Shikida (quem mais teria isso guardado?) prontamente me enviou o clássico manifesto já em pdf. Ele me parece bem mais amplo do que a cópia - ainda datilografada - que os meus cansados neurônios lembram de ter visto em meados da década de 90. Divirtam-se:
O manifesto da Econometria Política
Atualização: o Alex avisou que já havia postado o manifesto no mão visível. Eu não disse que ele faz um trabalho melhor e que os meus neurônios estão cansados?

Prêmio Eço de ignorança econômica... (eu não resisto)

Eu tinha suspendido o prêmio Eço. (O mão visível faz um trabalho bem melhor que o meu em detonar detonar asneiras econômicas). Contudo, um leitor anônimo me enviou um post do blog do José Paulo Kupfer. Não resisti:
"(...)Prever o futuro próximo, em economia, é uma atividade rotineira, que ganhou grande impulso com os programas de computador capazes de manipular em segundos milhares – ou mesmo milhões – de informações. Acertar é que são outros quinhentos porque não é a quantidade de dados que determina a qualidade da projeção, mas as articulações teóricas das variáveis definidas nos sistemas de equações.
No fim das contas, o índice de acerto depende mais da sensibilidade do profeta em captar as tendências históricas e os comportamentos sociais. O que está diretamente ligado ao grau de preconceito e ideologia embutidos nos modelos de previsão."
Isso lembra até um trecho do Manifesto pela Econometria Política, documento debochado que pedia que as variáveis explicativas ficassem n…

A queda do número de homicídios no RJ

Atualização: ao que parece, existe algo de podre nos números. Peço desculpas por não ter divulgado dados possivelmente equivocados.

30 por 100.000 ainda é uma vergonha. De qualquer forma, as coisas melhoraram no Rio (e em SP também). Alguém conhece algum trabalho para o RJ que tente decompor as causas da queda?

(Fonte)