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Minha lista de leitura de Tópicos em Economia Regional na UCB

... ou o instrumental da microeconometria (RCT, IV, Dif-in-Difs, PSM) adaptado para a avaliação de políticas regionais. Os textos base são "Econometria" (Stock e Watson) e o  "Mostly Harmless Econometrics" (Angrist e Pischke).
Compartilho com vocês a lista de leitura que montei para o curso (sugestões seguem sendo bem-vindas):
ANGRIST, J.; PISCHKE, J. S. The Credibility Revolution in Empirical Economics: How Better Research Design Is Taking the Con out of Econometrics. Journal of Economic Perspectives, v. 24, n. 2, p. 3–30, 2010.
BURSZTYN, L.; COFFMAN, L. C. The Schooling Decision: Family Preferences, Intergenerational Conflict, and Moral Hazard in the Brazilian Favelas. Journal of Political Economy, v. 120, n. 3, p. 359 - 397, 2012. (Não é regional, mas é muito bom mesmo e eu precisava de um texto de randomized control trial).

BUSILLO, F.; MUCCIGROSSO, T.; PELLEGRINI, G.; TAROLA, O.; TERRIBILE, F. Measuring the effects of European regional policy on economic growth: a regression discontinuity approach. . [S.l.]: Working Paper. Disponível em: . Acesso em: 16 ago. 2012. , 2010.

CHAGAS, A. L. S.; TONETO, R.; AZZONI, C. R. A Spatial Propensity Score Matching Evaluation of the Social Impacts of Sugarcane Growing on Municipalities in Brazil. International Regional Science Review, v. 35, n. 1, p. 48–69, 2012

CRISCUOLO, C.; MARTIN, R.; OVERMAN, H.; REENEN, J. VAN. The causal effects of an industrial policy. . [S.l.]: National Bureau of Economic Research. Disponível em: . Acesso em: 21 ago. 2012. , 2012.

FALCK, O.; FRITSCH, M.; HEBLICH, S. Bohemians, human capital, and regional economic growth. [S.l.]: CESifo, Center for Economic Studies; Ifo Institute for economic research, 2009. 
FALCK, O.; HEBLICH, S.; KIPAR, S. Local industrial policies difference-in-differences evidence from a cluster-oriented policy. 36th annual conference of EARIE (European association for research in industrial economics) in Ljubljana, Slovenia, in September. Anais... [S.l: s.n.]. Disponível em: . Acesso em: 16 ago. 2012. , 2009.

NUNN, N. The Long-Term Effects of Africa’s Slave Trades. Quarterly Journal of Economics, v. 123, n. 1, p. 139–176, 2008.
RESENDE, G. M. Measuring Micro- and Macro-Impacts of Regional Development Policies: The Case of the Northeast Regional Fund (FNE) Industrial Loans in Brazil, 2000–2006. Regional Studies, n. Forthcoming, p. 1-19, 2012.
A propósito, o site da União Européia Inforegio tem um ótimo guia introdutório para a avaliação contrafactual de políticas regionais

Comentários

Felipe Amaral disse…
E as teorias clássicas da localização? Webber, Losh, von Thunnem, Christaller....
Venho deste modo apresentar-lhe o meu novo projecto. Trata-se de um novo blog que pretende fazer uma análise clara e concisa sobre a actualidade nacional e internacional.
Este projecto surgiu no seguimento do término da minha licenciatura na Faculdade de Economia do Porto (FEP). Sempre me interessei bastante pelas questões macroeconómicas, mas entendi que só após a minha licenciatura estaria preparado para abordar estas questões com o rigor que se lhe exige. Gosto de fazer análises credíveis e baseadas sempre em estatísticas credíveis, como irá reparar ao visitar o blog.

PS: o link do blog é http://ecoseconomia.blogspot.pt/
Diogo disse…
Bela seleção de artigos.
Então, eu sugeriria o método de controle sintético que é recente e muito interessante.
Referência:
ABADIE, A; DIAMOND, A.; HAINMUELLER, J. Synthetic Control Methods for Comparative
Case Studies: Estimating the Effect of California’s Tobacco Control Program. Journal of the
American Statistical Association, June 2010, Vol. 105, No. 490.
Abs.,
Diogo Mendonça.
Felipe,
Essa parte clássica de Regional eu apresentei na disciplina que lecionei na ucb no trimestre passado. Mas foi mesmo tudo muito rapido.

Diogo,
Obrigado pela dica. Nao conhecia.

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" "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios padrãode você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico." Se você não sabe o que é desvio padrão, nenhum problema. Traduzindo: nunca brigue se o adversário for muito melhor ou pior do que você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico. Se o adversário é muito mais inteligente ou conhece muito melhor o assunto, ouça-o com atenção, faça as perguntas relevantes e aprenda. Não é vergonha. Agora, se o sujeito é burro ou ignorante no assunto, o melhor é desconsiderar. Afinal, qual é a…

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