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Minha lista de leitura de Economia Brasileira

...para a turma do doutorado da UCB. Pessoal, tendenciosa e incompleta. Aceito sugestões.

Parte 0: Introdução

Preâmbulo:

História como o laboratório da Economia

Cliometria versus abordagem tradicional

A visão adquirida da economia brasileira

Séries históricas da Economia Brasileira

·         REIS, E. et al. O Século XX nas contas nacionais. Estatísticas do século XX, 2002.

·         LEFF, N. H. Subdesenvolvimento e desenvolvimento no Brasil. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1991. 2 v.

Parte I: Temas clássicos da Economia Brasileira

Abordagem econômica da escravidão no Brasil

·         MELLO, P. C. de. Aspectos econômicos da organização do trabalho na economia cafeeira do Rio de Janeiro. 1850-1888. Revista Brasileira de Economia, v. 32, n. 1, p. 43-67, 1978.

·         MELLO; SLENES, R. W. Análise Econômica da Escravidão do Brasil. In: Economia brasileira: uma visão histórica. Rio de Janeiro: Campus, 1980. p. 411.

·         MONASTERIO. FHC errou? A economia da escravidão no Brasil Meridional. História e Economia Revista Interdisciplinar da Brazilian Business School. São Paulo: Terra Comunicação Editorial, v. 1, n. 1, p. 13–28, 2005.

·         REIS; REIS, E. P. As elites agrárias e a abolição da escravidão no Brasil. Dados: Revista de Ciências Sociais, v. 31, n. 3, p. 309–341, 1988.

·         VERSIANI. Brazilian slavery: Toward an economic analysis. Revista Brasileira de Economia, v. 48, n. 4, p. 463–477, 1994.

Custo de transporte e desigualdade regional no longo prazo

·         MONASTERIO. Brazilian spatial dynamics in the long term (1872–2000):“path dependency” or “reversal of fortune”? Journal of geographical systems, v. 12, n. 1, p. 51–67, 2010.

·         Reis, Eustáquio ; Monasterio, Leonardo Monteiro . Mudanças na concentração espacial das ocupações nas atividades manufatureiras do Brasil, 1872-1920. In: Tarcísio R. Botelho, Marco H. D. van Leeuwen. (Org.). Desigualdade social na América do Sul: perspectivas históricas. 1ed.Belo Horizonte: Veredas e Cenários, 2010, v. , p. 243-274.

·         SUMMERHILL, W. R. Big social savings in a small laggard economy: railroad-led growth in Brazil. The Journal of Economic History, v. 65, n. 1, p. 72–102, 2005.

Industrialização antes de 1930

·         Peláez, C.M. História da indústria brasileira. Rio de Janeiro: Apec, 1972.

·         FISHLOW, A. Origens e conseqüências da substituição de importações no Brasil. Estudos Econômicos, v. 2, n. 6, p. 7–75, 1972.

·         SUZIGAN, W. Indústria brasileira: origem e desenvolvimento. São Paulo: Hucitec, 2000.

Crise de 1929 e industrialização

·         SUZIGAN, W. Indústria brasileira: origem e desenvolvimento. São Paulo: Hucitec, 2000.

·         PELÁEZ, C. M. A balança comercial, a grande depressão e a industrialização brasileira. Revista Brasileira de Economia, v. 22, n. 1, p. 15–47, 1967.

·         SILBER, S. D. Política econômica: defesa do nivel de renda e industrialização no periodo 1929/1939. 1973.

Parte 2: Exercícios cliométricos

·         Delfim Neto, Antônio. O problema do café no Brasil. São Paulo, FEA-USP, 1959

·         COLISTETE, R. P. Productivity, Wages, and Labor Politics in Brazil, 1945–1962. The Journal of Economic History, v. 67, n. 01, p. 93–127, 2007.

·         MONTEIRO, S. M. M.; FONSECA, P. C. D. Credibility and populism: the economic policy of the Goulart administrations in Brazil. Estudos Econômicos (São Paulo), v. 42, n. 3, p. 511–544, 2012.

·         NARITOMI; SOARES, R. R.; ASSUNÇÃO, J. J. Institutional Development and Colonial Heritage within Brazil. The Journal of Economic History, v. 72, n. 02, p. 393–422, 2012.

·         KANG, T. H. Instituições, voz política e atraso educacional no Brasil, 1930-1964. Master Thesis, Universidade de São Paulo, 2010.

