Censo 2010 no R

O UrbanDemographics mandou essa dica nos comentários de um post anterior:
"O Anthony e o Djalma sao fora de serie. Mas confesso que nao gostei muito de usar o monetdb, entao eu criei um script em R "puro sangue" para download dos dados. O script eh bem rapido. Qualquer comentario e sugestao eh bem vindo. https://github.com/rafapereirabr/Brazilian_Census_2010"
Valeu!
Lembro que os usuários de Stata tem o ótimo site Data Zoom da turma da PUC-RJ para baixar Censos e Pnads.

Immigration and local performance in the long-run: the role of ancestry

Essa foi a apresentação de ontem no proseminar de Economic History da UCLA. Ainda não tenho paper e os resultados ainda são muuuito preliminares mesmo.
Comentários, como sempre, são bem-vindos.

Quem nada é o homem e não a piscina

Estou enrolado, só trabalhando nas minhas coisas e sem tempo para postar nada interessante (sim, minhas coisas não são tão interessantes). Vou ressuscitar aqui um post antigo que passou batido:
"Nelson Rodrigues e o individualismo metodológico
O dramaturgo, após assistir na TV um psicanalista atribuir a culpa dos problemas da juventude à família e à sociedade, escreveu:
"E eu então vi subitamente tudo. Imaginei que, diante de uma prova de natação, a psicanalista havia de concluir - "Quem nada é a piscina e não o nadador". Minha vontade foi bater o telefone para a TV Globo e dizer:- "Minha senhora, não se esqueça do homem."...
Referindo-se aos especialistas das Ciências Humanas, Nelson Rodrigues continua:
"É preciso que alguém lhes escreva uma carta anônima, com um furo sensacional:- "O homem existe! O homem existe!" E vai ser um susto, um pânico, um horror quando os citados especialistas perceberam que a besta humana está inserida na nossa paisagem"
(Nelson Rodrigues, Os Inimigos do Óbvio, 1966)
Agradeço ao meu amigo (e cientista político) Acir Almeida a citação."

O mito do multiplicador keynesiano e a Grande Depressão

Eu me arrependo de ter ensinado muitas coisas. Nas aulas de Introdução a Economia, circa 1995, um dos erros foi ensinar o multiplicador keynesiano como 1/(1-c) com c=0,8  . Mentes de 18 anos podem guardar isso para o resto das vidas; e pensam que R$1 de gasto público quintuplica o PIB. Era só um exemplo para facilitar as contas e eu não enfatizava o quão esquisito teria que ser o mundo para que isso fosse verdade.
"Ah, mas e a Grande Depressão". Bem, nem naquela época o multiplicador foi tão grande assim. Vejam o texto recente no Journal of Economic History:
The Multiplier for Federal Spending in the States During the Great Depression
Price Fishbacka and Valentina Kachanovskayaa 
 To estimate the impact of federal spending on state incomes, we develop an annual panel data set between 1930 and 1940. Using panel methods we estimate that an added dollar of federal spending in the state increased state per capita income by between 40 and 96 cents. The point estimates for nonfarm grants are higher and for AAA farm grants are much smaller and negative in some cases. The spending led to increase in durable good spending on automobiles but had no positive effects on private employment.
(Uma versão anterior aberta está disponível aqui.)
Vale lembrar também que a Christina Romer, uns 35 anos atrás, já mostrava que foi a expansão monetária - e não fiscal- que tirou os EUA da Depressão.

100 de nascimento da Jane Jacobs

Ela é a autora do melhor livro-de-economia-sem-tabela que-já-li: The Death and Life of Great American Cities. A Google fez doodle em homenagem. Mais do que merecido.

  

Download e processamento da amostra do Censo 2010 no R

Aqui. Sensacional! Parabéns para Anthony Damico e Djalma Pessoa que escreveram o código!
(Ótimo também que o IBGE colocou o link na página do Censo)

Historical trades, skills and agglomeration economies por Ehrl e Monasterio

Nova versão do paper está on-line. Comentários são bem-vindos!:
Historical trades, skills and agglomeration economies
We exploit differences in the spatial distribution of industrial and liberal occupations in the years 1872 and 1920 to instrument for today's concentration of interpersonal and analytical skills in Brazil. The data suggest that the local supply of knowledge and manufacturing provided by these historical trades favored a growth path that has shaped the occupational structure until the present day, whereby the existence of a large local consumer market was a necessary condition for this development. By means of these instruments, we present causal evidence that the regional concentration of interpersonal and analytical skills generates positive wage externalities. Particularly university graduates and workers without formal education benefit most from these agglomeration economies.

A culpa é da mandioca

Ótimo artigo sobre os determinantes do desenvolvimento no longo prazo.  A batata era a heroína do crescimento europeu, mas agora os tubérculos são os culpados pelo atraso mundo. O argumento é que as batatas são difíceis de serem roubadas; já o cereais, como não são perecíveis, tem que ser protegidos (e também podem servir para pagar os impostos). A matéria ficou interessante porque ouviu também os críticos dessa tese.
Dois pontos adicionais:
- Thales Zamberlan, que me mandou o link, chamou atenção para um possível erro nos dados. Brasil consta nos mapas da matéria e do artigo como sendo uma área propensa aos cereais e com governo complexo antes do Cabral chegar. Estranho. Se erraram isso...
- Os índios brasileiros faziam farinha de mandioca aos montes e, mesmo assim, nunca desenvolveram Estados complexos. (Obrigado pela farofa, a propósito. Talvez a única coisa que sinto falta em Los Angeles).

Dica para quem está começando no R

Ao invés de aprender a usar data.frame, plot e os comandos nativos, comece logo com: data.table, ggplot2 e dplyr. São pacotes bem mais modernos, fáceis e capazes.
Eu dou esse conselho porque comecei no R faz 11 anos e agora estou tendo que reaprender tudo. Dureza para um cabeça já cansada.
  

Conferência da NBER sobre estudos baseados em coorte

Amanhã, aqui na UCLA, mas os papers já estão disponíveis. Muita coisa boa sobre saúde, demografia, cliometria e assemelhados.
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