A Economia da Escravidão me ensinou que o trabalho cativo foi o normal. Na sórdida, brutal e longa história humana, o trabalho livre foi bastante raro. Obviamente, o tráfico de escravos também costumava ser um grande negócio, mas eu nunca imaginaria que coisas como essa aconteceram:
A estimativa- ao que parece exagerada- é que um milhão de europeus foram escravizados por piratas do Norte da África entre 1530-1780. O livro sobre o assunto está aqui.
PS. O autor do ótimo blog Economic Historypondera que o termo "escravo" não seria correto, porque a maior parte dos envolvidos era devolvida em troca de resgate. Lembrei então que o Miguel de Cervantes deve ter entrado na contabilidade citada acima.
O próprio Jorge Luís Borges lendo "Del rigor en la ciencia" (Via Boing Boing)
Para acompanhar:
En aquel Imperio, el arte de la Cartografía logró tal perfección que el Mapa de una sola Provincia ocupaba toda una Ciudad, y el Mapa del Imperio, toda una Provincia. Con el tiempo, estos mapas desmesurados no satisficieron y los Colegios de Cartógrafos levantaron un mapa del Imperio, que tenía el tamaño del Imperio y coincidía puntualmente con él. Menos adictas al estudio de la cartografía, las generaciones siguientes entendieron que ese dilatado Mapa era Inútil y no sin impiedad lo entregaron a las inclemencias del Sol y los inviernos. En los desiertos del oeste perduran despedazadas ruinas del mapa, habitadas por animales y por mendigos; en todo el país no hay otra reliquia de las disciplinas geográficas.
Borges pode ser usado em lições de metodologia. Quando alguém reclamar que um modelo é incompleto, sugira a leitura de "El Rigor...". Já se a crítica for que o modelo não considera as espeficidades do objeto, mande o sujeito ler Funes, o memorioso. Duvido que funcione, mas não custa tentar.
PS. Lembrei que nos tempos do Gustibus eu já tinha feito um post sobre o mapa do metro de Londres e Ricardo. Aí vai. O link para a animação não funciona mais, mas encontrei um vídeo equivalente.
Meu Santo Dawkins, não deixe que façam a obra mais estúpida da Terra. (Como eu sou 1/2 boliviano, eu posso debochar dos meus mezzo-conterrâneos) Achei aqui.
Fazia muito tempo que eu não registrava um "contribuição" ao Prêmio Eço de ignorânça econômica. Então fiz uma visita ao blog de um suspeito e, obviamente, encontrei o que esperava:
Eu nunca trabalhei na vida, fui só professor. Ser pago para estudar, escrever e falar com plena liberdade faz da vida de professor um dos melhores jeitos honestos de se ganhar a vida. Bem, agora fui aprovado no IPEA para a área de regional/industrial. Tomarei posse no final do mês. Lamento ter ficado tão pouco tempo na UFABC. Felizmente, como as disciplinas são trimestrais, eu não terei que abandonar os cursos em andamento. Os alunos, funcionários e professores se mostraram muito dedicados e a universidade parece não ter os vícios das federais mais antigas. (A propósito, a UFABC está com um concurso aberto para professor! ). Agradeço e espero que eles compreendam a minha escolha profissional. Não sei direito o que me espera por lá, nem como é a vida em Brasília. Sempre gostei de morar em vizinhanças jane-jacobsianas e Brasília- ao menos à primeira vista- é o oposto disso. O blog seguirá o mesmo e eu continuarei pesquisando em história econômica quantitativa não só porque gosto, mas também porque estou comprometido com projetos financiados sobre o tema. PS1: Sugestões de hospedagem temporária em Brasília? PS2: Nas últimas semanas, eu tive que apagar os comentários de leitores que tratavam da minha posse no IPEA. Peço desculpas, mas eu não queria tratar do assunto aqui antes do tempo.
Um amigo de faculdade me envia a notícia bomba. Uma boa oportunidade para microeconometristas testarem o impacto da Lei Seca no desempenho dos alunos da Economia da UFRJ. (Apesar de ser cético quanto aos efeitos da restrição, reconheço que a minha vida teria sido bem mais chata se ela estivesse em vigor entre 1987-1992. Especialmente se a Lei atingisse não só o Sujinho, mas os bares da Lauro Müller, a padaria, o Círculo Militar...).
Os pedidos de reembolso dos gastos dos membros do parlamento britânica eram secretos. Mas vazou um cd contendo todos os valores que eles pediram reembolso no últimos anos. Adivinhem como foi o comportamento dos membros da mãe de todos os parlamentos? Picaretagem geral. Teve de tudo: gasto com comida de cachorro, homem apresentando nota de Tampax e tudo mais. Enfim, os parlamentares britânicos agiram da mesma forma que os seus colegas brasileiros quando colocados diante da mesma situação. Por essas e por outras é que eu sou cético quanto às explicações culturalistas.
Quer dizer que os EUA ainda são competitivos nos mercado de caminhões porque- quarenta anos atrás - o governo americano retaliou à proteção européia contra as galinhas americanas??? A história não tem mesmo sentido...
Obviamente, eu estou do lado do Professor Komlos . (Na verdade, eu acho que a História Econômica não deve ser útil. A busca pela verdade (ou Verdade ou "verdade"; você escolhe) é uma missão já complicada o suficiente.)
Tomara que seja verdade. Mas uma parte de mim fica meio chateada por pensar que uma das previsões mais corajosas sobre o fim da crise é feita apenas base em um padrão histórico, sem qualquer modelo ou teoria explicativa.
O grande historiador econômico italiano Carlo Cipolla, quem diria, escreveu um tratado geral sobre a estupidez. Eu tenho fé na hipótese de que a estupidez - e não a maldade - é a raiz dos males humanos. Verdadeira ou não, a crença me serve de consolo. Via Marginal Revolution.
Para proteger os meus cansados pulsos com madelung, eu desisti do meu querido T61 e passei para um desktop com teclado ergonômico. Boa máquina, mas gastei quase 2 horas tirando o lixo que acompanha o Vista. Ontem instalei o novo Ubuntu. Uma hora depois de começar, o HD foi particionado e o tudo funcionou perfeitamente, inclusive o teclado microsoft e a multifuncional, sem precisar instalar um só driver. Uns 30 minutos depois, todos os softwares que eu usava no T61 já estavam rodando. (No Ubuntu, para instalar os softwares basta selecionar em um lista e pronto. Ele baixa, instala e fica de olho quando sai uma atualização. Nada de ter que ir no site do fabricante, fazer o download e clicar em milhões de "Eu aceito"). Maravilha.
Sou economista do IPEA, mas todas as opiniões são minhas (ou roubadas de outras pessoas) e não refletem a posição do IPEA. (Às vezes, minhas opiniões não refletem os fatos também. Mas isso é problema meu.) Currículo Lattes Google Profile Twitter Facebook