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Aldo Musacchio na FEA/ USP

Renato Colistete apronta mais uma: traz o Aldo Musacchio para dar um mini-curso na FEA/USP. (Que pena que não poderei estar lá!):
“A Economia Politica do Desenvolvimento do Brasil”
Prof. Aldo Musacchio (Harvard University)
Dias: 8, 10 e 24 de março de 2010
Horário: 11h30
Local: FEA 1, sala A-3
Promoção: Departamento de Economia e Pós-Graduação em Economia, FEA/USP
Apoio: Reitoria USP
Informações: Secretaria da Coordenação de Pós-Graduação em Economia
Tel: 3091-6078/5886
Temas e Leituras
1. A Economia Política do Desenvolvimento nas Ex-Colônias Européias (8/3)
Acemoglu, Daron, Simon Johnson, and James Robinson (AJR). 2001. “The Colonial Origins of Comparative Development: An Empirical Investigation.” American Economic Review 91: 1369-
1401.
Engerman, Stanley L. and Kenneth L. Sokoloff. 2002. “Factor Endowments, Inequality, and Paths of Development among New World Economies” in Economía 3-1 (Fall): 41–109.
Engerman, Stanley L. and Kenneth L. Sokoloff. 2008. “Once Upon a Time in the Americas: Land and Immigration Policies in the New World.” Book manuscript, Harvard University, 2009.
2. Economia Politica do Desenvolvimento e Instituições Coloniais no Brasil (10/3)
Naritomi, Joana, Rodrigo R. Soares, and Julian J. Assunção. 2007. “Rent Seeking and the Unveiling of ‘De Facto’ Institutions: Development and Colonial Heritage Within Brazil.” NBER Working Paper 13545, October.
Sachs, Jeffrey, and Andrew Warner. 1995. “Natural Resource Abundance and Economic Growth” National Bureau for Economic Research (NBER) Working Paper 5398. Cambridge,
Massachusetts.
Martínez-Fritscher, André and Aldo Musacchio, “ Can Endowments Explain Regional Inequality? State Governments and the Provision of Public Goods in Brazil, 1889-1930” mimeo, Harvard
Business School, 2009.
Nunn, Nathan, "Slavery, Inequality, and Economic Development in the Americas: An Examination of the Engerman-Sokoloff Hypothesis," E. Helpman (ed.), Institutions and Economic Performance, 2008, Harvard University Press, pp. 148-180.
3. Educação e Desenvolvimento Econômico de Longo Prazo no Brasil (24/3)
Mariscal, Elisa and Kenneth L. Sokoloff. 2000. “Schooling, Suffrage, and the Persistence of Inequality in the Americas, 1800–1945. “ In Political Institutions and Economic Growth in Latin America: Essays in Policy, History, and Political Economy. Ed. Stephen Haber. Stanford, CA: Hoover Institution Press.
Martínez-Fritscher, André, Aldo Musacchio and Martina Viarengo. “The Great Leap Forward in Education in Brazil: The Political Economy of Education in Brazil, 1890-1940,” mimeo Harvard Business School, 2009.
Goldin, Claudia and Lawrence F. Katz, “The Race Between Education and Technology: The Evolution of U.S. Educational Wage Differentials, 1890 to 2005”, NBER Working Paper 12984,
2007.

Comentários

Que pena que não poderei estar lá! (2)
vnc disse…
Mas quem se interessa por um mexicano que fala português como um surfista carioca ("bródi") e é metido a Don Juan? Mais: precisamos proteger nossos mercados: só brasileiros deveriam poder ser brasilianistas. Aldo Musachio go home!

vnc
Anônimo disse…
Como participar ?
Anônimo disse…
O pior não é o que vnc apontou! Logo no primeiro dia, Aldo me deixou estarrec... porque frisou "as instiuições inclusivas" (liberdade,etc) como boas - impacto positivo no PIB e, ano mesmo tempo, despejou toda a mentalidade mexicana que nos é bem familiar, de tão semelhante à nossa. Ele, metido, contou que um pesquisador (ou aluno) da Universidade de Berkeley era "muito inteligente mas não esperto": postou, na internet, uma crítica a um artigo de autoria de poderosos, publicados em "top journal". Aldo enfatizou que o "não esperto", além de não conseguir publicar sua crítica no tal "top journal", depois não conseguiu emprego em nenhuma universidade top. Tudo isso, vejam bem, nos Estados Unidos. Aldo ainda se referiu ao Brasil como "um pouco menos pior do que o Haiti" e disparou: "É possível mudar as instituições desses países [um poucos acima do Haiti]?" Aldo, com o tal jeito, ainda festejou (sim, durante o curso, primeiro dia, na frente de toda a audiência): "Eu posso criticar [esse artigo de top journal], porque sou amigo dos autores".
Novo triângulo comercial: México-Harvard-Fea. Aldo parece não saber que qualquer aluno de 19 anos, da FEA, já aprendeu as lições de como manter as instituições "daquele jeito", nenhum deles de fato valoriza a tal Liberdade, todos vão achar que postar um comentário como este é "burrice" e todos mais do que concordam com "Manda quem pode, obedece quem tem juízo". Enfim: vale a esperteza, e não a inteligência. Portanto, para que tal curso? Para aprendermos que citar Celso Furtado (jamais mencionado no curso) não vai nos dar a publicação em top journal? Que temos de citar os "amigos top de Aldo"? Francamente. Mas, se puder, esteja lá no terceiro e último (espero, ultimo mesmo) dia (24/3).Então, Aldo vai comentar o melhor de todos os artigos top: aquele de que ele é coautor.

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" "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios padrãode você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico." Se você não sabe o que é desvio padrão, nenhum problema. Traduzindo: nunca brigue se o adversário for muito melhor ou pior do que você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico. Se o adversário é muito mais inteligente ou conhece muito melhor o assunto, ouça-o com atenção, faça as perguntas relevantes e aprenda. Não é vergonha. Agora, se o sujeito é burro ou ignorante no assunto, o melhor é desconsiderar. Afinal, qual é a…

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