O que aprendemos sobre a industrialização brasileira está errado

Veja a tese de Michel Marson, orientada pelo Renato Colistete:
Esta tese trata das origens e evolução da indústria de máquinas e equipamentos em São Paulo entre 1870 e 1960. ... demonstramos que os efeitos da Primeira Guerra Mundial contribuíram para a redução na importação de máquinas e o aparecimento de várias pequenas empresas, geralmente pequenas oficinas e fundições para reparar as máquinas importadas. ...Também mostramos que os efeitos da crise de 1929 afetaram negativamente a indústria de máquinas e equipamentos paulista, mas apresentamos evidências que a diversificação da produção de máquinas para a indústria acelerou-se na década de 1920 e não foi resultado da crise. A recuperação da indústria de máquinas e equipamentos foi rápida e no final da década de 1930 a indústria se modernizou, iniciando a produção regular de máquinasferramenta. Apresentamos dois estudos de caso que ilustram que a indústria de máquinas e equipamentos teve sua origem no final do século XIX, passou por transformações nas décadas de 1920 e 1930 e se fortaleceu na década de 1940. Assim, nossos resultados divergem da periodização mais aceita da industrialização brasileira, que reconhece a importância da indústria de máquinas e equipamentos e de bens de capital somente após a década de 1950.
O boletim da FIPE tem uma síntese de partes do trabalho.

3 comentários:

Michel Marson disse...

Oi Leonardo,
Tudo bem? Primeiro obrigado pela divulgação da tese no seu blog. Sobre a tese, nem tudo o que aprendemos sobre industrialização brasileira está errado. Trabalhos como os de Warren Dean, Wilson Suzigan, Luiz Aranha Correa do Lago e outros continuam referências essenciais sobre o tema. Algumas coisas que meu trabalho mostra e critica são interpretações esquematizadas para determinados períodos, como por exemplo o termo "industrialização restringida" para o período 1933-1955. Na minha opinião, esse tipo de esquematização com fundamentação teórica fraca (contradições em conceitos) e sem comprovação empírica é um equívoco na literatura, mas infelizmente continuam sendo ensinados e reproduzidos em livros textos de economia brasileira. Mas claro, tem mais coisa no trabalho do que apenas críticas. Espero que a tese agrade. Um abraço, Michel.

Leonardo Monasterio disse...

Caro Michel,
Obrigado pela visita!
Eu passei o teu texto no sensacionalizator-tabajara para criar um titulo de impacto. De qq forma, vc concorda que o ensino de hist econ brasileira está muito aquem do que tem sido produzido nas ultimas decadas.
Parabens e abracos,Leo

Anônimo disse...

Uma excelente discussão, e extremamente civilizada...

...mas não me aguento:

http://www.youtube.com/watch?v=OpIYz8tfGjY

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