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Entrepreneurship and Urban Growth: An Empirical Assessment with Historical Mines por Glaeser, Kerr e Kerr

Eu sei lá se o instrumento é válido ou não, mas renderia uma boa tese reproduzir o estudo para MG:
Measures of entrepreneurship, such as average establishment size and the prevalence of start-ups, correlate strongly with employment growth across and within metropolitan areas, but the endogeneity of these measures bedevils interpretation. Chinitz (1961) hypothesized that coal mines near Pittsburgh led that city to specialization in industries, like steel, with significant scale economies and that those big firms led to a dearth of entrepreneurial human capital across several generations. We test this idea by looking at the spatial location of past mines across the United States: proximity to historical mining deposits is associated with bigger firms and fewer start-ups in the middle of the 20th century. We use mines as an instrument for our entrepreneurship measures and find a persistent link between entrepreneurship and city employment growth; this connection works primarily through lower employment growth of start-ups in cities that are closer to mines. These effects hold in cold and warm regions alike and in industries that are not directly related to mining, such as trade, finance and services. We use quantile instrumental variable regression techniques and identify mostly homogeneous effects throughout the conditional city growth distribution.
Falando em instrumentos criativos no cruzamento história com  economia regional, esse outro artigo usa a localização das óperas na Alemanha do século XVIII como instrumento para medir o impacto dos boêmios no crescimento regional.

Comentários

Anônimo disse…
Infelizmente, essa escola Acemoglu transformou a pesquisa aplicada em uma busca frenética por instrumentos exóticos. Basta encontrar um instrumento exótico que seu paper será publicado numa revista classe A, independentemente das inúmeras bobagens de interpretação que estes papers fazem dos resultados das regressões. Triste, muito triste.
Obs: não li o paper, mas fiquei com muito medo do "instrumento".
É verdade que a busca por experimetos engracadinhos é exagerada. Contudo, até por reação, Acemoglu et al estimularam muito o campo da historia economica quantitativa. O balanço - eu acho- é positivo.

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" "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios padrãode você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico." Se você não sabe o que é desvio padrão, nenhum problema. Traduzindo: nunca brigue se o adversário for muito melhor ou pior do que você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico. Se o adversário é muito mais inteligente ou conhece muito melhor o assunto, ouça-o com atenção, faça as perguntas relevantes e aprenda. Não é vergonha. Agora, se o sujeito é burro ou ignorante no assunto, o melhor é desconsiderar. Afinal, qual é a…

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