Hayek, o intervencionista

Mais de sessenta anos depois do lançamento, o "O Caminho da Servidão" de Hayek voltou ao topo da lista dos mais vendidos. É um grande livro. Bem, é uma boa hora para lembrar que o autor escreveu:
"There is no reason why, in a society which has reached the general level of wealth ours has, the first kind of security should not be guaranteed to all without endangering general freedom; that is: some minimum of food, shelter and clothing, sufficient to preserve health. Nor is there any reason why the state should not help to organize a comprehensive system of social insurance in providing for those common hazards of life against which few can make adequate provision"
Pois é, o Hayek é menos austríaco do que se pensa.

4 comentários:

Giovanni disse...

Ora, o Hayek podia recomendar até a estatização de todos os meios de produção que continuaria austríaco.

Visões pessoais do que deve ser feito ou não não interferem no julgamento do trabalho de teoria pura do sujeito.

Ele pode muito bem recomendar essas políticas aí ao mesmo tempo em que as considera perversoras dos mecanismos de mercado.

Leonardo Monasterio disse...

Giovanni,
OK, ele continua sendo um austriaco no sentido positivo.
Porem, em termos normativos, a maior parte dos membros da Escola Austriaca nao concordariam com o trecho citado.

Anônimo disse...

Comprei o livro via o Instituto Liberal no Forum da Liberdade em Porto Alegre.
Fazendo relação com o post sobre desigualdade na América Latina, em vez de nos preocuparmos em reduzir a desigualdade em busca de um número discutível, o ponto é garantir o mínimo de dignidade a todos os cidadãos.
Claro que a discussão não se esgota, mas não vejo alternativa a boas políticas sociais (por que não?).
Me parece também salutar o envolvimento da sociedade na busca de soluções (alguns exemplos são as campanhas de doação de alimentos e as campanhas de coleta de agasalhos).
Liderau

... DdAB - Duilio de Avila Bêrni, ... disse...

... e no dia 30 começará o congresso da BIEN (renda básica) em São Paulo. com Hayek e Friedman na origem, a basic income parece manifestação do pensamento libertário ou do autoritário? acho que é a maior inovação institucional desde a criação do banco central!
DdAB

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