Dois Programas da Universidade da California at Berkeley

Aposto que os cursos do Prof. EichengreenThe World Economy in the Twentieth Century e do Prof.VothFinancial Crises, Bubbles, and Crashes terão casa cheia.

Via Brad Delong.

Cáries privadas como Virtudes Econômicas Públicas

O paper começa com uma citação de Thomas e Bean (1974):
The only group of clear gainers of British trans-atlantic slave trade, and even those gains were small, were European consumers of sugar and tobacco and other plantation crops. They were given the chance to purchase dental decay and lung cancer at somewhat lower price than would have been the case without the slave trade.
mas vai em outra direção, defendendo a importância do açúcar como bem de consumo de massa no começo da industrialização européia.

Via Brad Delong. Não esqueça de ler as suas notas de aula.

Índice de Whipple em R

O índice mede a preferência por números terminados em 0 e 5 em dados demográficos de idade. Joerg Baten tem usado o índice como medida de enumeramento de população históricas. Com certeza não é o jeito mais elegante, mas ai vai o código em R que acabei de escrever:
tmp1<-data[data>=23 & data<=62]
tmp2<-tmp1%%5
whipple<-(length(tmp2[tmp2==0])/length(tmp1))*500
whipple

Gráfico dos coeficientes estimados de regressão

A partir do código em R desenvolvido pelo pessoal do Tables2Graphs (veja o blog ótimo do Eduardo Leoni, um dos autores), eu pude fazer o gráfico abaixo. São os coeficientes estimados e seus erros padrão para uma regressão sobre os determinantes de altura no Rio Grande do Sul entre 1889 e 1921.

Para gráficos realmente impressionantes no R, veja aqui.

É Carnaval!!!


Se você não tem a ginga desses alemães, ainda há salvação. Você pode participar do concurso "Dance sua tese de Doutorado". Os campeões de 2009 estão aqui. Destaque para ""Cerebral activation patterns induced by inflection of regular and irregular verbs with positron emission tomography. A comparison between single subject and group analysis". Nem preciso ler o trabalho original.

Fornicar com Freiras em Bologna no século XV

O ótimo Blog Economic History chama minha atenção para esse fantástico texto. Vejam isso :
The Order of Saint Mary Magdalen was founded in 1227 and provided shelter to repentant prostitutes and tried to marry them. It helped to blur the distinction between nunneries and brothels. Pimps commonly forced their former protégés to receive clients inside the convents (p.378).
Mais uma evidência de que o apetite humano para sexo e o comércio não podem ser freados.

Marx sobre a crise de 2008

{Suspiro} Foi-se o tempo que a gente só recebia avisos sobre crianças desaparecidas e campanhas malucas. Agora recebi esse trecho atribuído ao Marx.
"Owners of capital will stimulate the working class to buy more and more of expensive goods, houses and technology, pushing them to take more and more expensive credits, until their debt becomes unbearable. The unpaid debt will lead to bankruptcy of banks, which will have to be nationalised, and the State will have to take the road which will eventually lead to communism (Das Kapital, 1867)"
Em dois segundos meu assistente de pesquisa mostrou que - como eu desconfiava - a citação é falsa. Mais uma googlada e vi que já tem gente citando essa besteira em Português. Dureza.

Kanitz para o Prêmio Eço

O Prêmio Eço da categoria "ninguém segura o meu Brasil" vai para Stephen Kanitz. Ele diz:
G1 - Que vantagens o Brasil tem em relação a outros países?
(...)
Não é a China que vai salvar o mundo. É o Brasil, que vai mostrar ao mundo – “este está saindo”. Vai ser um alento mostrar para o resto do mundo saber que tem um país saindo da crise muito antes dos outros.

G1 - O protecionismo é necessário para o Brasil?
Kanitz - Não podemos ser protecionistas, precisamos de Justiça. Ninguém vai ficar brincando agora conosco só porque fizemos a nossa lição de casa e os outros países que não fizeram quererem agora vender a preço de banana. Isso desorganizaria inclusive a nossa indústria, quer dizer, a indústria que está dando certo no Brasil. Eu estou defendendo aqui não o protecionismo, mas uma justiça, vamos ser corretos.

Os pobres e o mercado financeiro

Tim Harford escreve:
The trouble with living on two dollars a day is that you don’t actually get two dollars a day.

Cultura e Desenvolvimento

"...nós ainda sofremos com o preconceito contra os "negócios", legado dos dias em que a aristocracia e os proprietários de terra não se envolviam em nada tão vulgar quanto comprar e vender bens."
Um ótimo retrato do Brasil, não é? Devido à formação histórica do Brasil, nás criamos uma cultura não empreendedora que tem preconceito contra ganhar dinheiro e restringiu o desenvolvimento brasileiro. Maldito legado da colonização portuguesa! Ao menos isso é o que muitos dizem...
O engraçado é que o trecho acima se refere aos ingleses e não aos brasileiros! A autora, Kate Fox, convincentemente mostra que os resíduos da mentalidade aristocrática na Inglaterra de hoje ainda explicam muito do comportamento contemporâneo de todas as classes. (Tirei o trecho de Watching the English: The Hidden Rules of English Behaviour, um livro ótimo de antropologia para não-antropólogos. Recomendo fortemente.)
Meu ponto é que, da mesma forma que essa aversão aos negócios não impediu a revolução industrial britânica, as explicações culturalistas para o atraso brazuca são questionáveis. Enfim, não foi o mentalidade escravocrata e patrimonialista que fez com que o Brasil ficasse para trás. Bem, mas isso é só a minha opinião.
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