Qual é a nossa mancada?

OK, todo mundo gostou do post sobre o Caio Prado Jr. Gracias.
Agora, a pergunta é: o que as próximas gerações vão  reprovar do pensamento atual? Afinal, não é possível que estejamos certos em tudo e todas as barbaridades tenham ficado no passado.
Santo Dawkins  escreveu no God Delusion que a  mancada atual está em não respeitar os direitos dos animais. Eu, que só não como foie gras por restrição orçamentária, acho que discordo. (Admito que eu não comeria bife de chimpanzé, mesmo se fosse delicioso. Panda, talvez)
E então? Alguma sugestão?

9 comentários:

Anaximandros disse...

Leo, ontem mesmo pensei nisso, no 'mato alto' atual, não tenho respostas, mas creio que algo contra e a favor do Estado, ou algo contra e a favor das privatizações, vai ser considerado um absurdo por questões morais, éticas e mais. Abraço e belo post, mais uma vez, do s.

Anônimo disse...

Eu acho que você tem que juntar a lista a forma como as pessoas vêem relacionamentos entre três pessoas, poliamor e coisas assim.

Arthur disse...

Criminalização das drogas, imigração. Talvez animais também

Anônimo disse...

Mesmo sendo um carnívoro convicto, quando li o livro do Dawkins fiquei com essa ideia na cabeça e acho que temos evidências nesse caminho.

A evolução na sofisticação da produção de carne - e qualquer coisa - de soja tem sido grande, nos EUA já se tem produtos muito próximos do original. A carne artificial está sendo desenvolvida, que pode ser feita a partir de um pouco de carne de verdade ou do zero. Ainda existe uma indicação da FAO que insetos vão precisar ser cada vez mais comuns na alimentação - no Brasil já tem gente pedindo permissão pra produzir inseto pra alimentação. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI229662-15259,00.html

Enfim, conforme se evolua nisso, comer carne vai se tornar algo desnecessário e ineficiente, talvez como usar um casaco de pele hoje. Aí abre espaço pra expansão de direitos dos animais, pelo menos aos mamíferos e vertebrados.

Criminalização das drogas e homofobia, mas me parecem apostas óbvias demais. hehe

Acho que daqui alguns séculos o consumismo-cultura do trabalho atual vão ser olhados com estranhamento. Mais ou menos como lembramos dos nossos primeiro porres de adolescência.

Drunkeynesian disse...

Ótima pergunta. Eu acho que uma que está sendo endereçada é deixar os mercados ditarem uma moral que se sobrepõe a outras.

L. disse...

Eu tenho consciência de que como bichos porque sou uma pessoa ruim. Já vale alguma coisa ou serei censurada pelas futuras gerações?

Marcelo de Oliveira Passos disse...

Homofobia e impunidade, espero, serão vistas como algo primitivo. Agora, na esfera puramente econômica, creio que os economistas do futuro acharão estranho o quanto demoramos para entender as virtudes da combinação de dois métodos ainda vistos com reserva entre os economistas: as virtudes da formalização de modelos matemático-computacionais e a complementaridade natural existente entre a história econômica e a econometria (a tão pouco reconhecida cliometria). Talvez creditarão isto à um duradouro engano epistemológico dos teóricos micro e macroeconômicos, por um lado, e à aversão natural dos historiadores ao método quantitativo. O chato é que esta constatação vai demorar muito tempo. Tempo demais para o meu gosto. Economistas precisam de aldeias ideológicas e, como dizia Simonsen, costumamos valorizar a "ignorância interdisciplinar". Abraço.

Anônimo disse...

Mas os animais não respeitam os direitos de outros animais. As leoas não respeitam o direito dos búfalos quando estes são devorados por elas. Claro que isso não justifica a violência contra os animais e a superexploração das florestas, mares e rios.

Leonardo Monasterio disse...

Gerações do futuro,
Espero que vcs nos perdoem por ainda acharmos que o bem-estar daqueles que tem a mesma cidadania são mais importantes do que o do restante da humanidade.
Desculpa, tá ? A gente era muito burro mesmo: nem tinha entendido fusão a frio e achávamos que os golfinhos não teriam como se comunicar com a gente. Abraços do passado, Leo.

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