Pular para o conteúdo principal

Como rodar regressões com grupos de variáveis no R

Enquanto o livro de R do Análise Real não fica pronto, aí vai uma dica simples, mas que eu demorei um tempão para perceber.
Sabe quando você quer rodar várias regressões com grupos de variáveis independentes distintas? Há  um jeito simples. Defina os grupos assim:

grupo1 = c("x1", "x2")
grupo2 = c("x3", "x4")

Para regredir y sobre x1 e x2:
eq0 = lm( y ~ ., data=df[, c("y", grupo1)] )

E para regredir sobre ambos os grupos:
eq1 = lm( y ~ ., data=df[, c("y", grupo1, grupo2)] )

PS: Erros corrigidos. Obrigado, Pedro!

Comentários

Claudio disse…
Depois eu darei a dica ao contrário (graças ao seu comentário desatento que me obrigou a pesquisar...não, não estou reclamando...não neste caso, rs).

p.s. não sou um robô...ainda.
Alguns comentarios/duvidas:
1 - a dica seria pra rodar varias regressoes com varios grupo de variaves "independents" diferentes, nao? O vetor de covariates que esta mudando, e nao a variavel independente.

2 - No exemplo, nao teriamos que colocar o y entre aspas tambem nao?
Tipo:
#Para regredir y sobre x1 e x2:
eq0 = lm( y ~ ., data=df[, c("y", grupo1)] )
#E para regredir sobre ambos os grupos:
eq1 = lm( y ~ ., data=df[, c("y", grupo1, grupo2)] )

Valeu pelas dicas, Leo!
Pedro, obrigado! Corrigido.

Postagens mais visitadas deste blog

Capitalismo de compadrio não é um problema cultural

Eu costumo dizer -  um pouco brincando- que "cultura não importa". No caso da discussão sobre o crony capitalism, no entanto, eu falo a sério: a chave está nos incentivos econômicos.
O historiador econômico Stephen Haber resume isso bem na introdução de um livro jóia sobre o assunto. A lógica é a seguinte: em termos ideais, quando há boas instituições, os empresários sabem que não serão expropriados pelo governo. Este taxa todo mundo, ganha o seu, mas não distribui privilégios. Logo, não há sentido em ser amigo do governo,  nem financiar campanhas.
Agora, quando as instituições são ruins e o poder discricionário do governo é grande, surge um dilema. Como o empresário vai investir se sabe que uma hora qualquer as regras podem mudar contra si? Sem investimento, não há o que tributar.  A solução mútua é transformar o governo em sócio de alguns empresários. Assim, cria-se um compromisso crível: o governo não vai passar a perna nas empresas de quem é "amigo" pois tem u…

A regra dos dois desvios

Ao que parece, a regra será a minha maior (e única) contribuição ao Saber Universal. Eu a reproduzi no verbete "Brigas, críticas e debates" do meu magnum opus "Manual de sobrevivência na universidade: da graduação ao pós-doutorado" ( Atualização 2017: O livro está fora do ar porque uma segunda edição, expandida, será publicada em breve). Aí vai:

" "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios padrãode você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico." Se você não sabe o que é desvio padrão, nenhum problema. Traduzindo: nunca brigue se o adversário for muito melhor ou pior do que você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico. Se o adversário é muito mais inteligente ou conhece muito melhor o assunto, ouça-o com atenção, faça as perguntas relevantes e aprenda. Não é vergonha. Agora, se o sujeito é burro ou ignorante no assunto, o melhor é desconsiderar. Afinal, qual é a…

Colistete e o atraso educacional brasileiro

Ficou ótima a matéria da Revista Piauí com o perfil do Renato Colistete e sobre sua tese de livre-docência (pdf).
Ele é um pesquisador sensacional, gente boa e orientador de 9 entre 10 dos novos pesquisadores em histórica econômica. Já estava no tempo de ele ter reconhecimento de um público mais amplo.
Aproveite e leia o seu blog . Quando a tese estiver on-line, eu aviso.