Pular para o conteúdo principal

Salários e escolaridade por ancestralidade/cor no Brasil

Aí vão dois gráficos do meu Texto para Discussão Ipea "Sobrenomes e ancestralidade no Brasil" que acabei de encaminhar. Avisarei aqui quando o texto estiver no ar.
Claro que os gráficos são apenas ilustrativos e não há qualquer causalidade nisso. Muitos outros elementos variam junto com os sobrenomes dos indívíduos.

A legenda é a seguinte: JPN= Japonesa; ITA= Italiana; EAS: Leste europeia; GER= Alemã; IBR: Ibérica; NAT= Indígena; MXD= Parda; BLK= Preta.
Nota: A fonte é a RAIS 2013 e só considerei os trabalhadores no setor privado entre 20 e 60 anos, com jornada maior que 40 horas.

Comentários

Felipe disse…
Usou o quê pra classificar os sobrenomes?
Valeu pelo interesse. Usei Cavnar & Trekle.. veja aqui:
http://lmonasterio.blogspot.com/2016/03/ancestry-in-brazil-surname-based-method.html
Vicente Cardoso disse…
Teria como controlar por estado? Muda muito o resultado?
Dá sim. Não deve mudar muito. Fiz para dentro do RS e é mais ou menos a mesma coisa.
Legal Leo ! Mas ow, faz um box plot disso ai :) Se quiser ser ousado, usa o feioso geom_violin

Postagens mais visitadas deste blog

Capitalismo de compadrio não é um problema cultural

Eu costumo dizer -  um pouco brincando- que "cultura não importa". No caso da discussão sobre o crony capitalism, no entanto, eu falo a sério: a chave está nos incentivos econômicos.
O historiador econômico Stephen Haber resume isso bem na introdução de um livro jóia sobre o assunto. A lógica é a seguinte: em termos ideais, quando há boas instituições, os empresários sabem que não serão expropriados pelo governo. Este taxa todo mundo, ganha o seu, mas não distribui privilégios. Logo, não há sentido em ser amigo do governo,  nem financiar campanhas.
Agora, quando as instituições são ruins e o poder discricionário do governo é grande, surge um dilema. Como o empresário vai investir se sabe que uma hora qualquer as regras podem mudar contra si? Sem investimento, não há o que tributar.  A solução mútua é transformar o governo em sócio de alguns empresários. Assim, cria-se um compromisso crível: o governo não vai passar a perna nas empresas de quem é "amigo" pois tem u…

A regra dos dois desvios

Ao que parece, a regra será a minha maior (e única) contribuição ao Saber Universal. Eu a reproduzi no verbete "Brigas, críticas e debates" do meu magnum opus "Manual de sobrevivência na universidade: da graduação ao pós-doutorado" ( Atualização 2017: O livro está fora do ar porque uma segunda edição, expandida, será publicada em breve). Aí vai:

" "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios padrãode você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico." Se você não sabe o que é desvio padrão, nenhum problema. Traduzindo: nunca brigue se o adversário for muito melhor ou pior do que você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico. Se o adversário é muito mais inteligente ou conhece muito melhor o assunto, ouça-o com atenção, faça as perguntas relevantes e aprenda. Não é vergonha. Agora, se o sujeito é burro ou ignorante no assunto, o melhor é desconsiderar. Afinal, qual é a…

Colistete e o atraso educacional brasileiro

Ficou ótima a matéria da Revista Piauí com o perfil do Renato Colistete e sobre sua tese de livre-docência (pdf).
Ele é um pesquisador sensacional, gente boa e orientador de 9 entre 10 dos novos pesquisadores em histórica econômica. Já estava no tempo de ele ter reconhecimento de um público mais amplo.
Aproveite e leia o seu blog . Quando a tese estiver on-line, eu aviso.