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Chutando a canela de gigantes

É batata. Basta você ter uma ótima ideia, encontrar evidências impactantes e ter um amplo impacto que algum economista mais jovem vai mostrar os teus furos. Dois casos recentes:
- O Avner Greif ficou famoso com a sua tese de que no século XI o comerciantes Maghribi tinham relações comerciais baseadas em instituições informais e baseadas na confiança pessoal. Com o tempo, os genoveses que tinham redes comerciais mais amplas e impessoais, passaram a frente. Combinando Nova Economia Institucional, Teoria do Jogos e profunda pesquisa histórica, o trabalho de Greif virou um modelo na área. Até que Edwards & Olgivie argumentaram que na verdade os Maghribi usavam um sistema legal. Greif rebate.
- Acemoglu, Johnson e Robinson argumentaram que a mortalidade dos colonos europeus condicionou o tipo de instituições do restante do mundo. (Mortalidade baixa está relacionada com colônias de povoamento e "boas instituições"). E essas instituições determinaram o destino econômico dos países. Agora Albouy diz que os dados de taxa de mortalidade dos colonos, que é a variavel instrumental do paper do Acemoglu et al. , é furada e torna a evidência econométrica bastante frágil.
É a vida... e é assim que a Ciência progride.
(Quem quiser ficar muito descrente, eu sugiro a leitura de :Platt, D. Mickey Mouse numbers in world history: the short view. MacMillan, 1989. Ele mostra que os dados históricos de PIB que todo mundo usa são muito, mas muito chutados mesmo. Nick Crafts respondeu.)

Comentários

fábio pesavento disse…
bah esta informação vai render uma nota de rodapé na minha tese! Valeu Leo!

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" "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios padrãode você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico." Se você não sabe o que é desvio padrão, nenhum problema. Traduzindo: nunca brigue se o adversário for muito melhor ou pior do que você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico. Se o adversário é muito mais inteligente ou conhece muito melhor o assunto, ouça-o com atenção, faça as perguntas relevantes e aprenda. Não é vergonha. Agora, se o sujeito é burro ou ignorante no assunto, o melhor é desconsiderar. Afinal, qual é a…

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