Cide municipal é uma má ideia


  • Um tributo local deve ter uma base tributária imóvel.  Se não tiver, é fácil para o contribuinte escapar. É por essa razão que o IPTU é um imposto local e o Imposto de Renda, não. Carros - surpresa! - são móveis. Uma Cide municipal faria com que os municípios das periferias metropolitana oferecessem isenções. No final das contas, a nova contribuição geraria ineficiência e baixa arrecadação;
  • Além disso, andar de carro não é o problema da mobilidade de mobilidade urbana. O problema é andar de carro em zonas congestionadas. A Cide incidiria igualmente sobre quem usa o carro na Av. Paulista às 18:30 e sobre quem dirige de madrugada em uma rua deserta. (Ter carro também não é problema. Inglaterra e Japão têm o dobro no número de veículos per capita do que o Brasil);
  • Pedágio urbano, por favor.

5 comentários:

Henrique disse...

Muito, muito bom, Léo. Clareza impressionante.

Leonardo Monasterio disse...

Gracias!

RONALDO disse...

Só para constar, são inúmeros os municípios que, próximo às capitais, oferecem menos custo de emplacamento e tributário. Uma franca concorrência com oferta de endereços fitícios.

Julio Meirelles disse...

Indo além, como seria um modelo de implantação do pedágio?

Leonardo Monasterio disse...

Em Londres e Cingapura, scanners das placas fazem a cobrança do proprietário nas entradas dos centroes das cidades.

Eu li em algum lugar que Cingapura tinha um esquema mais low tech.Para andar de carro na area central nos dias de semana vc tinha que comprar uma placa distinta.

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