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Mostrando postagens de Maio, 2009

Revolução Industrial. Por que na Europa e não na China? Por que na Inglaterra?

Duas novas explicações:
-Hans-Joachim Voth (et alii) olha para surgimento do padrão europeu de casamento. (Voth é um ótimo criador de títulos de papers, não?)
-Para Robert Allen, o comércio internacional criou as condições para a Revolução Industrial Britânica: salários altos e energia barata. Note que ele não segue as explicações tradicionais de exploração e busca outros mecanismos mais sutis. (O livro com todo o argumento está aqui. A Economist resenhou o livro).

Links diversos

- Como sempre, Mestre Duílio faz a minha cabeça girar. Recomendo fortemente.
- David Eltis comenta o livro do Laird W. Bergad, The Comparative Histories of Slavery in Brazil, Cuba, and the United States. Ainda não li, mas o livro do Bergad sobre MG é muito bom mesmo (Escravidão e História Econômica: Demografía de Minas Gerais,1720-1888. São Paulo: EDUSC, 2004).
- Cliometrica.
- Encontro Nacional da ANPEC. Prazo 20 de Julho.

Escravos Europeus na África

A Economia da Escravidão me ensinou que o trabalho cativo foi o normal. Na sórdida, brutal e longa história humana, o trabalho livre foi bastante raro. Obviamente, o tráfico de escravos também costumava ser um grande negócio, mas eu nunca imaginaria que coisas como essa aconteceram:
"According to one estimate, 7,000 English people were abducted between 1622-1644, many of them ships' crews and passengers. But the corsairs also landed on unguarded beaches, often at night, to snatch the unwary.
Almost all the inhabitants of the village of Baltimore, in Ireland, were captured in 1631, and there were other raids in Devon and Cornwall."
A estimativa- ao que parece exagerada- é que um milhão de europeus foram escravizados por piratas do Norte da África entre 1530-1780. O livro sobre o assunto está aqui.

PS. O autor do ótimo blog Economic Historypondera que o termo "escravo" não seria correto, porque a maior parte dos envolvidos era devolvida em troca de resgate. Lembrei …

Prêmio Eço - Otimismo contra os fatos

Borges, Mapas e o Método

O próprio Jorge Luís Borges lendo "Del rigor en la ciencia" (Via Boing Boing)

Para acompanhar:
En aquel Imperio, el arte de la Cartografía logró tal perfección que el Mapa de una sola Provincia ocupaba toda una Ciudad, y el Mapa del Imperio, toda una Provincia. Con el tiempo, estos mapas desmesurados no satisficieron y los Colegios de Cartógrafos levantaron un mapa del Imperio, que tenía el tamaño del Imperio y coincidía puntualmente con él. Menos adictas al estudio de la cartografía, las generaciones siguientes entendieron que ese dilatado Mapa era Inútil y no sin impiedad lo entregaron a las inclemencias del Sol y los inviernos. En los desiertos del oeste perduran despedazadas ruinas del mapa, habitadas por animales y por mendigos; en todo el país no hay otra reliquia de las disciplinas geográficas.Borges pode ser usado em lições de metodologia. Quando alguém reclamar que um modelo é incompleto, sugira a leitura de "El Rigor...". Já se a crítica for que o modelo n…

Choque de Culturas

Rodrik X Easterly sobre política industrial e crescimento econômico

"It is the economy, companheiro!": an empirical analysis of Lula's re-election based on municipal data

Prêmio Eço - A Volta

Fazia muito tempo que eu não registrava um "contribuição" ao Prêmio Eço de ignorânça econômica. Então fiz uma visita ao blog de um suspeito e, obviamente, encontrei o que esperava:
Se o governo fizer uma boa ofensiva sobre a ponta do crédito, reduzindo tributação mas também obrigando os bancos a reduzir o spread, o país poderá ingressar em uma etapa inédita de crescimento, capaz de repetir os números dos anos 70.Uau! A afirmação nem chega a estar errada ...

Mais uma mudança

Eu nunca trabalhei na vida, fui só professor. Ser pago para estudar, escrever e falar com plena liberdade faz da vida de professor um dos melhores jeitos honestos de se ganhar a vida. Bem, agora fui aprovado no IPEA para a área de regional/industrial. Tomarei posse no final do mês.
Lamento ter ficado tão pouco tempo na UFABC. Felizmente, como as disciplinas são trimestrais, eu não terei que abandonar os cursos em andamento. Os alunos, funcionários e professores se mostraram muito dedicados e a universidade parece não ter os vícios das federais mais antigas. (A propósito, a UFABC está com um concurso aberto para professor! ). Agradeço e espero que eles compreendam a minha escolha profissional.
Não sei direito o que me espera por lá, nem como é a vida em Brasília. Sempre gostei de morar em vizinhanças jane-jacobsianas e Brasília- ao menos à primeira vista- é o oposto disso. O blog seguirá o mesmo e eu continuarei pesquisando em história econômica quantitativa não só porque gosto, mas…

Lei Seca no Campus Praia Vermelha da UFRJ

Um amigo de faculdade me envia a notícia bomba. Uma boa oportunidade para microeconometristas testarem o impacto da Lei Seca no desempenho dos alunos da Economia da UFRJ.
(Apesar de ser cético quanto aos efeitos da restrição, reconheço que a minha vida teria sido bem mais chata se ela estivesse em vigor entre 1987-1992. Especialmente se a Lei atingisse não só o Sujinho, mas os bares da Lauro Müller, a padaria, o Círculo Militar...).

Cultura não importa

Os pedidos de reembolso dos gastos dos membros do parlamento britânica eram secretos. Mas vazou um cd contendo todos os valores que eles pediram reembolso no últimos anos. Adivinhem como foi o comportamento dos membros da mãe de todos os parlamentos? Picaretagem geral. Teve de tudo: gasto com comida de cachorro, homem apresentando nota de Tampax e tudo mais.
Enfim, os parlamentares britânicos agiram da mesma forma que os seus colegas brasileiros quando colocados diante da mesma situação. Por essas e por outras é que eu sou cético quanto às explicações culturalistas.

Galinhas, Caminhões e Path dependence

Oliver Williamson, Custos de Transação e Dilbert

Em um cartoon:

How useful is anthropometric history?

Por que usar o Ubuntu?

Para proteger os meus cansados pulsos com madelung, eu desisti do meu querido T61 e passei para um desktop com teclado ergonômico. Boa máquina, mas gastei quase 2 horas tirando o lixo que acompanha o Vista.
Ontem instalei o novo Ubuntu. Uma hora depois de começar, o HD foi particionado e o tudo funcionou perfeitamente, inclusive o teclado microsoft e a multifuncional, sem precisar instalar um só driver. Uns 30 minutos depois, todos os softwares que eu usava no T61 já estavam rodando. (No Ubuntu, para instalar os softwares basta selecionar em um lista e pronto. Ele baixa, instala e fica de olho quando sai uma atualização. Nada de ter que ir no site do fabricante, fazer o download e clicar em milhões de "Eu aceito"). Maravilha.

Ulisses M. Ruiz de Gamboa, um cliometrista

Eu- misteriosamente - não conhecia os trabalhos do Ulisses. Já faz uns bons anos ele manda ver no estudo das finanças públicas brasileiras no longo prazo e agora ele -junto com o William Summerhill - está tirando esqueletos dos armários fiscais brazucas.
Na semana passada, eu o conheci e vi que - além de tecnicamente muito bom mesmo - ele também é gente boa.