Aglomeração não é problema

No rádio estão todos chocados com o fato de que os 5 maiores municípios geram 1/4 do PIB nacional. Ora bolas, além do problema do MAUP, a produção é aglomerada no mundo inteiro! Fujita e Thisse (2002, p. 2) mostram que cinco prefeituras do Japão produzem 29% do PIB do Leste Asiático, apesar de equivalerem a apenas 0,18% do seu território. Igualmente, a região metropolitana de Paris produz 30% do PIB francês. Isso é muito? Pouco? Sei lá! O fato é que tal aglomeração, por si só, não deve ser vista como um problema.

3 comentários:

Anaximandros disse...

Leo, tu deves conhecer essa passagem, mas creio que vale a pena reforçar:
"Specifically, when the economy moves from dispersion to agglomeration, the rate of innovation tends to increase. Consequently, if the growth effect triggered by the agglomeration is strong enough, then even those who remain in the periphery will be better off. Hence it can be argued by Rawls' principle that there is no real conflict between growth and equity here, in the sense that all workers are made better off.
It should also be stressed that this Pareto-optimality property does not require any transfer whatsoever: it is a pure outcome of market interaction."
(Masahisa Fujita and Jacques-François Tisse, 2009, p. 116)

Leonardo Monasterio disse...

Grande S,

Valeu pela citacao. Nao tinha lido esse texto nao. Google e encontrei a referencia. Valeu! Vai para a lista de leituras...
Mas o rolo eh que esse resultado da NEG nao eh garantido, neh? Tou preparando um texto sobre "o que eh problema regional" e esbarrei nas seguintes referencias:
Charlot, S., C. Gaigné, F. Robert-Nicoud, e J. F Thisse. 2006. Agglomeration and welfare: The core–periphery model in the light of Bentham, Kaldor, and Rawls. Journal of Public Economics 90, no. 1-2: 325–347.
Matsuyama, K., e T. Takahashi. 1998. Self-defeating regional concentration. The Review of Economic Studies 65, no. 2: 211–234.

rafael p. disse...

Leo,

como contraponto desse texto, pode valer a pena incluir os estudo do Myrdal e a teoria da causalidade cumulativa.

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