Pesquisa Empírica 9 X Teoria 1

Enquanto no Brasil se brinca de que existem várias "escolas de pensamento econômico" (que termo horrível!),  no resto do mundo ninguém gasta saliva com isso. O negócio é analisar o dados e não há essa de se identificar como "neoclássico", "neo-desenvolvimentista" ou ˜schumpeteriano-flamenguista-vegan".
E essa tendência ficou ainda mais forte nas últimas décadas. Vejam lá: nas áreas de Economia Internacional e Desenvolvimento Econômico, a participação dos trabalhos empíricos passou de 60% para mais de 90% de trabalhos empíricos. O trabalho completo está aqui (pdf).


PS. "Ah, mas a pesquisa empírica está cheia de ideologia." dirá um chato. Eu sei. Sei também que toda bebida contém água. Mas existe uma diferença grande entre laranjada e vodka.

2 comentários:

morador do sol disse...

Os economistas estão muito cindidos no Brasil, há muita tensão nas faculdades, nos bancos escolares. Quero denunciar a prática de uma pressão sobre os calouros para que se enquadrarem, tão cedo quanto possível, em alguma corrente ideológica, já desde os tenros anos do curso.
Quanto desperdício ter que se definir como heterodoxo ou neoclássico já tão cedo, pois significa limitar o aprendizado (ir a uma palestra, carregar um livro) por medo do julgamento do grupo, por estar se “misturando”.
Nos mestrados, os mesmos scripts se repetem, pelo menos nos ruins (não conheço os outros).
Nos presídios, os antropólogos definem a existência de gangues como estratégia defensiva do sujeito frente ao ambiente. O indivíduo aufere a ganhos de proteção física, estando numa gangue, bem como recompensas psicológicas de reconhecimento e visibilidade social pelos pares. Cada gangue por sua vez encerra uma sub-economia de trocas (não só cigarro, mas Jornais e Revistas) que fica fortalecida com mais um membro.
Apenas observe as semelhanças...Ainda que ninguém irá te bater na faculdade por ser hetero/orto (doxo), assim mesmo pode haver muita exclusão e outras violências como maledicência, envio de nudes e etc
Mas a culpa primordial é dos professores, que ao fim e ao cabo, são os que estimulam o processo de cooptação e "catequese" de novos "soldados".

Leonardo Monasterio disse...

agradeço o comentário. O negócio e não levar isso tudo tanto a sério...
Abraços,
Leo

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