·         SANTOS; COLISTETE, R. P. REAVALIANDO O II PND: UMA ABORDAGEM QUANTITATIVA. [s.l.] ANPEC - Associação Nacional dos Centros de Pósgraduação em Economia [Brazilian Association of Graduate Programs in Economics], 2011. Disponível em: <http://econpapers.repec.org/paper/anpen2010/190.htm>. Acesso em: 4 ago. 2013.

Parte 3: Temas recentes

Desigualdade regional ou desigualdade pessoal?

·         LANGONI. Distribuição da renda e desenvolvimento econômico do Brasil. [s.l.] FGV Editora, 2005.

·         PESSÔA, S. Existe um Problema de Desigualdade Regional no Brasil?Salvador: ANPEC, 2001

·         SILVEIRA NETO; AZZONI, C. R. Non-spatial government policies and regional income inequality in Brazil. Regional Studies, v. 45, n. 4, p. 453–461, 2011.

·         SOUZA, Pedro Herculano Guimarães Ferreira. Os efeitos das desigualdades regional sobre a desigualdade interpessoal de renda no Brasil, Estados Unidos e México. Texto de Discussão Ipea, no prelo. 2013.

Doença Holandesa ou Doença Soviética?

·         BONELLI, R.; PESSOA, S. A. Desindustrialização no Brasil: um resumo da evidência. Rio de Janeiro: Ibre/FGV, 2010.

·         OREIRO, J. L.; FEIJÓ, C. A. Desindustrialização: conceituação, causas, efeitos e o caso brasileiro. Revista de economia política, v. 30, n. 2, p. 219–232, 2010.

·         SQUEFF, G. C. Desindustrialização: luzes e sombras no debate brasileiro. 2012.  Texto de Discussão Ipea.

Evolução da Produtividade Total dos Fatores

·         BACHA; BONELLI, R. Uma interpretação das causas da desaceleração econômica do Brasil. Revista de economia política, v. 25, n. 3, p. 163–189, 2005.

·         BARBOSA FILHO; PESSÔA, S. DE A.; VELOSO, F. A. Evolução da produtividade total dos fatores na economia brasileira com ênfase no capital humano-1992-2007. Revista Brasileira de Economia, v. 64, n. 2, p. 91–113, 2010.

·         FERREIRA; ELLERY JR, R.; GOMES, V. Produtividade agregada brasileira (1970-2000): declínio robusto e fraca recuperação. Estudos Econômicos (São Paulo), v. 38, n. 1, p. 31–53, 2008.

·         ELLERY. Produtividade total dos fatores e acumulação de capital no Brasil. Revista Economia & Tecnologia, v. 9, n. 1, 2013.

·         Ipea. Boletim especial radar 28. 2013. http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/radar/130911_radar28.pdf

Por que o Brasil poupa pouco?

·         BONELLI, R.; BACHA, E. Crescimento Brasileiro Revisitado. Desenvolvimento Econômico—Uma Perspectiva

·         HOLANDA BARBOSA FILHO, F. DE. Crescimento acelerado no Brasil: as pedras em nosso caminho. ECONOMIA & TECNOLOGIA, 2010.

·         BRESSER-PEREIRA, L. C. Déficits, câmbio e crescimento. Revista Economia & Tecnologia, v. 6, n. 2, 2012.

·         PASTORE, A. C. Câmbio real e crescimento econômico. Revista Economia & Tecnologia, v. 6, n. 2, 2012.

 

Crescimento recente do Estado: ilusão fiscal, rent seeking ou escolha dos eleitores?

·         ALSTON et al.. Changing social contracts: Beliefs and dissipative inclusion in Brazil. Journal of Comparative Economics, v. 41, n. 1, p. 48–65, Fevereiro. 2013.

·         SILVA; SIQUEIRA, R. B. Demanda por gasto público no Brasil no período pós-redemocratização: testes da lei de Wagner e da hipótese de Mill de Ilusão Fiscal. 2013.

·         BARROS LISBOA, M. DE; LATIF, Z. A. Democracy and Growth in Brazil1, [S.d.]. Disponível em: <http://inctpped.ie.ufrj.br/spiderweb/dymsk_5/5.3-10S%20Lisboa%20Latif.pdf>. Acesso em: 24 set. 2013

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" "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios padrãode você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico." Se você não sabe o que é desvio padrão, nenhum problema. Traduzindo: nunca brigue se o adversário for muito melhor ou pior do que você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico. Se o adversário é muito mais inteligente ou conhece muito melhor o assunto, ouça-o com atenção, faça as perguntas relevantes e aprenda. Não é vergonha. Agora, se o sujeito é burro ou ignorante no assunto, o melhor é desconsiderar. Afinal, qual é a…

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