Colônias de povoamento versus colônias de exploração: de Heeren a Acemoglu

Coloquei no ar a  primeira versão. O texto está ainda incompleto e sem qualquer revisão, logo comentários são mais do que bem-vindos.

Colônias de povoamento versus colônias de exploração: de Heeren a Acemoglu
Leonardo Monasterio e Philipp Ehrl
Resumo 
O artigo examina a evolução da tese que sustenta que o tipo de colonização determina, ou condiciona, o futuro das sociedades. Adam Smith já apresentava esta proposição e um tipologia das colônias. Contudo, foram os autores alemães Heeren e Roscher, no século XIX, os responsáveis pelo desenvolvimento da tese. Estes historiadores influenciaram o economista ortodoxo francês Leroy-Beaulieu, que tratou do assunto em obra publicada em 1902. Fica claro que Caio Prado Jr. foi mais um divulgador da tese "colônia de povoamento versus colônia de exploração'' no Brasil do que seu criador. Nos Estados Unidos, a ideia ressurge nas obras de Douglass North (1955 e 1959) e de Richard Baldwin (1957). Mais recentemente, os cliometristas Engerman e Sokoloff (1997) aprofundaram a questão, sem fazer referência aos autores europeus. Finalmente, Acemoglu, Johnson e Robinson (2001 e 2002), citando apenas a literatura neoinstitucional, levaram a tese para um público acadêmico mais amplo e apresentaram evidências econométricas. O artigo se encerra com a discussão sobre as possíveis razões do sucesso da tese e da sua recorrente  'descoberta' pelos pesquisadores.

2 comentários:

Pedro Américo disse...

Eu ainda não li tudo, mas parece muito bom! Acho que a história do pensamento econômico precisava dessa contribuição.
Eu acho que há um pequeno erro na nota 16: Onde se diz Simon Johnson, o correto seria James Robinson.

Leonardo Monasterio disse...

Caro Pedro,
Obrigado pelo comentário!
Abraços,
Leo.

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