Desde Frank Knight já sabemos do problema. Um carro a mais em uma via congestionada gera um custo adicional para todos os outros motoristas.
Agora, em Brasília, frente ao aumento do congestionamento e da falta de vagas, discutem a instituição do rodízio de placas. É uma solução muito ruim. Pode ser que, justamente no dia da minha placa, eu precise estar mais cedo no trabalho e não terei como naquele dia, trocar de placa, ou pegar o carro do vizinho emprestado.
Ninguém me perguntou, mas aí vai a minha* solução para o trânsito de Brasília:
- - Estacionamento pago em todos os setores centrais e Esplanada;
- - Pedágio urbano na zona central nos horários de congestionamento.
Ah, você deve estar pensando: "isso é injusto porque o pobre ou classe média baixa que mora nas cidades-satélite também será cobrado". Nenhum galho. Basta fazer com que os recursos arrecadados sirvam para subsidiar o transporte público dos que moram depois , sei lá, de Águas Claras. (Uma das defesas do rodízio sustenta que ele seria mais justo. Será? "Otoridades", os que tem dois carros e os tomadores de taxi escapariam igualmente da restrição.)
Por fim, tenho certeza que quando a classe média começar a pegar ônibus/metrô com regularidade, os efeitos que o Hirschman nos ensinou vão surgir e a qualidade do transporte público melhorará.
* Por "minha" enteda-se "aquela que a teoria ecoômica me ensinou".